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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Mamoa e gravuras rupestres conhecidas por «as Pegadinhas de São Gonçalo», a 16 m e 30 m, respectivamente, do «Menir de Luzim»

Arqueologia / Arte Rupestre

Designação
Designação Atual
Mamoa e gravuras rupestres conhecidas por «as Pegadinhas de São Gonçalo», a 16 m e 30 m, respectivamente, do «Menir de Luzim»
Outras Designações
Mamoa da Tapada de Sequeiros
Pegadinhas de São Gonçalo da Tapada de Sequeiros / Mamoa e gravuras rupestres / Pegadinhas de São Gonçalo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Arte Rupestre
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Amplamente conhecido pela abundância de vestígios arqueológicos, o território correspondente na actualidade ao concelho de Penafiel revela-se particularmente rico em exemplares megalíticos (Cf. LEAL, António J. M. da Cunha, 1988), sendo de igual modo visíveis alguns testemunhos de Arte rupestre, destacando-se "[...] o facto de se verificar no núcleo de mamoas da Tapada de Sequeiros - Luzim um fenómeno de necropolização bastante curioso e interessante que alia, de certa forma, a nuclearização, a uma variante modesta da monumentalização." (STOCKLER, C., 2000, p. 82).
É o caso do arqueossítio conhecido por Gravuras rupestres designadas por Pegadinhas de S. Gonçalo, localizado no cimo de uma encosta sobranceira à ribeira das Lajes, junto à Mamoa da Tapada de Sequeiros, destinada a cobrir, na totalidade, a primitiva câmara sepulcral megalítica, da qual não remanesce qualquer fragmento dos esteios que a comporiam.
Com efeito, a Mamoa de Luzim, como é também conhecida, foi construída durante o Neo-calcolítico definido para esta região do actual território português, de forma relativamente isolada, nas proximidades de outro arqueossítio megalítico, o Menir de Luzim.
Apesar do mau estado de conservação em que se encontra, não apresentando qualquer esteio dos que formavam originalmente a câmara funerária, sendo, pelo contrário, bem visível o negativo da sua violação, ocorrida em tempo incerto, mas provavelmente perpetrada por quem buscava no seu interior algum tesouro encantado ou, muito simplesmente, material passível de utilização em construções mais adequadas às novas necessidades de um quotidiano agrícola, ainda se observam vestígios da couraça pétrea do primitivo tumulus, com cerca de 14 m de diâmetro.
O pedido de classificação refere-se a um afloramento granítico com a superfície gravada com vários sulcos e covinhas. Características que chamaram, desde logo, a atenção de investigadores desde os primeiros decénios de novecentos, motivando a sua alusão, por parte de um dos maiores especialistas portugueses em Arte rupestre de então, numa conferência proferida no âmbito das comemorações do bicentenário da fundação da nacionalidade, realizadas em Lisboa, no ano de 1940 (Cf., por exemplo, SANTOS JÚNIOR, J. R. dos, 1940).
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)
Número do Processo
Estrada Nacional 312 Junto ao "Menir de Luzim", na tapada de Sequeiros
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Penafiel / Luzim e Vila Cova
-- a 16 m da mamoa e a 30 m do menir de Luzim
Luzim -
Polícia:
LATITUDE
41.145355
LONGITUDE
-8.255638
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1940
1940 (Cf., por exemplo, SANTOS JÚNIOR, J.
1970
1970 (ver Decreto) Amplamente conhecido pela abundância de vestígios arqueológicos, o território correspondente na ac...
1988
1988), sendo de igual modo visíveis alguns testemunhos de Arte rupestre, destacando-se "[...] o facto de se verificar...
2000
2000, p.
2
IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Inventário de objectos e lugares com interesse arqueológico", Revista de Etnografia LANHAS, Fernando Edição 1967
"Inventários de objectos e lugares com interesse arqueológico", Revista de Etnografia LANHAS, Fernando, BRANDÃO, Pinho Domingos Edição 1965 Porto
"O menir de Luzim, Penafiel", Memórias e Comunicações do Congresso do Mundo Português AGUIAR, José Monteiro de, SANTOS JÚNIOR, Joaquim Rodrigues dos Edição 1940
"Reflexões sobre a ocupação humana no Douro Litoral", Al-madan STOCKLER, Carla Edição 2000 Almada
"A consolidação do sistema agro-pastoril", Nova História de Portugal JORGE, Susana de Oliveira Edição 1990 Lisboa
Guia de Portugal, v.4, t. I : Entre Douro e Minho, Douro Litoral PROENÇA, Raul Edição 1983 Lisboa
"O megalitismo no concelho de Penafiel", Penafiel - Boletim Municipal de Cultural LEAL, António J. M. da Cunha Edição 1988 Penafiel
"Arte rupestre", Congresso do Mundo Português, Lisboa, 1940 - Memórias e Comunicações apresentadas ao Congresso da Pré e Proto-História de Portugal (I Congresso) SANTOS JÚNIOR, Joaquim Rodrigues dos Edição 1940 Lisboa
"Monte Mosinho", Boletim da Associação dos Arqueólogos Portugueses ANDRADE, Vieira de Edição 1920 Lisboa

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