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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de Santo António de Moscavide, incluindo o campanário, o adro fronteiro e o património móvel integrado

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de Santo António de Moscavide, incluindo o campanário, o adro fronteiro e o património móvel integrado
Outras Designações
Igreja Paroquial de Santo António / Igreja Paroquial de Moscavide / Igreja de Santo António (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
A necessidade de adaptar a Igreja aos novos tempos e às mudanças sociais/culturais do pós-guerra, levará ao nascimento de um movimento cuja ação procurará acomodar as normas do Concílio às exigências estéticas e funcionais do programa arquitetónico moderno entretanto já amadurecido - o Movimento da Renovação da Arte Religiosa (MRAR).
A Igreja de Santo António de Moscavide, projeto de João de Almeida e António de Freitas Leal (1953-56), foi a primeira igreja a ser construída, após o surgimento do MRAR, primeiro ensaio do novo funcionalismo litúrgico e da sua relação com a arquitetura contemporânea. O projeto inspirou-se nas obras de Hermann Bauer (Igreja de São Miguel, em Basileia, 1950) e Emil Steffan e Igreja de São Lourenço de Munique de Siegfried Oestreicher de 1955 e incorporou a produção artística de vários autores de referência no período (Manuel Cargaleiro - azulejaria, José Escada - baldaquino, Lagoa Henriques - escultura, Madalena Cabral - paramentaria, Barata-Feyo - Crucifixo).
A igreja de Santo António assumiu-se, assim, como um edifício vinculado ao estilo moderno e essencialmente funcionalista, extremamente sóbrio e recusando qualquer tipo de monumentalidade, numa atitude de grande humildade no que se refere à sua integração urbana. O seu elemento mais destacado, a torre sineira foi implantada isoladamente a alguns metros da fachada da igreja.
Quanto ao volume da igreja, de marcada influência da arquitetura Suíça Alemã, traduzia exteriormente a caracterização litúrgica do espaço interno, procurando simultaneamente responder às exigências da arquitetura meridional no respeitante às aberturas, cor e proporções. A fachada, que transcrevia o desenho das duas águas da cobertura, foi balançada sobre o nível da entrada, correspondendo ao recuo da tribuna-balcão. Este alçado foi forrado por um painel de azulejos policromados, não figurativo, da autoria de Manuel Cargaleiro, elogiado na época por conseguir "tirar um efeito surpreendente de cores e matéria rica, mostrando deste modo a possibilidade que grandes painéis de azulejo oferecem quando integrados em exteriores de arquitectura moderna, o que, para nós, tem um significado especial, porquanto se retoma uma tradição antiga com fortes raízes em Portugal". Os restantes panos exteriores eram caracterizados pelo contraste acentuado dos revestimentos aplicados, cor branca da tinta-de-água aplicada sobre os elementos estruturais de betão armado, num plano mais recuado que o dos enchimentos, em cavanite cinzenta clara, em perfeita coerência com o princípio seguido pelos autores de lutar pela verdade e autenticidade dos materiais e técnicas construtivas, sem mascaradas nem falsidades.
Apresenta soluções inovadoras, como o altar avançado, rodeado de fiéis por três lados (tendo sido o primeiro exemplar em Portugal a fazer uso de uma nova tipologia de espaço litúrgico antes ensaiada na Alemanha), batistério no eixo da igreja, balcão amplamente desenvolvido, abandono de iconografia supérflua pelo emprego de uma linguagem plástica assente na funcionalidade permanente da intenção primeira: a liturgia. A planta, embora de três naves, reduz a importância das naves laterais, reduzindo nesse espaço o número disponível para os fiéis, transpondo para o transepto a distribuição dos mesmos e dando a este uma nova função.
A par desta tentativa espacial de renovação do programa arquitetónico da igreja, fez-se ainda neste espaço uma tentativa de resolução arquitetónica de ressonância: à exceção da zona do altar (espaço sagrado por excelência), não existem demarcações vincadas de volume; claro-escuro, cor ou materiais.
Paulo Martins/DGPC, 2020.
Diploma de Classificação
Portaria n.º 508/2020, DR, 2.ª série, n.º 156, de 12-08-2020 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 11-06-2019 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 36/2019, DR, 2.ª série, n.º 53, de 15-03-2019 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 1-02-2019 do subdiretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 16-01-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Despacho de concordância de 19-04-2017 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 12-01-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como MIP da Igreja de Santo António de Moscavide, incluindo o campanário, o adro fronteiro e o património móvel integrado
Anúncio n.º 87/2014, DR, 2.ª série, n.º 70, de 9-04-2014 (ver Anúncio)
Despacho de 3-02-2014 da diretora-geral da DGPC a determinar: a) a revogação do despacho de abertura de 3-05-2013 para IM; b) a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional
Novo parecer de 3-02-2014 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
EM 9-12-2013 a CM de Loures enviou observações sobre o assunto
Anúncio n.º 369/2013, DR, 2.ª série, n.º 229, de 26-11-2013 (ver Anúncio)
Despacho de 3-05-2013 da diretora-geral da DGPC a determinar: a) a revogação do despacho de abertura de 10-09-2012; b) a abertura do procedimento de classificação de IM
Parecer de 23-04-2013 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura, a propor (face a despacho do Secretário de Estado da Cultura, que determinou que no caso de património cultural pertencente a igrejas e outras comunidades religiosas, a instrução do procedimento e o ato final de classificação incumbem exclusivamente ao Estado) que se prossiga o processo para classificação como de IM
Despacho de 26-02-2013 da diretora-geral da DGPC a determinar a reanálise do processo
Despacho de 10-09-2012 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura de novo procedimento
Parecer de 18-06-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Reclamação de 17-02-2012 da CM de Loures
Anúncio n.º 3174/2012, DR, 2.ª série, n.º 32, de 14-02-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 26-10-2011 do director do IGESPAR, I.P.
Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento, por não se enquadrar em qualquer movimento cultural arquitectónico e ficar a enorme distância de outros ensaios, nomeadamente na cidade de Lisboa
Proposta de 26-09-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 8-05-2009 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de abertura de 29-04-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Proposta de classificação de 24-06-1999 da CM de Loures
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 508/2020, DR, 2.ª série, n.º 156, de 12-08-2020 (com restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 11-06-2019 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 36/2019, DR, 2.ª série, n.º 53, de 15-03-2019 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 1-02-2019 do subdiretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 16-01-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Parecer favorável de 7-06-2017 da CM de Loures
Em 4-05-2017 foi solicitado parecer à CM de Loures
Despacho de concordância de 19-04-2017 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 12-01-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Sem efeito, por força do despacho de revogação do procedimento de classificação de âmbito nacional
Proposta de 26-09-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Afectação 12699926
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Loures / Moscavide e Portela
Avenida de Moscavide
Moscavide -
Polícia:
LATITUDE
38.779298
LONGITUDE
-9.102293
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1950
1950) e Emil Steffan e Igreja de São Lourenço de Munique de Siegfried Oestreicher de 1955 e incorporou a produção art...
1953
1953-56), foi a primeira igreja a ser construída, após o surgimento do MRAR, primeiro ensaio do novo funcionalismo li...
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1999
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2009
2009 do director do IGESPAR, I.P.
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de abertura de 8-05-2009 do director do IGESPAR, I...
2011
2011 do director do IGESPAR, I.P.
2012
2012; b) a abertura do procedimento de classificação de IM Parecer de 23-04-2013 da SPAA do Conselho Nacional de Cult...
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2014
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Arquitectura Moderna Portuguesa 1920-1970. Um Património a Conhecer e Salvaguardar Obra

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