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Logótipo MCJD PCI
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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Complexo Ferroviário do Barreiro, constituído pelos edifícios das Oficinas do Caminho-de-Ferro (Estação Primitiva), a Estação Ferroviária e Fluvial do Sul e Sueste, a Rotunda das Máquinas Locomotivas, o Bairro Ferroviário e seis locomotivas, ...

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Designação
Designação Atual
Complexo Ferroviário do Barreiro, constituído pelos edifícios das Oficinas do Caminho-de-Ferro (Estação Primitiva), a Estação Ferroviária e Fluvial do Sul e Sueste, a Rotunda das Máquinas Locomotivas, o Bairro Ferroviário e seis locomotivas, ...
Outras Designações
... um locotractor, uma automotora e três carruagens
Tipologia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
O complexo ferroviário do Barreiro, constituído pelos edifícios das Oficinas do Caminho-de-Ferro (Estação Primitiva), a Estação Ferroviária e Fluvial do Sul e Sueste, a Rotunda das Máquinas Locomotivas, o Bairro Ferroviário e seis locomotivas, um locotractor, uma automotora e três carruagens.
A Estação do Caminho-de-ferro, construída em 1859 (autor desconhecido), é a mais antiga estação ferroviária em Portugal, pois antecede em alguns anos a de Santa Apolónia (1865). Foi a primeira construção ferroviária de raiz, em alvenaria, edificada em Portugal com a finalidade de servir de gare principal da linha do sul. O edifício, devido à sua localização distante do cais de atracagem dos barcos, foi reconvertido em 1884 em oficinas de reparação.
A construção da Rotunda da Máquinas Locomotivas iniciou-se em 27 de agosto de 1885, e a receção definitiva da obra deu-se em abril de 1890. É um equipamento ferroviário construído em alvenaria de planta semicircular, utilizada para inverter a direção de uma locomotiva, para ser guardada numa "cocheira". A rotunda do Barreiro tem 20 "cocheiras", a que correspondem outros tantos lugares para locomotivas e uma placa giratória, movida por mecanismo elétrico, denominada charriot, que gira dentro de um círculo com um poço através do qual se procede à inversão de direção das locomotivas.
Os estudos para a nova Estação Ferroviária e Fluvial do Sul e Sueste do Barreiro iniciaram-se em 1876, projeto do capitão Engenheiro Miguel Carlos Correia Paes, chefe de exploração dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste. A sua construção junto ao leito do rio, foi uma obra de grande complexidade hidráulica, concluiu-se em 1884. A estação foi objeto de diversas obras e intervenções de conservação, reparação e melhoramento, em variadas épocas, sendo que algumas das mais importantes ocorreram em 1934. Estas transformações não implicaram, contudo, alterações da sua estrutura, dimensão e características arquitetónicas.
O Bairro Ferroviário do Barreiro foi construído pela Companhia Portuguesa dos Caminhos de Ferro, entre 1933 e 1935, inserido num programa governamental de arquitetura de regime, abria à empresa, privatizada desde 1927, a possibilidade de selecionar e premiar a mão-de-obra sempre disponível para o serviço da companhia. É composto por 23 moradias unifamiliares geminadas, com um pequeno quintal anexo, e apresenta as duas tipologias de habitação, para o "Pessoal Graduado" e para o "Pessoal Braçal". O Bairro Ferroviário do Barreiro é semelhante a outros que a companhia construiu em várias localidades pelo país, apresentando um elevado valor social enquanto testemunho das vivências, identidade e memória de uma parte muito significativa da população operária do Barreiro - os ferroviários.
História
A escolha do Barreiro para terminal ferroviário foi determinada, pelas suas condições de acessibilidade marítima e a relativa proximidade com o mercado lisboeta. O início da construção do caminho-de-ferro no Barreiro teria lugar a 11 de Setembro de 1855 e, quatro anos depois, em 2 de Fevereiro de 1859, realizava-se a primeira viagem oficial da Linha do Sul, ligando o Barreiro a Vendas Novas. O caminho-de-ferro do Sul e Sueste abriu à exploração comercial em 1 de Fevereiro de 1861 e, em 6 de Agosto do mesmo ano, por acordo com a "Brasileira", o Estado tomou conta da linha do Sul.
