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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Janelas da frontaria do antigo palácio dos Sepúlvedas

Arquitectura Civil / Fachada

Designação
Designação Atual
Janelas da frontaria do antigo palácio dos Sepúlvedas
Outras Designações
Janelas da frontaria do antigo Colégio de São Manços ou das Donzelas (depois Fábrica da Melka) / Antigo Palácio dos Sepúlvedas / Colégio de São Manços / Colégio das Donzelas / Fábrica da Melka (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Fachada
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
No início do século XVI, o fidalgo castelhano Diogo de Sepúlveda mandou erguer numa das artérias principais de Évora, constituindo um acesso privilegiado à vila, um palácio para residência da sua família, cujos descendentes habitaram até finais do século. A estadia desta família em Évora, bem como o tipo de construção, nobre e de grandes dimensões, do imóvel, são testemunho de um período marcado por grande desenvolvimento económico e cultural da zona, quando naturalmente se registou um surto construtivo marcante - acompanhando, por exemplo, as estadias do rei D. Manuel na cidade. Da construção original restam as janelas manuelinas da frontaria, voltada para a antiga Rua da Lagoa e para o fronteiro Convento do Monte Calvário, bem como as salas abobadadas do piso térreo e da sacristia da igreja, provavelmente antigas adegas ou cocheiras. Das três janelas, hoje entaipadas, apenas uma conserva a molduração intacta, em arco trilobado no intradorso e contracurvado no extradorso, decorado com imaginária vegetalista, mas sem peitoril. A segunda janela conserva a verga, formada por dois arcos ultrapassados ou em ferradura, geminados, certamente assentes sobre mainel, do qual não restam vestígios; ficaram no entanto os elegantes capiteis, os remates e parte das ombreiras, e a terminação do extradorso, em arco contracurvado terminando num cogulho. A terceira exibe apenas uma ombreira e cerca de metade da verga, sugerindo troncos podados entrelaçados.
O conjunto sofreu sucessivas alterações ao longo do tempo, principalmente maneiristas e barrocas, uma vez que o edifício foi adaptado a colégio a partir de 1625, quando o arcebispo D. José de Melo aí instala o Colégio de São Manços, instituído em 1592 e destinado a albergar donzelas desamparadas oriundas de famílias nobres - motivo pelo qual o palácio foi também conhecido por Colégio das Donzelas. Deste período subsiste a estrutura da igreja então erguida, templo de nave única, de linhas muito sóbrias. Foram então adaptadas muitas salas, sendo as do piso térreo transformadas em dormitórios.
O imóvel foi vendido a um particular no século XIX, passando para a posse da família Braancamp Reynolds; seguiu-se a sua ruína parcial, embora tenha logo em meados do século começado a funcionar como fábrica, albergando uma máquina a vapor que produziria sabão e aguardente, para além de funcionar como moagem de cereais e azeitona. A esta primeira utilização industrial seguiram-se outras, como o fabrico de pranchas e rolhas de cortiça, e - já nos anos 50 do século XX - a actividade têxtil, ficando o edifício conhecido principalmente como "Fábrica da Melka". Estas ocupações sucessivas desvirtuaram evidentemente as características da maior parte do palácio, causando a destruição de valiosos elementos estruturais e decorativos. Presentemente, o edifício encontra-se devoluto, embora se considere a sua adaptação a unidade hoteleira. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 11 445 (art.º 119.º), de 13-02 1924, inserido na coleção do 1.º Semestre de 1926 (converteu a classificação para IIP) (ver Decreto)
Decreto n.º 8 252, DG, I Série, n.º 138, de 10-07-1922 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914630
Localização
Évora / Évora / Évora (São Mamede, Sé, São Pedro e Santo Antão)
Rua Cândido dos Reis (antiga Rua da Lagoa)
Évora -
Polícia: 72-78
LATITUDE
38.575264
LONGITUDE
-7.913759
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1592
1592 e destinado a albergar donzelas desamparadas oriundas de famílias nobres - motivo pelo qual o palácio foi também...
1625
1625, quando o arcebispo D.
1922
1922 (ver Decreto) No início do século XVI, o fidalgo castelhano Diogo de Sepúlveda mandou erguer numa das artérias p...
1924
1924, inserido na coleção do 1.º Semestre de 1926 (converteu a classificação para IIP) (ver Decreto) Decreto n.º 8 25...
1926
1926 (converteu a classificação para IIP) (ver Decreto) Decreto n.º 8 252, DG, I Série, n.º 138, de 10-07-1922 (ver D...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico de Portugal, vol. VII (Concelho de Évora - volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1966 Lisboa
Évora ESPANCA, Túlio Edição 1993 Lisboa
El mudejarismo en la arquitectura portuguesa de la epoca manuelina PEREZ EMBID, Florentino Edição 1955 Madrid
Fábrica no Palácio dos Sepúlvedas, trabalho académico, Universidade de Évora, 1998 RODRIGUES, Maria da Conceição Edição
"O Palácio dos Sepúlvedas - um património artístico e industrial a preservar e a valorizar", A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (2ª Série), nº 5, 2001, pp. 467 - 500 REBOLA, Maria da Conceição Rodrigues Edição 2001 Évora

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