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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Janelas da casa da Rua de Azevedo Coutinho

Arquitectura Civil / Janela

Designação
Designação Atual
Janelas da casa da Rua de Azevedo Coutinho
Outras Designações
Janelas da casa manuelina de D. Nuno de Sousa / Janelas do Palácio de D. Nuno de Sousa / Janelas do Palácio dos Condes de Vila Real / Palácio dos Condes de Vila Real / Palácio de D. Nuno de Sousa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Janela
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A crescente centralidade de Portalegre ao longo dos séculos XVI e XVII, baseada em grande medida na prosperidade trazida pelo desenvolvimento da sua indústria têxtil, atraiu muitos nobres para a região, e conduziu à fixação de uma nova burguesia urbana. A casa nobre portalegrense conhecida por Palácio por D. Nuno de Sousa foi edificada quando esta vila começava a reflectir a acção empreendedora destes novos protagonistas, nomeadamente na mesma altura em que o mecenato esclarecido do Bispo D. Jorge de Melo permita assistir à construção dos poucos exemplares de arquitectura verdadeiramente renascentista que Portalegre conheceria. De resto, existem vários pontos em comum entre as encomendas aí patrocinadas por D. Jorge de Melo, e a obra do Palácio de D. Nuno de Sousa, onde se destacam as magníficas janelas quinhentistas. As semelhanças estéticas em questões de repertório, bem como as semelhanças a nível do tratamento plástico dos temas, tanto na janela principal da habitação fidalga como no claustro menor do Convento de São Bernardo (comissionado pelo Bispo), foram já apontadas por alguns autores, adiantando-se a hipótese de uma mesma mão de artífice trabalhando num e noutro monumento (RODRIGUES, Jorge, PEREIRA, Paulo, 1988, p. 38). A data de fundação do palácio respeitará ao ano de 1538, quando se finalizava o portal de feição renascença do convento.
A classificação abrange um conjunto de quatro janelas maineladas em granito, com fustes em mármore da região, de tipologia e ornamentação ainda "manuelina". Ao centro da fachada, no nível do segundo registo, abre-se uma larga janela rectangular com moldura em meia-cana, seguida por uma superfície denteada, evocando temas de ourivesaria. O fuste é um colunelo liso, com base e capitel em granito. No registo superior, aqui tratado como piso nobre, abrem-se os restantes três janelões, o central a eixo com o vão do piso inferior, flanqueado por outros dois. Os vãos são de dimensão idêntica. A janela central é a mais elegante e ornamentada, com moldura constituída por dois colunelos geminados em cada lado, o interior desenvolvendo-se para formar a dupla arcada que assenta no mainel, e o exterior crescendo em arco conupial rematado por florão que sobe na fachada. O mainel é um fuste duplo torcido, apresentando sobre o capitel em granito um escudo talhado na mesma pedra. Obreiras e parapeito são profusamente decorados, as primeiras com temas vegetalistas ainda de inspiração gótica, e o segundo apresentando-se como o elemento mais moderno do conjunto, formado por uma placa de mármore onde se desenvolve toda uma teoria de fauna e flora fantástica, de talhe elegante. As duas janelas que enquadram esta são mais simples, embora se mantenha o lançamento de arcos geminados, cujo intradorso é aqui decorado com pequenas rosetas. O mainel, torso, sustenta pequenos capiteis vegetalistas.
O palácio via a ser propriedade dos condes de Vila Real, título criado por D. João VI em 1823, o primeiro dos quais foi D. José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, descendente do próprio D. Nuno de Sousa. SML
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 12707538
Outra Classificação
Localização
Portalegre / Portalegre / Sé e São Lourenço
Rua 19 de Junho (antiga Rua de Azevedo Coutinho)
Portalegre -
Polícia: 48
LATITUDE
39.290694
LONGITUDE
-7.431805
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1538
1538, quando se finalizava o portal de feição renascença do convento. A
1823
1823, o primeiro dos quais foi D.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A crescente centralidade de Portalegre ao longo dos séculos XVI e XVII...
1988
1988, p.
5
IMAGENS
2
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Portalegre PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge Edição 1988 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre) KEIL, Luís Edição 1943 Lisboa

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