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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Aldeia do Candal

/

Designação
Designação Atual
Aldeia do Candal
Outras Designações
Povoação do Candal (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Localizada na vertente oeste da Serra da Lousã, a Aldeia do Candal integra um conjunto edificado de cariz rural, de planta irregular composta por núcleos de habitações e arruamentos estreitos, atravessado pela Ribeira do Candal e pela EN 236.
A aldeia é formada por aglomerados de habitações, maioritariamente de xisto, que se dispõem em forma de anfiteatro pela encosta da serra; nestes seis conjuntos de casas - três, a sul, de maiores dimensões, que compõem o centro da povoação, e outros três, mais dispersos e diminutos, a este - predominam as residências unifamiliares rurais, erguidas em aparelho xistoso coberto por telha de canudo, apresentam, por norma, dois registos, com o piso cimeiro, originalmente formado por uma divisão com soalho de madeira, destinado a habitação, e o térreo, a curral ou armazém agrícola.
No conjunto do povoado ganham destaque, pelos seus programas singulares, a antiga escola primária, edificada na década de 20 do século XX, com contribuições financeiras dos emigrantes candelenses que residiam nos Estados Unidos da América, o chafariz de espaldar, com tanque ao centro, ladeado por conversadeiras assentes sobre panos murários com pináculos nas arestas, cinco moinhos hidráulicos e um lagar de azeite, edificados entre 1919 e 1920 ao longo da margem direita da ribeira, o lavadouro público, inserido em cota baixa, com telheiro, e uma Alminha, a única construção religiosa que existe na aldeia.
História
À semelhança das restantes aldeias de xisto da Serra da Lousã, a Aldeia do Candal tem origens remotas. Os primeiros registos documentais dos povos da Serra datam da Idade Média, sendo possível que estas povoações derivem de grupos ligados à transumância que, paulatinamente, se foram fixando. Certo é que em 1687 o Candal era referido na documentação oficial como um "casal".
Tal como as outras povoações serranas, o Candal vivia da pastorícia e da agricultura, estando ambas as atividades muito limitadas pelas condicionantes da paisagem, sendo esta última, essencialmente, um cultivo de subsistência. Como sustento paralelo, estas populações dedicavam-se à produção de carvão, que era vendido na Lousã e, por vezes, em Miranda do Corvo.
As circunstâncias difíceis de uma economia local precária determinaram um fenómeno migratório desde pelo menos a centúria de Setecentos, primeiro com destino à vila da Lousã, depois para o Alentejo. Nos finais do século XIX estas povoações começaram a mudar-se para Lisboa e, alguns anos depois, os grupos de serranos começaram uma emigração progressiva com destino ao Brasil e à América. Em consequência, estas aldeias foram assistindo a um progressivo decréscimo do seu número de habitantes, culminando com um despovoamento ocorrido em meados da década de 80 de Novecentos.
No início do século XXI, as aldeias da Lousã foram "redescobertas" e ocupadas por nova vaga de habitantes forâneos, sobretudo jovens estrangeiros, que procuraram reanimar a vida económica, social e cultural destas povoações. Integradas na rede Aldeias do Xisto, as aldeias da Lousã apresentam atualmente uma oferta turística de âmbito regional, que se baseia nas características únicas da sua arquitetura, no envolvência paisagística, nos recursos ambientais, e nas tradições gastronómicas e culturais locais. A aldeia do Candal, por ter uma acessibilidade privilegiada graças à sua localização junto à EN 236, apresenta-se, no momento, como a aldeia mais desenvolvida de Serra da Lousã.
Catarina Oliveira
DGPC, 2016
Diploma de Classificação
Edital n.º 726/2024, DR, 2.ª série, n.º 103, de 28-05-2024 (fixou as restrições) (ver Edital)
Deliberação de 15-04-2024 da CM da Lousã a aprovar a decisão final relativa às restrições a aplicar ao CIM
Edital n.º 2133/2023, DR, 2.ª série, n.º 246, de 22-12-2023 (projeto de decisão relativo às restrições a fixar) (ver Edital)
Deliberação de 20-11-2023 da CM da Lousão a aprovar as restrições a aplicar ao futuro CIM
Edital n.º 543/2015, DR, 2.ª série, n.º 117, de 18-06-2015 (ver Edital)
Deliberação camarária de 1-06-2015 a aprovar a decisão final de classificação como CIM
Edital n.º 165/2015, DR, 2.ª série, n.º 44, de 4-03-2015 (ver Edital)
Deliberação camarária de 2-02-2015 a aprovar a abertura do procedimento de classificação como CIM
Em 14-01-2015 foi dado conhecimento do despacho de arquivamento à CM da Lousã, sugerindo que proceda à publicação de cinco classificações, por se tratar de cinco aldeias
Despacho de arquivamento de 6-10-2014 do diretor-geral da DGPC
Proposta de 29-09-2014 da DRC do Centro para arquivamento do procedimento de âmbito nacional
Edital n.º 372/2014, DR, 2.ª série, n.º 88, de 8-05-2014 (ver Edital)
Pedido de parecer de 5-05-2014 da CM da Lousã sobre a eventual classificação como CIM
Deliberação camarária de 21-04-2014 a determinar a abertura do procedimento de classificação como CIM (aldeias do Candal, Casal Novo, Cerdeira, Chiqueiro e Talasnal)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como CIM - Conjunto de Interesse Municipal

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Lousã / Lousã e Vilarinho
- -
Candal -
Polícia:
LATITUDE
40.080813
LONGITUDE
-8.203235
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1687
1687 o Candal era referido na documentação oficial como um "casal".Tal como as outras povoações serranas, o Candal vi...
1919
1919 e 1920 ao longo da margem direita da ribeira, o lavadouro público, inserido em cota baixa, com telheiro, e uma A...
1920
1920 ao longo da margem direita da ribeira, o lavadouro público, inserido em cota baixa, com telheiro, e uma Alminha,...
2014
2014 do diretor-geral da DGPC Proposta de 29-09-2014 da DRC do Centro para arquivamento do procedimento de âmbito nac...
2015
2015, DR, 2.ª série, n.º 117, de 18-06-2015 (ver Edital) Deliberação camarária de 1-06-2015 a aprovar a decisão final...
2016
2016
2023
2023, DR, 2.ª série, n.º 246, de 22-12-2023 (projeto de decisão relativo às restrições a fixar) (ver Edital) Delibera...
2024
2024, DR, 2.ª série, n.º 103, de 28-05-2024 (fixou as restrições) (ver Edital) Deliberação de 15-04-2024 da CM da Lou...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A Lousã e o seu concelho LEMOS, Álvaro Viana de Edição
Lousã, a terra e as gentes DIAS, Pedro, REBELO, Fernando Edição 1985 Lousã
"A Serra da Lousã". Do povoamento à desertificação.", Arunce, Revista de Divulgação Cultural, n.º 2 - 2.º semestre CALDAS, Eugénio Castro Edição 1989 Lousã
"Aldeias da Serra da Lousã", Arunce, Revista de Divulgação Cultural, n.º 2 - 2.º semestre OSÓRIO, António Crespo, HENRIQUES, Manuel F. Louzã, ALVES, Rui M. Vaz Edição 1989 Lousã
"Etnografia da Serra da Lousã", Arunce, Revista de Divulgação Cultural, n.º 2 - 2.º semestre HENRIQUES, Manuel F. Louzã Edição 1989 Lousã
Vila da Lousã e seu termo MEXIA, Fernando de Magalhães Edição 1936 Lousã

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