A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Edifício da sede da Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário

Arquitectura Civil / Edifício

Designação
Designação Atual
Edifício da sede da Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário
Outras Designações
A Voz do Operário / Edifício da Voz do Operário (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Inventário Temático Norte Júnior 1905-1929 (Ver Inventário Temático Norte Júnior)
Tipologia
Edifício
Itinerário Temático
Norte Júnior
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Edifício da sede da Sociedade de Instrução e BeneficênciaA Voz do Operário, sito na da Rua do mesmo nome (originalmente R. da Infância), esquina com a Tv. de S. Vicente, 11-11A.
Imóvel de planta retangular e imponente volumetria, constituído por três corpos interligados e habilmente adequados ao declive do terreno, cujo programa se distribui por 4 pisos, servindo as funções educativas e assistenciais que marcaram este inovador projeto. O alçado principal é composto por três corpos, o central recuado e de perfil irregular, sugerindo um proscénio, com dois pilares da ordem colossal, simultaneamente decorativos e comemorativos, encimados por frontão curvo em cujo tímpano se inscreve o nome da instituição. A entrada é feita por três portas de arcos plenos, ao centro, sendo que as demais fenestrações apresentam vergas retas ou em arco rebaixado. Nos corpos laterais, simétricos, as fachadas organizam-se em dois panos de três registos, o primeiro delimitado por cantaria aparelhada, que marca os cunhais e se prolonga superiormente em arco pleno, onde se rasgam fenestrações duplas, separadas por colunelo poligonal que no último registo sustenta um arco geminado. O segundo pano é rematado por frontão triangular, fechado por corpo prismático, com dois martelos cruzados e unidos por filacteras, em relevo, alusivos ao operariado. Em cada piso, a iluminação é feita por três janelas de peito curvo, que no piso térreo são separadas por pilares e unificadas por arco abatido, cujas aduelas estilizam rodas dentadas.
O piso superior corresponde ao amplo Salão Nobre, cuja cobertura metálica assenta em asnas aparentes e montantes de ferro, é exemplo das virtudes da nova tecnologia, que permitiu vencer amplos vãos. O espaço, onde ocorriam projeções cinematográficas desde 1917, foi modernizado em 1931 e é dominado por três amplos vãos: ao centro, uma rosácea com vitrais de temática maçónica, vazada ao centro de frontão curvo e emoldurada por decoração neobarroca. De ambos os lados, janelas de arco triplo; nos corpos laterais, janelão único de arco rebaixado cujo fecho é marcado na fachada.
As necessidades de iluminação do edifício determinaram a abertura de claraboia e a construção de um corpo poligonal, voltado para a Tv. de S. Vicente, com grandes janelões.
O plano exterior das traseiras é ocupado por estreitas escadas de segurança, em ferro. O interior, que guarda muito do mobiliário e das decorações originais, é dominado pela imponente escadaria, anunciada na volumetria do frontispício, que liga os corredores centrais dos vários pisos e conduz ao Salão.
História
O edifício foi construído de raiz em terreno exíguo, cedido pelo Governo de João Franco, com o fito de albergar as escolas e os serviços da instituição nascida em 1883 para prestar assistência humanitária e educativa aos operários da indústria tabaqueira, posteriormente alargada a trabalhadores de outras indústrias. O projeto foi encomendado pela Sociedade a Manuel Joaquim Norte Júnior, que concebeu um edifício funcional dentro da estética do Ecletismo historicista, associado à nova arquitetura do ferro. Tendo por construtor João Maria da Cruz, a 1ª pedra foi lançada em outubro de 1912. Novo projeto daquele arquiteto, de agosto de 1914, receberia aprovação camarária em dezembro, condicionada à revisão da largura das portas de saída do Salão para a varanda; era então seu construtor António Dias Monteiro.
Este raro equipamento cívico em que foi utilizada a tecnologia do ferro, foi inaugurado em 07/12/1930 mas concluído apenas dois anos mais tarde, não sem antes ter sofrido algumas alterações e diversos atrasos por força da Grande Guerra e de constrangimentos financeiros que determinaram o recurso a empréstimos bancários. À data da sua conclusão, o imóvel albergava o mais importante núcleo de instrução primária de Lisboa.Em 2012, foi classificado Monumento de Interesse Público.
Elsa Garrett Pinho
DGPC,2015
Diploma de Classificação
Portaria n.º 740-BU/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 22-10-2012 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 6250/2012, DR, 2.ª série, n.º 58, de 21-03-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Despacho de concordância de 7-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Novo parecer de 7-11-2011 a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de concordância de 20-06-2005 do presidente do IPPAR
Parecer favorável de 4-05-2005 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 5-08-2004 da DR de Lisboa do IPPAR para a classificação como IIP
Despacho de 18-02-1987 do presidente do IPPC a determinar a abertura da instrução do processo de classificação, na sequência de pergunta da Assembleia da República sobre se estava classificado ou se já havia proposta de classificação
