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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Anta do Crato

Arqueologia / Anta

Designação
Designação Atual
Anta do Crato
Outras Designações
Anta 1 do Couto dos Andreiros / Anta 1 do Couto dos Endreiros (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Anta
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A par da exploração dos povoados de altura, predominantemente datáveis da Idade do Ferro - os denominados castros ou citânias -, foram os monumentos megalíticos os testemunhos do passado mais remoto da presença humana no actual território português que mereceram maior atenção por parte de quem se dedicava à jovem ciência arqueológica, seguindo uma tradição há muito enraizada noutros países, nomeadamente em Inglaterra e em França, para citarmos apenas estes dois países, nalguns dos quais acabariam por ser politicamente utilizados, nomeadamente para estruturar pretensões de foro regionalista e/ou nacionalista.

Não terá sido este, propriamente, o caso ocorrido em Portugal, ainda que se registasse, em determinados momentos, uma certa necessidade de comprovar a anterioridade de exemplares megalíticos existentes em território nacional relativamente aos registados em solo espanhol, muito provavelmente em face de algumas pretensões de conotação iberista assomadas já durante o segundo quartel do século XIX (Cf. MARTINS, A. C., 2005).

Não podemos esquecer, em todo o caso, que as diversas tipologias megalíticas sobressaiam, a maioria das vezes, de modo acentuado na paisagem envolvente, sendo, por conseguinte, de fácil identificação, ao mesmo tempo que suscitavam uma curiosidade natural decorrente de todo um desconhecimento relativo à utilização primeva da maioria das respectivas tipologias, envoltas durante séculos nas mais díspares especulações e fabulações. Ademais, os sepulcros megalíticos, ou seja, os dólmenes - ou antas (como serão mais conhecidos em parte expressiva das nossas regiões) - atraíam sobremaneira a curiosidade de cientistas e diletantes, não apenas pela sua estrutura, como, sobretudo, pelo espólio associado que seria alcançado com a sua investigação, a par do facto de se pretender estabelecer uma cronologia com base na análise construtiva, seguindo o princípio evolucionista linear, então predominante no seio da comunidade científica ocidental.

A verdade é que as antas acabaram por ocupar um lugar central nas actividades arqueológicas dos percursores da Arqueologia conduzida em Portugal entre finais de oitocentos, princípios de novecentos, figurando de modo destacado na primeira lista de estruturas antigas a merecerem, entre nós, a classificação de "monumento nacional", com todas as implicações legais acarretadas por uma medida similar a tantas outras em vigor noutros estados europeus.

Ao que se sabe, o exemplar megalítico funerário erguido durante o Neo-calcolítico, conhecido por "Anta do Crato", mereceu desde cedo a atenção dos nossos primeiros geólogos e pioneiros dos estudos pré-históricos, conduzidos em solo nacional a partir de meados do século XIX, por iniciativa da emblemática Commissão dos Serviços Geológicos, na sequência de uma primeira formada, a pedido do Governo, pela "Real Academias das Ciências", ainda em 1848.

De facto, foi um dos seus reputados membros, o lente de Mineralogia e Geologia da Escola Politécnica Francisco, António Pereira da Costa (1809-1889), quem a identificou primeiramente, em 1868, cabendo ao fundador da referencial Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes e um dos mais activos divulgadores do exercício arqueológico entre nós, bem como da relevância da institucionalização da salvaguarda monumental, o arquitecto J. Possidónio N. da Silva (1806-1896) (Cf. Id., 2003), a sua relocalização, ocorrida já em 1890.

Classificada, justamente, em 1910, nas vésperas da implantação republicana, o dólmen apresenta-se constituído por câmara sepulcral de planta poligonal, com três metros de diâmetro e dois de altura máxima, composta de cinco dos esteios que a estruturavam na origem ainda in situ. O corredor de acesso ao seu interior encontra-se destruído, a exemplo da mamoa - ou tumulus -, que cobriria o monumento na totalidade.

[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Portalegre / Crato / Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso
-- Monte dos Andreiros
- -
Polícia:
LATITUDE
39.268069
LONGITUDE
-7.624077
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1806
1806-1896) (Cf.
1809
1809-1889), quem a identificou primeiramente, em 1868, cabendo ao fundador da referencial Real Associação dos Archite...
1848
1848.
1868
1868, cabendo ao fundador da referencial Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes e um dos mai...
1889
1889), quem a identificou primeiramente, em 1868, cabendo ao fundador da referencial Real Associação dos Architectos ...
1890
1890.
1896
1896) (Cf.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A par da exploração dos povoados de altura, predominantemente datáveis...
2003
2003), a sua relocalização, ocorrida já em 1890. Cl
2005
2005).
1
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4
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"A consolidação do sistema agro-pastoril", Nova História de Portugal JORGE, Susana de Oliveira Edição 1990 Lisboa
"300 Sítios arqueológicos visitáveis em Portugal", Al-madan RAPOSO, Jorge Edição 2001 Almada
Possidónio da Silva (1806-1896) e o Elogio da Memória. Um Percurso na Arqueologia de Oitocentos MARTINS, Ana Cristina Edição 2003 Lisboa
A Associação dos Arqueólogos Portugueses na senda da salvaguarda patrimonial. Cem anos de transformação (1863-1963). Texto policopiado. Tese de Doutoramento em Letras. MARTINS, Ana Cristina Edição 2005 Lisboa

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