A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Fonte das Figueiras (vulgarmente dita «Fonte Mourisca»)

Arquitectura Civil / Fonte

Designação
Designação Atual
Fonte das Figueiras (vulgarmente dita «Fonte Mourisca»)
Outras Designações
Fonte das Figueiras / Fonte Mourisca / Chafariz das Figueiras (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Fonte
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Localizada num ponto estratégico da cidade medieval, dentro do perímetro muralhado mas mantendo ligações privilegiadas com os núcleos ribeirinhos, a Fonte das Figueiras é um dos raros exemplos que chegaram até hoje de arquitectura civil gótica e de abastecimento de água às populações na Idade Média portuguesa.
Neste panorama extremamente fragmentário, os paralelos funcionais e artísticos mais imediatos estabelecem-se com a Fonte de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, - cujo arco principal é quebrado e o registo superior era coroado de ameias - e com o Chafariz dos Canos de Torres Vedras - cuja construção é contemporânea, provavelmente dos derradeiros anos do reinado de D. Dinis -.
Planimetricamente, a Fonte das Figueiras segue um modelo com outros exemplos em solo nacional e que, pensamos, ter tido efectivo sucesso neste tipo de equipamentos civis durante a nossa Baixa Idade Média: planta quadrangular delimitada por cunhais que sustentam um alpendre ameado, com arco quebrado aberto em cada alçado, sendo o principal de maior amplitude. O mesmo esquema encontramos na já citada Fonte de Nossa Senhora da Conceição e, praticamente um século depois, na Fonte quatrocentista da Vila de Ourém.

As circunstâncias que permitiram a sua edificação são igualmente pouco comuns no panorama medieval português. Como se comprova pela presença de duas pedras de armas nos alçados mais importantes da fonte (a S. e a O.), a obra ficou a dever-se à acção conjunta do Município e do Rei, "D. Dinis, senão mesmo (...) D. Afonso IV" (CUSTÓDIO, 1996, p.57). Este facto, que faz com que o monumento ostente "o valor simbólico da protecção régia às obras municipais" (SERRÃO, 1990, p.38), contribuiu certamente para a excelente qualidade dos seus elementos constitutivos, produto de mão-de-obra especializada e com experiência na vasta dinâmica construtiva que por essa altura animava Santarém.
Particularmente interessante deste ponto de vista qualitativo é a acção de um mestre canteiro específico - de nome, ao que tudo indica, Ioannis, "pela forma alfabetiforme da sua sigla" -, responsável por um dos mais belos capitéis do monumento - conhecido como o "capitel dos três florões" - e que é presumivelmente o mesmo canteiro que trabalha no claustro do Convento de São Francisco de Santarém, onde uma sigla em tudo idêntica aparece numa mísula (TEIXEIRA, 1994, pp.182-183).
A qualidade artística da Fonte das Figueiras reparte-se também por toda a equipa que trabalhou ao lado deste canteiro-escultor, como se comprova pela diversidade decorativa dos elementos vegetalistas que ornam os capitéis. Esta variedade de formas foi já objecto de análise por parte de Francisco Teixeira (TEIXEIRA, 1994, p.184), e ainda que os paralelos estilísticos mais imediatos não sejam facilmente identificáveis - em especial pela dificuldade que hoje sentimos em caracterizar o Gótico lisboeta -, a Fonte das Figueiras insere-se plenamente no percurso artístico que a escultura vegetalista de capitéis trilhou ao longo do século XIV, desde os ensaios ainda imperfeitos do claustro da Sé de Lisboa até ao exemplo acabado da igreja Matriz da Lourinhã, seguindo a linha evolutiva traçada por Mário Chicó (CHICÓ, 1954, pp.118-120).
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 27-04-1946, publicada no DG, II Série, n.º 111, de 15-05-1946 (com ZNA)
Afectação 9913729
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Santarém / Santarém / União de Freguesias da cidade de Santarém
Calçada das Figueiras
Santarém -
Polícia:
LATITUDE
39.237923
LONGITUDE
-8.682576
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Localizada num ponto estratégico da cidade medieval, dentro do perímet...
1954
1954, pp.118-120).PAF
1990
1990, p.38), contribuiu certamente para a excelente qualidade dos seus elementos constitutivos, produto de mão-de-obr...
1994
1994, pp.182-183).A qualidade artística da Fonte das Figueiras reparte-se também por toda a equipa que trabalhou ao l...
1996
1996, p.57).
14
IMAGENS
4
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Santarém SERRÃO, Vítor Edição 1990
"III. Fonte das Figueiras (vulgo «Fonte Mourisca»)", Património Monumental de Santarém CUSTÓDIO, Jorge Edição 1995
História e Monumentos de Santarém SARMENTO, Zeferino Edição 1993
Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1949 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Varanda quinhentista na Travessa dos Surradores, 26
Varanda quinhentista na Travessa dos Surradores, 26

Santarém

Ver Ficha
Igreja de Santa Clara
Igreja de Santa Clara

Santarém

Ver Ficha
Janela manuelina de uma casa da Praça Sá da Bandeira
Janela manuelina de uma casa da Praça Sá da Bandeira

Santarém

Ver Ficha
Edifício e igreja da Misericórdia de Santarém
Edifício e igreja da Misericórdia de Santarém

Santarém

Ver Ficha