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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja matriz de Vila Nova de Foz Côa

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja matriz de Vila Nova de Foz Côa
Outras Designações
Igreja Paroquial de Vila Nova de Foz Côa / Igreja de Nossa Senhora do Pranto (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Conhecido por "Capital da Amendoeira", o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Vila Nova de Foz Côa exibe uma beleza natural única no panorama nacional e internacional, específica das denominadas terras quentes do Alto Douro, proporcionada pelo micro-clima mediterrâneo com predomínio das vinhas em socalcos modelados no terreno xistoso, que lhe conferem uma personalidade muito própria, constituindo o seu verdadeiro ex libris.

Integradas na região demarcada mais antiga do Mundo, a duriense, as terras fozcoenses foram beneficiadas pelos cursos de água que as rasgam, entre ribeiras e rios, com realce para o Côa e o Douro, atravessando os vales profundos harmonizados com as abruptas arribas. Particularidades que justificam, no conjunto, a quantidade expressiva de vestígios da presença humana na zona desde o Paleolítico Superior, a exemplo do crescente número de testemunhos artísticos gravados em pedras xistosas, entretanto inscritos na lista de 'Património Cultural da Humanidade'. Uma comparência que não mais deixaria o seu termo, antes fortalecendo-se ao longo dos milénios, como certificam as várias estações arqueológicas identificadas até ao momento.

Recebendo foral das mãos de D. Dinis (1261-1325) - a quem se deverá a sua fundação -, em 1299, num século em que se ergueu a primitiva igreja de Sta. Maria da Veiga, foi já com D. Manuel (1469-1521) que Vila Nova de Foz Côa foi investida de novo documento similar, decorria o ano de 1514. E é, justamente, nesta centúria - XVI - que a "Igreja Matriz de Vila Nova de Foz Côa" passou a figurar mais assiduamente na documentação coeva, até que o terramoto de 1755 motivou a sua reedificação e ampliação, desferindo-lhe as tropas napoleónicas um duro golpe ao saquear as alfaias religiosas.

Situado no epicentro social, político e administrativo da localidade, a igreja ergue-se no sítio primitivamente ocupado pelo templo trecentista (vide supra), reaproveitando elementos retirados de estruturas preexistentes, nomeadamente nas suas cercanias, a exemplo de uma ara romana dedicada ao deus Júpiter, encontrada durante as obras de restauro conduzidas nos anos trinta do século passado pela DGEMN.

Incluída na primeira grande lista de imóveis classificados como "monumentos nacionais", decretada em 1910, numa evidência do reconhecimento, por parte da intelectualidade da época, do seu valor histórico e artístico, a igreja destaca-se pela fachada rasgada por amplo portal de arco pleno de cinco arquivoltas profusamente decorado com motivos tão diversificados, quanto típicos do estilo manuelino, como serão as rosetas, as palmetas e as vieiras, de par com os cordões, os medalhões, os arabescos, etc. Sobrepujado por Pietá (ou N.ª Sra. do Pranto) ladeada por dois escudos reais e quatro bustos cotejados a outras esculturas renascentistas, o portal apresenta outros elementos manuelinos, como esferas armilares encimadas por Cruz de Cristo e Flor de Lis, perfazendo uma unidade quase orgânica coroada por óculo emoldurado. A fachada ostenta, no entanto, componentes da campanha de obras filiada no movimento barroco, a exemplo do campanário de tripla ventana a rematar a fachada principal.

Constituída por três naves com quatro tramos e capela-mor, à qual se adossou a sacristia e o cartório, a igreja alberga um interior composto de obras notáveis de pintura a óleo sobre madeira, assim como de escultura e de talha, especialmente na capela-mor coberta por 27 caixotões com episódios da Vida de Cristo e da Virgem. encontrando-se. Uma riqueza artística que podemos observar de igual modo na talha dourada policroma dos retábulos presentes nos altares laterais, assim como nas coberturas em falsa abóbada de madeira na nave central cobertas por pintura figurativa, bem como nas cenas da Paixão que cobrem a meia abóbada de aresta nas laterais.

[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Largo do Munícipio
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Guarda / Vila Nova de Foz Côa / Vila Nova de Foz Côa
Largo do Município
Vila Nova de Foz Côa -
Polícia:
LATITUDE
41.08297
LONGITUDE
-7.136317
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1261
1261-1325) - a quem se deverá a sua fundação -, em 1299, num século em que se ergueu a primitiva igreja de Sta. Mar
1299
1299, num século em que se ergueu a primitiva igreja de Sta.
1325
1325) - a quem se deverá a sua fundação -, em 1299, num século em que se ergueu a primitiva igreja de Sta. Mar
1469
1469-1521) que Vila Nova de Foz Côa foi investida de novo documento similar, decorria o ano de 1514.
1514
1514.
1521
1521) que Vila Nova de Foz Côa foi investida de novo documento similar, decorria o ano de 1514.
1755
1755 motivou a sua reedificação e ampliação, desferindo-lhe as tropas napoleónicas um duro golpe ao saquear as alfaia...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Conhecido por "Capital da Amendoeira", o território correspondente, na...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
"Vila Nova de Foz Côa", Tesouros Artísticos de Portugal ALMEIDA, José António Ferreira de Edição 1976 Lisboa
As mais belas igrejas de Portugal, vol. I GIL, Júlio Edição 1988 Lisboa
Património Artístico da Região Duriense AZEVEDO, José Correia de Edição 1972 Porto
Alto Douro SOUSA, Fernando de, PEREIRA, Gaspar Martins Edição 1988 Lisboa
A Arquitectura "ao Romano" CRAVEIRO, Maria de Lurdes Edição 2009 Vila Nova de Gaia
Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta DIONÍSIO, Sant'Ana Edição 1984 Lisboa

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