Nota Histórico-Artistica
A Nacional - Edifícios de produção
Lisboa, 1948; 1949; 1954; 1956
Arqtº Porfírio Pardal Monteiro
Eng. Pedro Kopke Pardal Monteiro
Representando um momento de afirmação e desenvolvimento industrial desta centenária empresa o conjunto projectado, entre 1948-56, incorpora modelos de actualização tecnológica e concentração racional numa funcional organização do espaço. Inserido num amplo complexo industrial, edificado a partir da década de quarenta de Oitocentos que se destaca por uma enorme diversidade formal, o novo conjunto beneficia da circulação rodoviária, marítima e ferroviária indispensável a um fácil abastecimento de matérias-primas e escoamento de produtos.
Do programa inicial concebido em quarenta e oito construíram-se os edifícios de limpeza e moagem, os armazéns de farinhas e os silos (1949,1958). Projectando pela primeira vez uma unidade industrial o empreendedor arquitecto Profírio Pardal Monteiro respeita integralmente as exigências programáticas concebendo três distintos volumes organizados um U formando pátio voltado a Leste, reserva de futuras ampliações e área preferencial de circulação entre os edifícios. Impondo-se pela sua volumetria paralelepipédica os corpos de limpeza e moagem e os armazéns de farinhas, com estruturas em betão armado, desenvolvem-se em altura obedecendo o primeiro a lógicas verticais de produção, organizadas por piso, e o segundo a funções espartanas de armazenamento. A verticalidade funcional dos silos é assumida e propagada nos outros dois corpos pela presença das miméticas lamelas em betão vibrado, indispensáveis para a manutenção da temperatura e luz no interior dos edifícios, asseverando a inalterabilidade dos produtos. De embasamento em alvenaria de pedra e caracterizado por um sóbrio léxico formal, o depuramento destes volumes utilitários é quebrado por estas lamelas de ventilação e pelos corpos de circulação que lhe conferem uma ritmada plasticidade.
Obedecendo a um programa de concentração industrial nesta modernizada área industrial o edifício de massas e bolachas (1956) irá localizar-se a Sul do primeiro conjunto. Respeitando um racional esquema de fabrico, a inserção de algumas funções sociais (refeitório) e o partido arquitectónico existente o engenheiro Pedro Pardal Monteiro (filho do arquitecto Pardal Monteiro) irá conceber um único edifício volumetricamente articulado. Decididamente marcado por três corpos horizontais é no equilíbrio alcançado entre esta cadência de blocos e a fenestração rasgada horizontalmente nos seus panos que se funde o léxico geometrizante de todo este agrupamento industrial moderno.
Deolinda Folgado/ Docomomo Ibérico
Junho 2002
Diploma de Classificação
Portaria n.º 250/2013, DR, 2.ª série, n.º 79, de 23-04-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 1766/2011, DR, 2.ª série, n.º 229, de 29-11-2011 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 10-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 5-09-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como MIP
Despacho de concordância de 31-05-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 31-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a devolução à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para reavaliação da proposta, pavilhão a pavilhão
Proposta de 26-05-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 16-05-2007 do presidente do IPPAR
Parecer favorável de 16-05-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de abertura de 6-02-2206 do Departamento de Estudos do IPPAR
Número do Processo
Não disponível