Edificado entre os séculos I e III d. C. durante a renovação urbanística flaviana da antiga Bracara Augusta, este monumental complexo termal situa-se na plataforma superior da colina de Maximinos, na zona mais alta da cidade de Braga, constituindo o único edifício de características públicas identificado até ao momento no perímetro escavado desta importante cidade romana.
Embora o seu contorno original ainda não tenha sido totalmente escavado, as investigações realizadas até ao momento permitem afirmar estarmos perante um edifício que foi objecto de algumas alterações estruturais, desde o momento em que se deu início à sua construção - séc. I d. C. - até à época em que a sua utilização terá sido abandonada, já em pleno século V d. C., numa altura em que o Império Romano no Ocidente entrava em colapso.
De facto, os vestígios encontrados até agora confirmarão a existência de três épocas construtivas, à primeira das quais corresponderia um edifício "pré-termal" atribuído ao período de Júlio Claúdio. O segundo ciclo ocorreu já durante a fase Flávio/Antonina, e encontra-se representada neste sítio pela presença de um balneário de características públicas, em cuja edificação ter-se-á reaproveitado a estrutura preexistente. Por fim, a terceira fase construtiva teve lugar entre os finais do século III d. C. e os inícios da centúria seguinte, e foi essencialmente assinalada pela profunda remodelação realizada neste complexo termal, cujo primitivo recinto acabaria por ser substancialmente reduzido, provavelmente na sequência da aplicação de todo um programa de renovação urbana directamente relacionado com a elevação de Bracara Augusta a capital da província da Galécia por Diocleciano.
Entretanto, as campanhas arqueológicas empreendidas desde 1977 (ano em que o complexo foi descoberto) neste importante campo arqueológico têm permitido identificar diversos elementos constituintes destas termas públicas, das quais farão parte diversas canalizações. Mas não só.
Transposta a entrada das thermae (termas ou balneário), acedia-se ao apodyterium (vestiário), com natatio, (piscina de água fria), antes de se penetrar na palaestra (ginásio) ou no frigidarium (frigidário, ou compartimento fria), seguido do tepidarium (tepidário, ou compartimento tépido) e do caldarium (caldário, ou compartimento quente), cujas salas era aquecidas através dohipocausto (estrutura subterrânea formada por arcos ou pilares para circulação de ar quente.), a partir do praefurnium (fornalha).
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)
Número do Processo
Cividade | Quarteirão limitado a Norte pelas traseiras dos pédios da R. S. Sebastião, nascente R. Rocha Peixoto e poente e Sul R. Damião de Góis
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
Portaria n.º 865/91, DR, I Série-B, n.º 192, de 22-08-1991 (com ZNA) (ver Portaria)
Afectação
181501
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Braga / Braga (Maximinos, Sé e Cividade)
Rua dos Bombeiros Voluntários, Alto da Cividade - Colina de Maximinos
Braga -
Polícia:
LATITUDE
41.546642
LONGITUDE
-8.429973
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1977
1977 (ano em que o complexo foi descoberto) neste importante campo arqueológico têm permitido identificar diversos el...
1986
1986 (ver Decreto) Edificado entre os séculos I e III d.
8
IMAGENS
3
BIBLIOGRAFIAS
Acesso Móvel
Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta
ficha no
imediato.
Partilhar Património
Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
"O Salvamento de Bracara Augusta. I Encontro Nacional de Arqueologia Urbana", Trabalhos de Arqueologia
LEMOS, Francisco Sande, DELGADO, M., GASPAR, A.
Edição
1986
Braga
Bracara Augusta. As Termas romanas do Alto da Cividade (Braga)
MARTINS, Maria Manuela dos Reis
Edição
2000
Braga
"História e Arqueologia de uma cidade romana: Bracara Augusta", Cadernos de Arqueologia