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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Hospital de Santo António

Arquitectura Civil / Hospital

Designação
Designação Atual
Hospital de Santo António
Outras Designações
Hospital de Santo António (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Hospital
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Construído entre 1770 e 1824, o Hospital de Santo António deveria substituir o antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Porto sito na Rua das Flores. O problema da substituição do Hospital é levantado pela Mesa da Misericórdia em 1766-1767, mas a escolha do novo local revelou-se uma tarefa complicada. Assim, e depois de alguma hesitação, optou-se pelos terrenos junto à Cordoaria, cuja planta foi então enviada ao arquitecto inglês John Carr para que este concebesse o projecto, o que aconteceu em 1769, tendo a Misericórdia pago 500 libras pelo trabalho.
A primeira pedra desta dispendiosa construção foi lançada a 15 de Junho do ano seguinte. Em Agosto de 1799 o corpo Sul já estava em condições de receber os doentes, mas as Invasões Francesas atrasaram os trabalhos, pelo que apenas em 1824 se concluem as obras do novo Hospital de Santo António e este substitui efectivamente o antigo da Rua das Flores (QUARESMA, M. Clementina, 1995, pp. 89-90).
O projecto de Carr - um edifício de quatro alas monumentais com paredes de tijolo, uma capela de cruz grega com zimbório localizada do pátio -, sofreu fortes alterações, em consequência da falta de meios disponível provocada em grande medida pelo aumento significativo do custo previsto, já que o edifício não foi construído em tijolo mas sim em granito, o que veio, ainda, prejudicar o bom andamento dos trabalhos (BASTO, A. de Magalhães, 1998).
Desta forma, não se construiu a fachada traseira e os corpos Norte e Sul foram muito encurtados, pelo que o Hospital apresenta planta em "U", com alçados de dois e três pisos, decorados por frontões, balaustradas, colunatas e urnas a rematar as cornijas.
A fachada nascente ficou então sendo a principal, e apesar de não ter sido dotada da estatuária prevista, a sua monumentalidade contrasta fortemente com a relativa simplicidade dos alçados laterais, desenvolvendo-se em cinco corpos de diferentes planos, entre os quais se destaca o central, com galeria aberta e seis colunas dóricas que suportam entablamento e tímpano. No interior, importa destacar a farmácia, que conserva os antigos armários.
Apesar das vicissitudes, o Hospital de Santo António reflecte o gosto neopalladiano e neoclássico que viria a desempenhar um papel de grande significado no desenvolvimento da arquitectura civil portuense, opondo-se ao barroco de Nasoni que caracterizou a cidade, e o Norte do país, no século precedente. Desta forma, o Porto soube tirar partido da presença da colónia inglesa, fomentado um gosto que conferiu um pendor erudito à renovação arquitectónica da cidade neste período.
Muitos foram os exemplos de arquitectos (Carlos Amarante, António Pinto Miranda...) e edifícios (Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Palácio da Bolsa...) construídos no Porto dentro desta linha anglo-palladiana, e que avançou significativamente pelo século XIX (Alfândega Nova - 1860; Hospital Conde Ferreira, 1866) (PEREIRA, José Fernandes, pp. 184-189).
Rosário Carvalho
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Rua do Prof. Vicente José de Carvalho, Rua do Dr. Tiago de Almeida e Rua da Restauração
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 12737527
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória
Avenida da Restauração
Porto -
Polícia:
Rua Dr.Tiago de Almeida
Porto -
Polícia:
Rua do Prof. Vicente José de Carvalho
Porto -
Polícia:
LATITUDE
41.147174
LONGITUDE
-8.61838
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1766
1766-1767, mas a escolha do novo local revelou-se uma tarefa complicada.
1767
1767, mas a escolha do novo local revelou-se uma tarefa complicada.
1769
1769, tendo a Misericórdia pago 500 libras pelo trabalho.
1770
1770 e 1824, o Hospital de Santo António deveria substituir o antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Porto ...
1799
1799 o corpo Sul já estava em condições de receber os doentes, mas as Invasões Francesas atrasaram os trabalhos, pelo...
1824
1824, o Hospital de Santo António deveria substituir o antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Porto sito na...
1860
1860; Hospital Conde Ferreira, 1866) (PEREIRA, José Fernandes, pp.
1866
1866) (PEREIRA, José Fernandes, pp.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Construído entre 1770 e 1824, o Hospital de Santo António deveria subs...
1995
1995, pp.
1998
1998).
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"O neoclássico", História da Arte Portuguesa, vol.3, Lisboa, Círculo de Leitores, 1995, pp.183-205 PEREIRA, José Fernandes Edição 1995
História da Arte em Portugal - O Pombalismo e o Romantismo FRANÇA, José-Augusto Edição 2004 Lisboa
Origens e desenvolvimento de um grande estabelecimento de assistência e caridade: o hospital de Santo António da Misericórdia do Porto BASTO, Artur de Magalhães Edição 1998 Porto
Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 2000 Lisboa

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Conjunto constituído pela Igreja dos Carmelitas Descalços e Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo
Conjunto constituído pela Igreja dos Carmelitas Descalços e Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

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Chafariz das Virtudes
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Estátuas e elementos decorativos existentes no edifício com frentes para a Rua Dr. Barbosa de Castro, 51, e Passeio das Virtudes, 14, bem como o muro em que se integram esses elementos
Estátuas e elementos decorativos existentes no edifício com frentes para a Rua Dr. Barbosa de Castro, 51, e Passeio das Virtudes, 14, bem como o muro em que se integram esses elementos

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Livraria Lello e Irmão
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