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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Convento do Monte Calvário

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Convento do Monte Calvário
Outras Designações
Convento de Santa Helena do Monte Calvário / Mosteiro do Monte Calvário (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Fundado pela Infanta D. Maria, filha de D. Manuel e D. Leonor, o convento de Santa Helena do Monte Calvário foi uma das casas mais pobres da Ordem Franciscana existentes em Évora (ESPANCA, Túlio, 1993, p. 92). Consagrada inicialmente à Vera Cruz, por neste local existir uma ermida com a mesma invocação, a casa conventual do Monte do Calvário começou a ser construída em 1569, segundo projecto de Afonso Alvares (arquitecto-mor da comarca do Alentejo), e sob a direcção do mestre de obras Mateus Neto. O processo de obras revelou-se bastante célere, sendo o convento consagrado em 23 de Outubro de 1574 (ainda que esta campanha tenha sido, com certeza, prolongada).
Ao longo dos séculos, o convento foi sofrendo vicissitudes várias que, mau grado os estragos provocados, permitem ainda hoje uma correcta leitura da estrutura dos espaços conventuais, construídos no decorrer da primeira campanha de obras. Uma campanha que imprimiu ao edifício uma severa unidade arquitectónica, conforme às imposições do barroco tridentino, e que podem ser observadas na solidez e na severidade das cantarias dos cunhais e botaréus, na alvura das vastas superfícies de alvenaria (ESPANCA, Túlio, 1993, p. 92).
A planta da igreja, rectangular e alongada, com abóbada em caixotões geométricos (outrora pintados) e paredes reforçadas por pilastras formeiras revestidas de azulejaria de tipos diferenciados, reflecte naturalmente o gosto maneirista contemporâneo vigente. Os azulejos policromos ou azuis e brancos, com decoração naturalista ou de figura avulsa, são obra de oficina lisboeta, oferecida pelo Arcebispo D. Frei Luís da Silva, em 1700 aproximadamente.
Na igreja, encontra-se ainda um importante núcleo de pintura representando a Vida da Virgem Maria, de São Francisco de Assis e de São Domingos de Gusmão, considerado por muitos como trabalho na órbita da oficina de Bento Coelho da Silveira (ESPANCA, Túlio, 1993, p.93). Duas outras pinturas, atribuídas a Simão Rodrigues (c. 1590), encontram-se nos altares laterais (GUSMÃO, Adriano de, 1954). Por sua vez, o altar-mor exibe um retábulo barroco de talha dourada (construído em 1697 por Francisco da Silva, entalhador eborense), com brasão de armas da Infanta D. Maria (que veio substituir o primitivo retábulo quinhentista, com pinturas representando cenas da Paixão de Cristo e de Santa Helena, executadas por Francisco João nos anos de 1593-94, e que ainda subsistem). Por sua vez, o cadeiral do coro, esculpido na época de D. José e D. Maria, veio substituir o original realizado com as doações de D. João IV.
O claustro, de planta rectangular, de dois andares com arcarias e colunas dóricas, foi concebido de acordo com a austeridade que imperava no convento e nas imposições do Concílio de Trento, privilegiando a simplicidade das linhas simples e a serenidade das proporções.
O refeitório, é composto por duas naves separadas por colunas dóricas com emblemas da Ordem, e exibe um tríptico de pintura maneirista representando a Última Ceia, S. Francisco, e Santa Clara. Permanecem ainda intactas a antiga portaria e respectiva roda, com azulejaria seiscentista de tipo tapete e pinturas manieristas de oficina local. A porta da enfermaria, datada de 1687, ostenta uma interessante decoração em baixo relevo, com símbolos franciscanos.
Uma última referência para a Sala do Capítulo, de planta rectangular dividida em dois tramos por coluna toscana de capitel renascentista com volutas pintadas, ao gosto de Chanterene, e que de acordo com Túlio Espanca, foram executadas segundo modelo das pilastras do antigo refeitório do Convento do Paraíso (ESPANCA, Túlio, 1966).
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 8 217, DG, I Série, n.º 130, de 29-06-1922 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 23-11-1953, publicada no DG, II Série, n.º 62, de 15-03-1954 (com ZNA)
Afectação 9914629
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Évora / Évora / Évora (São Mamede, Sé, São Pedro e Santo Antão)
Rua Cândido dos Reis
Évora -
Polícia:
LATITUDE
38.575129
LONGITUDE
-7.914134
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1569
1569, segundo projecto de Afonso Alvares (arquitecto-mor da comarca do Alentejo), e sob a direcção do mestre de obras...
1574
1574 (ainda que esta campanha tenha sido, com certeza, prolongada).
1590
1590), encontram-se nos altares laterais (GUSMÃO, Adriano de, 1954).
1593
1593-94, e que ainda subsistem).
1687
1687, ostenta uma interessante decoração em baixo relevo, com símbolos franciscanos. Um
1697
1697 por Francisco da Silva, entalhador eborense), com brasão de armas da Infanta D.
1700
1700 aproximadamente.
1922
1922 (ver Decreto) Fundado pela Infanta D.
1954
1954).
1966
1966).(Rosário Carvalho)
1993
1993, p.
2
IMAGENS
3
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Breve Notícia do Mosteiro de Santa Helena do Monte Calvário em Évora BARATA, António Francisco Edição 1899
Inventário Artístico de Portugal, vol. VII (Concelho de Évora - volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1966 Lisboa
Évora ESPANCA, Túlio Edição 1993 Lisboa

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