A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja Matriz de Viana

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja Matriz de Viana
Outras Designações
Igreja Matriz de Viana do Alentejo / Igreja Matriz de Nossa Senhora da Anunciação de Viana do Alentejo / Igreja Paroquial de Viana do Alentejo / Igreja de Nossa Senhora da Anunciação (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A antiga herdade de Foxém, denominada de Viana de Alvito a partir do século XIII, foi repovoada nessa mesma centúria por D. Gil Martins, alferes-mor de D. Dinis. Em documento datado de 1269, D. Martinho, Bispo de Évora, reconhecia o direito a um quarto dos dízimos da denominada "igreja de Fochem", pertencendo o restante aos seus donatários. D. Dinis, cedeu a povoação e a igreja ao então infante D. Afonso, que a fez integrar nos bens de D. Beatriz de Castela, já com a designação de capelas de D. Afonso IV . O padroado esteve posteriormente na mão de D. João de Bragança e dos antigos Condes de Viana, da família dos Meneses. Voltou à posse da coroa no século XV. D. Manuel ordenou a sua reconstrução, substituindo-se então o edifício medieval por um dos mais belos templos manuelinos do Sul do país.
A actual igreja está atribuída a Diogo de Arruda (Reinaldo dos SANTOS, 1952), que em 1521 era primeiro mestre das obras do Alentejo. Está localizada dentro do recinto do castelo, tendo o paramento sul e a cabeceira, a nascente, encostadas aos respectivos panos de muralha. A fachada distribui-se em três corpos, denunciando as três naves do interior, cuja marcação surge reforçada por vários elementos arquitectónicos. Assim, o corpo central, mais elevado, é flanqueado por dois contrafortes de secção quadrada, sobre os quais assenta um grande arco de descarga, redondo, correspondente à nave central, enquanto os laterais, com coroamento de merlões chanfrados, tal como todo o edifício, possuem gigantes dispostos em ângulo. Sobre o arco de descarga eleva-se a sineira, com frontão triangular agudo, enquanto por baixo do mesmo se rasga um janelão, e o magnífico portal principal, a eixo. No alçado Norte rasga-se uma segunda porta, mais simples. O coroamento de merlões, os contrafortes cilíndricos e pináculos cónicos que ritmam os alçados, e os originais arcobotantes de tijolo, denunciam a influencia da linguagem mudéjar, ainda presente em alguns revestimentos de azulejaria de factura sevilhana no interior.
O portal, em mármore, constitui um dos mais marcantes e feéricos exemplares do manuelino. Trata-se de um largo vão circular, envolvido por moldura torsa em arco conopial, sob o qual se recortam dois vãos geminados, com mainel. O pórtico é flanqueado por dois pilares que se prolongam até ao fecho do arco conopial, rematado em cogulho. Entre a profusa decoração do conjunto destacam-se as habituais representações heráldicas, nomeadamente o escudo de armas régias, no espaço entre o arco conopial e o extradorso do arco envolvente, a cruz da Ordem de Cristo, inscrita em moldura circular no tímpano, e duas esferas armilares, elevando-se a partir da torsade do arco conopial. A restante ornamentação consta de profusos motivos tardo-góticos de talhe "gordo", e ainda decoração de cariz renascentista e talhe plateresco, particularmente notória nos pilares laterais.
O interior tem três naves de cinco tramos, com abóbadas de cruzaria de ogivas. Da estrutura, destacam-se os grossos pilares octogonais das naves, cuja tipologia foi antecedida, entre outros, pelos pilares da igreja do Mosteiro dos Jerónimos, e que reforçam a horizontalidade interior do edifício (José Custódio VIEIRA DA SILVA, 1989). A abside, aberta por imponente arco triunfal, tem apenas um tramo, visto que a muralha nascente do castelo impediu o seu desenvolvimento. As chaves da abóbada ostentam decoração vegetalista e heráldica tradicional do período, que se encontra em abundância por toda a igreja, juntamente com alguns motivos mais exóticos.
O templo quinhentista recebeu muitas intervenções ao longo do séculos, que se traduziram no acrescentamento de capelas e dependências anexas, bem como no acervo artístico conservado, entre silhares de azulejos, talha, e imaginária diversa. Da época da construção destacam-se ainda dois vitrais, os únicos conservados, de qualidade excepcional, representando São Pedro e São João Baptista.
Sílvia Leite
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 25-05-1948, publicada no DG, II Série, n.º 150, de 30-06-1948 (com ZNA)
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Évora / Viana do Alentejo / Viana do Alentejo
Largo de São Luís
Viana do Alentejo -
Polícia:
LATITUDE
38.332022
LONGITUDE
-8.001698
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1269
1269, D.
1521
1521 era primeiro mestre das obras do Alentejo.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A antiga herdade de Foxém, denominada de Viana de Alvito a partir do s...
1952
1952), que em 1521 era primeiro mestre das obras do Alentejo.
1989
1989).
11
IMAGENS
11
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
A Arquitectura Manuelina DIAS, Pedro Edição 1988 Porto
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
O Tardo-Gótico em Portugal, a Arquitectura no Alentejo SILVA, José Custódio Vieira da Edição 1989 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1978 Lisboa
"Igreja Matriz de Nª. Sª. da Anunciação de Viana do Alentejo", in A Cidade de Évora, nº 60 ESPANCA, Túlio Edição 1972 Évora
Livro das Igrejas e Capelas do Padroado dos Reis de Portugal (1574) SERRÃO, Joaquim Veríssimo Edição 1971 Paris
Azulejaria em Portugal nos séculos XV e XVI: introdução geral SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1969 Lisboa
El mudejarismo en la arquitectura portuguesa de la epoca manuelina PEREZ EMBID, Florentino Edição 1955 Madrid
O Estilo Manuelino SANTOS, Reinaldo dos Edição 1952 Lisboa
Castelo e Igreja Matriz de Viana do Alentejo Edição 2004 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Castelo de Viana do Alentejo
Castelo de Viana do Alentejo

Viana do Alentejo

Ver Ficha
Fonte dos Escudeiros, também designada Fonte Renascentista da Praça da República
Fonte dos Escudeiros, também designada Fonte Renascentista da Praça da República

Viana do Alentejo

Ver Ficha
Ermida do Senhor Jesus do Cruzeiro
Ermida do Senhor Jesus do Cruzeiro

Viana do Alentejo

Ver Ficha
Santuário de Nossa Senhora de Aires
Santuário de Nossa Senhora de Aires

Viana do Alentejo

Ver Ficha