A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Restos do Castelo de Loulé

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Restos do Castelo de Loulé
Outras Designações
Castelo de Loulé / Castelo e cerca urbana de Loulé / Museu Municipal de Loulé (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
No período islâmico, Loulé (al-Ulya) foi um dos principais centros administrativos e uma das localidades mais celebradas pelos geógrafos árabes que descreveram o território algarvio. O que resta do seu castelo e das suas muralhas atesta bem a importância que teve no contexto islâmico, quer pelas dimensões da cerca muralhada, quer pela relevância artística e arqueológica dos materiais identificados.
O castelo islâmico assentou sobre um núcleo de povoamento anterior, documentado por vestígios romanos (nomeadamente uma ara votiva reutilizada na torre da igreja matriz) e, provavelmente, proto-históricos. Contudo, foi em plena Idade Média que Loulé teve o seu verdadeiro apogeu, edificando-se, então, a muralha que limitava um perímetro urbano de cinco hectares, área considerável se pensarmos que a capital do reino islâmico algarvio, Silves, tinha uma cerca militar urbana que rodeava cerca de sete hectares.
Na sua condição de cidade de primeira importância regional, Loulé dispôs de uma alcáçova (onde se concentravam as forças e as autoridades militares) e uma medina (bairro intra-muros de carácter essencialmente civil e administrativo). Destes dois espaços estruturantes restam ainda importantes vestígios. Três torres, uma das quais albarrã, definem um segmento de muralha a Nordeste, em ligeira curvatura planimétrica, que funcionaria como limite fundamental da alcáçova. Mais abaixo, o topónimo Rua da Barbacã "sugere a existência de uma muralha mais baixa paralela às muralhas do castelo" (CARRUSCA, 2001, p.63), hipótese que permanece como perspectiva de trabalho. Na actualidade, estas três torres encontram-se parcialmente adossadas a edifícios de menor escala, mas destacam-se, em altura, dando para uma das mais importantes praças da cidade, a da República.
No espaço mais amplo da medina sobressai uma magnífica torre quadrangular, hoje adaptada a torre sineira da igreja de São Clemente, mas que, na origem, foi o minarete da mesquita maior de al-Ulya. A sua cristianização é um dos mais importantes factores que apontam para a sobreposição da igreja matriz sobre a anterior mesquita.
Em 1249, no dia de São Clemente, as tropas de D. Afonso III conquistaram a cidade. Este acontecimento ditou a evolução de Loulé nos séculos seguintes, na medida em que a nova ordem cristã reafirmou o estatuto de sede concelhia (através de foral de 1266), bem como a dotou de uma feira (1291), ao que tudo indica a mais antiga do Algarve, o que confirma a centralidade de Loulé no novo contexto civilizacional da província.
Símbolo militar por excelência, o castelo foi objecto de uma campanha reestruturadora. Aparentemente, as linhas estruturantes do urbanismo islâmico foram mantidas (CARRUSCA, 2001, p.71), facto ainda hoje bem visível na malha citadina do centro histórico. A Rua Direita corria de Norte para Sul, ligando directamente a antiga alcáçova, ao Largo da Igreja de São Clemente, progressivamente o centro cívico da cidade.
Infelizmente, se o espaço intramuros se encontra bem definido urbanisticamente, na medida em que se encontra ladeado por vias de comunicação, o mesmo não acontece com os vestígios materiais das muralhas. À parte as três torres do castelo, na secção mais a Norte, são escassos os elementos da antiga cerca. Em todo o caso, mantém-se grande parte do troço Sul, que integra alguns restos de torres, assim como outros vestígios pontuais a Ocidente. Com o correr dos séculos e a perda de função das velhas fortificações medievais, a cidade de Loulé viu desmanteladas grandes secções da muralha, pelo adossamento de edifícios (que aqui encontravam uma parede estável), ou pela simples apropriação do espaço, que levou à sua destruição. No século XX, foram realizadas algumas obras de restauro, mas cuja amplitude não se aproximou das grandes obras propagandísticas do Estado Novo, registando-se reconstruções parciais das muralhas, em altura.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 9 842, DG, I Série, n.º 137, de 20-06-1924 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria n.º 425/85, DR, I Série, n.º 152, de 5-07-1985 (sem restrições) (ZEP dos restos do castelo, da Igreja matriz, da Capela de Nossa Senhora da Conceição, do portal e cruzeiro da Misericórdia e dos restos da Igreja da Graça) (ver Portaria)
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Loulé / Loulé (São Clemente)
Rua da Barbacã
Loulé -
Polícia:
Rua Rainha D. Leonor
Loulé -
Polícia:
Rua do Município
Loulé -
Polícia:
Largo da Matriz
Loulé -
Polícia:
LATITUDE
37.139311
LONGITUDE
-8.023589
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1249
1249, no dia de São Clemente, as tropas de D.
1266
1266), bem como a dotou de uma feira (1291), ao que tudo indica a mais antiga do Algarve, o que confirma a centralida...
1291
1291), ao que tudo indica a mais antiga do Algarve, o que confirma a centralidade de Loulé no novo contexto civilizac...
1924
1924 (ver Decreto) No período islâmico, Loulé (al-Ulya) foi um dos principais centros administrativos e uma das local...
2001
2001, p.63), hipótese que permanece como perspectiva de trabalho.
5
IMAGENS
12
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Muralhas de Loulé", O Arqueólogo Português, série III, nº5, pp.227-247 MATOS, José Luís Martins de, MARTINS, Isilda Maria Pires Edição 1971 Lisboa
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
O Algarve islâmico : roteiro por Faro, Loulé, Silves e Tavira CATARINO, Helena Maria Gomes Edição 2002 Faro
Loulé. O património artístico CARRUSCA, Susana Edição 2001 Loulé
Centros históricos de influência islâmica : Tavira, Faro, Loulé, Silves COUTINHO, Valdemar Edição 2001 Portimão
Monografia do Concelho de Loulé OLIVEIRA, Francisco Xavier d'Ataíde Edição 1905 Porto
Algarve - Castelos, Cercas e Fortalezas MAGALHÃES, Natércia Edição 2008 Faro
O foral de Loulé de 1266 MARTINS, Isilda Maria Pires Edição 1985 Loulé
O castelo de Loulé MARTINS, Isilda Maria Pires Edição 1984 Loulé
Arqueologia do Concelho de Loulé MARTINS, Isilda Maria Pires Edição 1988 Loulé
Loulé. História e expansão urbana SERRA, Pedro Edição 1996 Loulé
Loulé : roteiro-guia histórico turístico, comercial e industrial do concelho PINTO, Raúl R. Edição 1951 Águeda

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Banhos Islâmicos de Loulé
Banhos Islâmicos de Loulé

Loulé

Ver Ficha
Capela de Nossa Senhora da Conceição
Capela de Nossa Senhora da Conceição

Loulé

Ver Ficha
Café Calcinha
Café Calcinha

Loulé

Ver Ficha
Casa Memória Duarte Pacheco
Casa Memória Duarte Pacheco

Loulé

Ver Ficha