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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Anta de Pavia, transformada em capela de São Dinis

Arqueologia / Anta

Designação
Designação Atual
Anta de Pavia, transformada em capela de São Dinis
Outras Designações
Anta de Pavia / Capela de São Dinis / Capela de São Dionísio (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Anta
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Classificada como "Monumento Nacional" em 1910, a "Anta de Pavia" foi erguida entre o IV milénio a. C. e o III milénio a. C de modo relativamente isolado numa planície de Mora, enquadrando-se cronologicamente no entendimento generalizado de "Megalitismo eborense", cujo exemplar mais notável é geralmente atribuído à "Anta Grande da Comenda da Igreja", localizada em Montemor-o-Novo. Transformada em capela consagrada a S. Dinis ou S. Dionísio já em plena centúria de seiscentos, muito possivelmente com base no protótipo da Anta/Capela de S. Brissos, situada em Santiago do Escoural, foi nesta época que passou a centralizar um dos largos da aldeia de Pavia.

Escavada no segundo quartel do século XX por V. C. Pinto da Fonseca Virgílio Correia (1888-1944), foi reaproveitada do primitivo monumento megalítico a câmara sepulcral de planta poligonal com cerca de quatro metros de diâmetro e quase três metros e meio de altura, da qual remanescem in situ sete dos esteios que a comporiam, bem como a respectiva laje de cobertura. Foram, precisamente, estes elementos estruturantes do sepulcro neo-calcolítico que constituíram a base do processo de adaptação da primeva componente funerária megalítica a templo cristão, onde o esteio da cabeceira passou a servir de testeira à capela, numa clara evidência do exercício de um poder manifestado através da religiosidade, que se apropriou de um espaço simbólico e imagético preexistente de profundas e imemoriais raízes cultuais. Foi, assim, que a área ocupada pela câmara sepulcral foi transformada em abside da pequena capela, com altar ladeado de azulejaria lisbonense setecentista, cuja nave, com apenas um metro de comprimento, foi, de algum modo, vinculada ao corredor que lhe dava acesso, e do qual ainda não foram encontrados quaisquer vestígios. Mas a cristianização do espaço encontra-se sobremaneira vincada na fachada rematada por um dos seus símbolos maiores: a cruz, enquanto um pequeno campanário sobressaí da cobertura.

[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9913729
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Évora / Mora / Pavia
Praça de São Dinis
Pavia -
Polícia:
LATITUDE
38.894127
LONGITUDE
-8.017233
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1888
1888-1944), foi reaproveitada do primitivo monumento megalítico a câmara sepulcral de planta poligonal com cerca de q...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Classificada como "Monumento Nacional" em 1910, a "Anta de Pavia" foi ...
1944
1944), foi reaproveitada do primitivo monumento megalítico a câmara sepulcral de planta poligonal com cerca de quatro...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen", Madrider Forschungen LEISNER, Vera, LEISNER, Georg Klaus Edição 1959 Berlim
Povoamento megalítico de Pavia. Contributo para o conhecimento do megalitismo regional ROCHA, Leonor Edição 1996 Lisboa
"Antas-capelas e capelas junto a antas no território português: elementos para o seu estudo", A Cidade de Évora, 2ª série, nº1, pp.287-329 SARANTOPOULOS, Panagiotis, BALESTEROS, Carmen, OLIVEIRA, Jorge de Edição 1996 Évora
"Distrito de Évora: Concelhos de Arraiolos, Estremoz, Montemor-o-Novo, Mora e Vendas Novas", Inventário Artístico de Portugal ESPANCA, Túlio Edição 1975 Lisboa
Viagens de Portugal, de Manuel Severim de Faria SERRÃO, Joaquim Veríssimo Edição 1974 Lisboa
El neolítico de Pavía (Alentejo-Portugal) CORREIA, Vergílio Edição 1921 Madrid
El mudejarismo en la arquitectura portuguesa de la epoca manuelina PEREZ EMBID, Florentino Edição 1955 Madrid
"Some new views of the engraved slate plaques of southwest Iberia", Revista Portuguesa de Arqueologia LILLIOS, Katina Tobias Edição 2002 Lisboa
"Sítios arqueológicos visitáveis em Portugal", Al-madan Obra

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