Nota Histórico-Artistica
As condições cinegéticas características do termo de Ferreira do Zêzere terão, certamente, contribuído para a fixação de comunidades humanas ao longo dos tempos, beneficiando, nalguns casos, de abrigos naturais existentes nalgumas das suas zonas."Em vias de classificação" desde 2001, o "Sítio Arqueológico da Avecasta", ou "Gruta da Avecasta", como será mais conhecido, situa-se em Areias.
Formado por uma cavidade natural de expressivas dimensões, o arqueossítio foi objecto de intervenções arqueológicas entre os inícios dos anos oitenta, finais da década de noventa do século XX (Cf. MATEUS, J. E. do R., QUEIROZ, P. F., 1984), enquadrado naquela que já foi definida como a "quarta etapa" da investigação arqueológica desta região do actual território português, "[...] englobando a execução de projectos plurianuais de incidência regional, do Paleolítico ao Romano e algumas intervenções pontuais em contextos de gruta do vale do Nabão, de que avultam, pela presença de níveis datáveis do Bronze Final, a Gruta da Avecasta." (FÉLIX, P. J. S., 1999, p. 16).
As investigações então conduzidas permitiram identificar diversos níveis arqueológicos correspondentes a diferentes momentos de ocupação do sítio, balizado grosso modo, e, ao que tudo indica, sem grandes hiatus, entre o Calcolítico e a Idade Média., embora com especial incidência durante a Idade do Bronze e o período Tardo-Romano, durante os quais a cavidade foi utilizada para a execução de actividades metalúrgicas, como indiciarão as escórias recolhidas no local. Na verdade, o sítio parece ter sido preferencialmente utilizado na Idade do Bronze, ao qual corresponderá o povoado descoberto no interior da gruta.
Constam dos materiais recolhidos na estação arqueológica artefactos líticos e fragmentos de cerâmica manual, cuja análise confirmará a sua ocupação preferencial no Bronze Final ou na transição para a Idade do Ferro.
Entretanto, perspectiva-se a integração do sítio nos projectos traçados para o "Parque Arqueológico e Ambiental do Médio Tejo", com o envolvimento directo de investigadores e associações patrimoniais, com o necessário apoio autárquico.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Portaria n.º 170/2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013 (com restrição da área de arqueologia) (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 20-12-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13649/2012, DR, 2.ª série, n.º 212, de 2-11-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 27-08-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como SIP
Anúncio n.º 7255/2012, DR, 2.ª série, n.º 66, de 2-04-2012 (ver Anúncio)
Despacho concordante de 13-02-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 23-01-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 19-01-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para alteração dos limites do sítio a classificar
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 6-06-2001 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 5-06-2001 do IPA para a abertura da instrução do processo tendo em vista classificação como IIP
Número do Processo
Não disponível