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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Torre e muralhas de Sagres

Arquitectura Militar / Fortaleza

Designação
Designação Atual
Torre e muralhas de Sagres
Outras Designações
Tipologia
Fortaleza
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Fortaleza abaluartada, muito remodelada na segunda metade do século XVIII mas integrando um torreão quinhentista. Á entrada, salienta-se o portal neoclássico da Porta da Praça. O perímetro fortificado com baterias e canhões, compreende toda a Ponta de Sagres e engloba os antigos armazéns de apetrechos e as ruínas do paiol, bem como as casamatas, a casa dos capitães e as habitações da chamada "correnteza", que fecha a praça-de-armas pelo lado sul. A invulgar beleza paisagística e a presença historicamente atestada do Infante Dom Henrique (que aqui faleceu em 1460), deram a Sagres uma posição ímpar na mitografia nacional e contribuíram para a fama internacional do lugar, cuja história é indissociável da história do Promontorium Sacrum, região referenciada desde a mais remota Antiguidade e que corresponde à Costa Vicentina, desde a Ponta da Piedade ao Cabo de São Vicente e deste à Arrifana.
Neste verdadeiro Cabo do Mundo conhece-se uma das maiores concentrações de menires e recintos megalíticos da Europa. Aqui estava situada a Igreja do Corvo, onde foram depositadas as relíquias de São Vicente, num santuário de culto moçárabe que atraíu numerosos peregrinos até ao século XII, altura em que, por decisão de D. Afonso Henriques, as relíquias foram resgatadas para Lisboa.
Na Fortaleza de Sagres, para além da fruição do património natural e de um espectacular panorama sobre a enseada da Mareta e o Cabo de São Vicente, podem também visitar-se os vestígios da chamada Vila do Infante anteriores às muralhas setecentistas, designadamente a torre-cisterna, a chamada "rosa-dos-ventos", uma muralha corta-ventos (coroada de falsas ameias), os restos das antigas habitações e quartéis e a antiga paroquial de Nossa Senhora da Graça, que exibe um conjunto de lápides sepulcrais e onde, por razões de conservação, está actualmente instalado o retábulo barroco pertencente à capela de Santa Catarina do Forte do Belixe.
No século XX, a carga simbólica do local para a história dos Descobrimentos Portugueses fez surgir um grandioso projecto nacionalista para aqui erguer um monumento em Comemoração do Infante e da epopeia lusa, entretanto nunca executado. Em contrapartida, uma profunda intervenção dos Monumentos Nacionais (DGEMN), efectuada no âmbito das Comemorações Henriquinas de 1960, descaracterizou o lugar ao procurar devolver-lhe uma falsa autenticidade, por cópia da mais antiga imagem conhecida da Fortaleza de Sagres, contemporânea do ataque do corsário Drake, de 1587. Nos anos 90, e embora amputada da sua componente "comemorativa" - um memorial evocativo dos Descobrimentos, não executado - a intervenção arquitectónica para valorização do lugar, da autoria do arquitecto portuense João Carreira, incluiu a edificação de "obra nova" e, se bem que não isenta de polémica, transformou a parcela construída em centro útil de todo o promontório, ao criar um módulo de Exposições Temporárias e Centro Multimédia (numa reutilização dos antigos edifícios da chamada "correnteza"), um conjunto de lojas para divulgação de produtos culturais e uma cafetaria, possibilitando, paralelamente, introduzir ordenamento e manutenção em todo o conjunto histórico.
Os arranjos exteriores (ainda em curso), incluem a recuperação das arruinadas pré-existências aos baluartes do século XVIII, a valorização de todos os locais visitáveis do promontório e a criação de trilhos de descoberta da flora única deste lugar, com remoção das espécies infestantes (designadamente chorões).
Os serviços da Fortaleza de Sagres funcionam, ainda, como núcleo técnico especializado de apoio às intervenções arqueológicas da Direcção Regional do IPPAR no Algarve.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria n.º 469/87, DR, I Série, n.º 128, de 4-06-1987 (com ZNA) (revogou a portaria anterior, repondo a delimitação de 1962) (ver Portaria)
Portaria n.º 550/86, DR, I Série, n.º 221, de 25-09-1986 (rectificou a delimitação constante da portaria anterior) (ver Portaria)
Portaria de 17-05-1962, publicada no DG, II Série, n.º 128, de 30-05-1962 (ZEP da Torre e Muralhas de Sagres, da Fortaleza de Belixe e da Fortaleza do Cabo de São Vicente)
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Vila do Bispo / Sagres
- -
Sagres -
Polícia:
LATITUDE
37.000853
LONGITUDE
-8.948395
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1460
1460), deram a Sagres uma posição ímpar na mitografia nacional e contribuíram para a fama internacional do lugar, cuj...
1587
1587.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Fortaleza abaluartada, muito remodelada na segunda metade do século XV...
1960
1960, descaracterizou o lugar ao procurar devolver-lhe uma falsa autenticidade, por cópia da mais antiga imagem conhe...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
"Fortificações da costa Sudoeste". Revista Setúbal Arqueológica, vols. 11-12, pp. 301-313 NUNES, João António Serranito Edição 1997 Setúbal
A freguesia da Vila de Sagres. Estudo histórico-monográfico MARTINS, José António Jesus Edição 2000 Sagres
Sagres GARCIA, José Manuel, CUNHA, Rui Manuel Maneira Edição 1990 Vila do Bispo
Algarve - Castelos, Cercas e Fortalezas MAGALHÃES, Natércia Edição 2008 Faro
Aspectos do reino do Algarve nos séculos XVI e XVII: a descrição de Alexandre Massaii (1621) GUEDES, Lívio da Costa Edição 1988 Lisboa
Fortaleza de Sagres - Castelhano Edição 2004 Lisboa
Sagres. Mito e Realidade Edição 1997 Lisboa

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Visualização Geográfica

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Fortaleza de Belixe (ruínas)
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Fortaleza do Cabo de São Vicente
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Conjunto de menires de Vila do Bispo (Pedra Escorregadia; Casa do Francês; Amantes I; Amantes II; Cerro do Camacho)
Conjunto de menires de Vila do Bispo (Pedra Escorregadia; Casa do Francês; Amantes I; Amantes II; Cerro do Camacho)

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Igreja matriz de Vila do Bispo
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