A partir de 1884, data da entrada em funcionamento da nova estação Ferroviária e Fluvial do Sul e Sueste, o Barreiro assumirá uma importância excecional como empório ferroviário, pelo seu papel no desenvolvimento e expansão do caminho-de-ferro para Sul, como nó estratégico de ligação entre as duas margens do Tejo, passagem obrigatória de pessoas e mercadorias, fatores que foram determinantes para a sua afirmação como um dos maiores centros industriais do País (cortiça, CUF, etc.).
Paulo Martins
DGPC, 2018
Diploma de Classificação
Anúncio n.º 22/2018, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2018 (ver Anúncio)
Despacho de 25-09-2017 da diretora-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional
Parecer favorável de 20-10-2017 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 14-10-2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Novos requerimentos de classificação de 28-01-2016 do MCSPFB
Em 15-07-2015 a CM do Barreiro enviou documentação para instrução do processo
Em 12-11-2013 a CM enviou parecer sobre a classificação em estudo
Em 5-07-2013 foi solitada à CM do Barreiro informação sobre eventuais compromissos para os locais em estudo para classificação
Requerimento de 6-03-2013 do MCSPFB para a classificação de várias estruturas ferroviárias do Barreiro
Em 24-06-2009 foi solicitado o parecer da CM do Barreiro sobre a proposta de abertura
Proposta de 27-05-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a abertura de procedimento de classificação de várias estrituras ferroviárias do Barreiros
Processo iniciado em 2000 na DR de Lisboa
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Em Vias de Classificação
Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Setúbal / Barreiro / Barreiro e Lavradio
- -
Barreiro -
Polícia:
LATITUDE
38.657892
LONGITUDE
-9.076506
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1855
1855 e, quatro anos depois, em 2 de Fevereiro de 1859, realizava-se a primeira viagem oficial da Linha do Sul, ligand...
1859
1859 (autor desconhecido), é a mais antiga estação ferroviária em Portugal, pois antecede em alguns anos a de Santa A...
1861
1861 e, em 6 de Agosto do mesmo ano, por acordo com a "Brasileira", o Estado tomou conta da linha do Sul.A partir de ...
1865
1865).
1876
1876, projeto do capitão Engenheiro Miguel Carlos Correia Paes, chefe de exploração dos Caminhos de Ferro do Sul e Su...
1884
1884 em oficinas de reparação.A construção da Rotunda da Máquinas Locomotivas iniciou-se em 27 de agosto de 1885, e a...
1885
1885, e a receção definitiva da obra deu-se em abril de 1890. É
1890
1890.
1927
1927, a possibilidade de selecionar e premiar a mão-de-obra sempre disponível para o serviço da companhia. É
1933
1933 e 1935, inserido num programa governamental de arquitetura de regime, abria à empresa, privatizada desde 1927, a...
1934
1934.
1935
1935, inserido num programa governamental de arquitetura de regime, abria à empresa, privatizada desde 1927, a possib...
2000
2000 na DR de Lisboa ImóvelO complexo ferroviário do Barreiro, constituído pelos edifícios das Oficinas do Caminho-de...
2009
2009 foi solicitado o parecer da CM do Barreiro sobre a proposta de abertura Proposta de 27-05-2009 da DRC de Lisboa ...
2013
2013 a CM enviou parecer sobre a classificação em estudo Em 5-07-2013 foi solitada à CM do Barreiro informação sobre ...
2015
2015 a CM do Barreiro enviou documentação para instrução do processo Em 12-11-2013 a CM enviou parecer sobre a classi...
2016
2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional N...
2017
2017 da diretora-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional Parecer fa...
2018
2018, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2018 (ver Anúncio) Despacho de 25-09-2017 da diretora-geral da DGPC a determina...
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