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 740-BU/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 22-10-2012 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 6250/2012, DR, 2.ª série, n.º 58, de 21-03-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 7-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 7-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 14-10-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Afectação 181504
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / São Vicente
Rua da Voz do Operário
Lisboa -
Polícia: 13
LATITUDE
38.715606
LONGITUDE
-9.129287
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1883
1883 para prestar assistência humanitária e educativa aos operários da indústria tabaqueira, posteriormente alargada ...
1912
1912.
1914
1914, receberia aprovação camarária em dezembro, condicionada à revisão da largura das portas de saída do Salão para ...
1917
1917, foi modernizado em 1931 e é dominado por três amplos vãos: ao centro, uma rosácea com vitrais de temática maçón...
1930
1930 mas concluído apenas dois anos mais tarde, não sem antes ter sofrido algumas alterações e diversos atrasos por f...
1931
1931 e é dominado por três amplos vãos: ao centro, uma rosácea com vitrais de temática maçónica, vazada ao centro de ...
1987
1987 do presidente do IPPC a determinar a abertura da instrução do processo de classificação, na sequência de pergunt...
2004
2004 da DR de Lisboa do IPPAR para a classificação como IIP Despacho de 18-02-1987 do presidente do IPPC a determinar...
2005
2005 do presidente do IPPAR Parecer favorável de 4-05-2005 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 5-08-2004 da D...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de concordância de 20-06-2005 do presidente do IPP...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Despacho de concordância de 7-11-2011 do diretor do IGESPAR,...
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)Relatório final do procedimento aprovado por d...
2015
2015
25
IMAGENS
24
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
<i>Cinemas de Portugal</i> FERNANDES, José Manuel Edição 1995 Lisboa
"A arquitectura do ferro e do betão". In <i>Portugal Contemporâneo</i> (dir. António Reis), vol. 3, pp. 281-296 FERNANDES, José Manuel Edição 1990 Lisboa
"Voz do Operário". <i>Expresso Revista</i>, 25 de janeiro de 1997 FERNANDES, José Manuel Edição 1997 Lisboa
<i>A Arquitectura do Princípio do Século em Lisboa (1900-1925)</i>. FERNANDES, José Manuel Edição 1991 Lisboa
A Arquitectura Modernista em Portugal (1890-1940) FERNANDES, José Manuel Edição 1993 Lisboa
<i>Sociedade de Instrução e Beneficência "A Voz do Operário". Uma associação representativa da classe dos manipuladores do tabaco, em particular, e da classe operária, em geral</i>. Dissertação de Mestrado LOPES, Ramiro José Ferreira Edição 1995 Lisboa
"Arquitectura Portuguesa do Século XX", in <i>História da Arte Portuguesa</i> (dir. Paulo Pereira), vol. 3 TOSTÕES, Ana Cristina Edição 1995 Lisboa
<i>Guia Urbanístico e Arquitectónico de Lisboa</i> AA VV Edição 1987
"Voz do Operário". In <i>Dicionário da História de Lisboa</i>, p. 965 SANTANA, Francisco Edição 1994 Lisboa
"Norte Júnior - O percurso e a obra de um arquitecto artista". <i>Sociedade Amor da Pátria. 150º Aniversário. 1859-2009</i>. CALADO, Maria Edição 2009 Horta
<i>Arquitectura Moderna e Obra Global a partir de 1900</i> TOSTÕES, Ana Edição 2009 Porto
"Filantropia e Arquitetura: da 1.ª República ao Estado Novo (1880-1920) ". <i>Revista Arquitectura Lusíada</i>, N.º 2 (1º semestre de 2011), pp. 19-32 GALVÃO, Andreia Aires de Carvalho, MENDES, José Ribeiro Edição 2011 Lisboa
<i>Norte Júnior: obra arquitectónica</i>, Tese de Mestrado em História da Arte. PAIXÃO, Maria da Conceição Ludovice Edição 1989 Lisboa
"Estética masónica y modernismo portugués. Lisboa y el arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior". <i>Akros. Revista de Patrimonio</i>, n.º 12, pp. 40-47 MARTÍN LÓPEZ, David Edição 2013 Melilla
<i>Os Cinemas de Lisboa. Um Fenómeno Urbano do Século XX</i> ACCIAIUOLI, Margarida Edição 2013 Lisboa
<i>O Centenário da Sociedade "A Voz do Operário"</i> SANTOS, F. Piteira Edição 1983 Lisboa
<i>Experiências republicanas e intervenções educativas (o exemplo da I República Portuguesa,1910-1926)</i> PINTASSILGO, Joaquim Edição 2012 Lisboa
<i>O público e o privado na História da Educação. O exemplo de Portugal (segunda metade do século XIX - início do século XX)</i> PINTASSILGO, Joaquim Edição 2011 Lisboa
<i>A República e a educação: do ideal às realizações</i> PINTASSILGO, Joaquim Edição 2009 Lisboa
"O ensino não-oficial na 1ª República - (A Voz do Operário)". <i>Análise Psicológica</i>, 3 (V), pp. 363-374 TAVARES, David, PIMENTA, Manuel Edição 1987 Lisboa
Arquivo Municipal de Lisboa. Obra n.º 46275 Edição Lisboa
"Edifício da Voz do Operário". SIPA-Sistema de Informação para o Património Arquitetónico Obra
<i>Tradição centenária a par com o nosso tempo (1883-1993). Contribuição para a História da "Voz do Operário"<i/> Obra
Arquivo Nacional Torre do Tombo. Fundo: Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário. Secção: Atas da Assembleia Geral. Unidade de Instalação: Actas nº 8 (1 livro). Datas de Produção: 1914-04-16 a 1916-02-10. Código de Referência: PT/SIBVO Edição Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Igreja de São Vicente de Fora
Igreja de São Vicente de Fora

Lisboa

Ver Ficha
Vila Berta
Vila Berta

Lisboa

Ver Ficha
Palácio dos Condes de Figueira
Palácio dos Condes de Figueira

Lisboa

Ver Ficha
Paço de São Vicente
Paço de São Vicente

Lisboa

Ver Ficha