A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja e antigo Convento de São Francisco

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Igreja e antigo Convento de São Francisco
Outras Designações
Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Frades Recoletos de São Francisco / Igreja e Convento de São Francisco / Convento de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora da Esperança (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Fundado em 1585, a expensas de Gaspar de Mattos e sua mulher, Beatriz de Mattos, o Convento de Nossa Senhora da Conceição, de frades Recoletos da Ordem de São Francisco, foi a primeira instituição religiosa deste âmbito activa em Castelo de Vide (VIDEIRA, 1908, p. 137).
As obras da igreja e dependências conventuais prolongaram-se durante cerca de quatro anos, durante os quais foi necessária a licença de construção do então rei Filipe I, e o acordo do Bispo de Portalegre, que parece ter colocado alguns entraves ao bom andamento dos trabalhos (TRINDADE, 1979, p. 96). A história desta fundação encontra-se bem documentada no Livro de Tombo, através do qual sabemos que, em 1589, os frades já habitavam o convento. No entanto, em 1590, a instituição surge com a designação de Convento de Nossa Senhora da Conceição, a quem teria sido dedicado. Por sua vez, a administração do mesmo foi concedida ao povo, à Câmara e vereadores, pertencendo o senhorio à Santa Sé (TRINDADE, 1979, p. 96).
A igreja que hoje conhecemos, com nave e capela-mor de planta rectangular, sofreu nova campanha de obras em meados do século XVIII, como atesta a data de 1748 patente no portal. A fachada do templo foi, com certeza, remodelada nesta época, dado que a sua composição revela uma linguagem de características barrocas, presente no portal, ladeado por pilastras de capitéis coríntios, e remate superior em aletas, com nicho central, a partir do qual nasce o amplo janelão encimado por uma vieira e pináculos laterais.
O alçado deste do templo confina directamente com o claustro do convento, de planta quadrada e arcaria de volta perfeita. Também neste espaço se fez sentir a intervenção do século XVIII, uma vez que o pequeno átrio, através do qual se acede ao claustro, e ao interior do convento, foi revestido por azulejos setecentistas, com certeza de oficina lisboeta. Com datação próxima de 1748, estes painéis representam cenas da Vida de Santo António ( Milagre do burro e Salvação do pai ) e, nos cantos que envolvem o nicho e a estrutura de madeira que o suporta, anjos com instrumentos de martírio.
Mais tarde, já depois da extinção das Ordens Religiosas, em 1834, o convento foi adquirido pelo irmão do Dr. João Diogo Juzarte de Sequeira Sameiro, que em 1856 havia instituído o Asilo dos Cegos, para aí funcionarem as instalações desta instituição (GORDO, 1935, p. 117). A planimetria conventual foi facilmente adaptada às necessidades dos invisuais, ficando no pavimento inferior os dormitórios, o refeitório, o gabinete da Direcção, a secretaria, e as aulas de instrução primária, secundária, e de música. Já no primeiro andar, situavam-se as dependências das mulheres, com a enfermaria, a cozinha, a dispensa e a sala de visitas. Os jardins, a Sul, foram aproveitados como local de passeio. No final do século XIX (1895) foram criadas oficinas de fabrico de canastras, por forma a dotar os invisuais de meios de subsistência próprios, que lhes permitissem sair do Asilo e viver integrados no seio da sociedade (GORDO, 1935, p. 122).
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Portaria n.º 513/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 26-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 23-02-2001 da DR de Évora para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 14-01-1997 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 3-01-1997 da DR de Évora
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 513/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 57/2013, DR, 2.ª série, n.º 26, de 6-02-2013 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 15-12-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 25-10-2010 da DRC do Alentejo
Proposta de 30-09-2009 da DRC do Alentejo
Afectação 12699926
Localização
Portalegre / Castelo de Vide / São João Baptista
Rua Sequeira Sameiro
Castelo de Vide -
Polícia:
LATITUDE
39.412982
LONGITUDE
-7.453257
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1585
1585, a expensas de Gaspar de Mattos e sua mulher, Beatriz de Mattos, o Convento de Nossa Senhora da Conceição, de fr...
1589
1589, os frades já habitavam o convento.
1590
1590, a instituição surge com a designação de Convento de Nossa Senhora da Conceição, a quem teria sido dedicado. Por s
1748
1748 patente no portal.
1834
1834, o convento foi adquirido pelo irmão do Dr.
1856
1856 havia instituído o Asilo dos Cegos, para aí funcionarem as instalações desta instituição (GORDO, 1935, p. 117).
1895
1895) foram criadas oficinas de fabrico de canastras, por forma a dotar os invisuais de meios de subsistência próprio...
1908
1908, p.
1935
1935, p.
1979
1979, p.
1997
1997 do vice-presidente do IPPAR Proposta de abertura de 3-01-1997 da DR de Évora Fundado em 1585, a expensas de Gasp...
2001
2001 da DR de Évora para a classificação como IIP Despacho de abertura de 14-01-1997 do vice-presidente do IPPAR Prop...
2003
2003 do Ministro da Cultura Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 23-02-2001 da ...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de homologação de 26-05-2003 do Ministro da Cultur...
2011
2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de homologação de 26-...
2014
2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (ver Portaria)Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo...
14
IMAGENS
5
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 2000 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
Relação de Sucessos Históricos, Notícias e Acontecimentos Políticos, Administrativos, Sociais e Outros da Notável Vila de Castelo de Vide, separata do jornal O Castelovidense, n.º 281 - 397. REPENICADO, António Vicente Raposo Edição 1965
História da muito notável vila de Castelo Vide VIDEIRA, César Augusto de Faria, Edição 1908 Castelo de Vide
Castelo de Vide - Arquitectura Religiosa, vol I TRINDADE, Diamantino Sanches Edição 1981

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Casa e Jardim do Pintor Ventura Porfírio
Casa e Jardim do Pintor Ventura Porfírio

Castelo de Vide

Ver Ficha
Casa Amarela, ou Casa Magessi, ou Casa de Philippe Orengo
Casa Amarela, ou Casa Magessi, ou Casa de Philippe Orengo

Castelo de Vide

Ver Ficha
Igreja de Santo Amaro ou Igreja da Misericórdia de Castelo de Vide
Igreja de Santo Amaro ou Igreja da Misericórdia de Castelo de Vide

Castelo de Vide

Ver Ficha
Casa na Rua Nova, 20-22 (propriedade do Dr. José António Raposo Semedo)
Casa na Rua Nova, 20-22 (propriedade do Dr. José António Raposo Semedo)

Castelo de Vide

Ver Ficha