A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de São Vicente de Fora

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de São Vicente de Fora
Outras Designações
Museu do Patriarcado - Mosteiro de São Vicente de Fora / Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora / Igreja Paroquial de São Vicente de Fora / Igreja de São Vicente, São Tomé e Salvador / Paço Patriarcal de São Vicente (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Considerada um dos mais impressionantes edifícios lisboetas, a Igreja de São Vicente de Fora ergue-se como uma imagem emblemática do mecenato arquitectónico de Filipe I, depois de ter subido ao trono português.
Instituído por D. Afonso Henriques em 1147, decorrendo do voto feito pelo monarca caso conseguisse conquistar Lisboa, o mosteiro dedicado ao mártir, e entregue aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, simbolizou na sua essência a refundação cristã da cidade, tornando-se progressivamente uma das mais importantes casas conventuais lisboetas.
Em 1527, D. João III encetou uma profunda reforma no interior da ordem dos Crúzios, que estabelecia uma reformulação das regras de vida monástica, estendendo-se à arquitectura dos complexos conventuais.
No entanto, só no início do reinado de Filipe I foi iniciada a reforma do edifício da igreja e do mosteiro, numa acção em que o monarca "refazia o gesto fundacional de Afonso Henriques, sobretudo como gesto primeiro de um novo dinasta e de um novo mecenas", reforçada pela escolha do templo para panteão real (SOROMENHO, 1994, p. 208).
A autoria da traça do novo mosteiro continua envolta em alguma polémica, embora nos últimos anos seja consensual que as grandes figuras de destaque da reforma vicentina sejam os arquitectos Juan de Herrera e Filipe Terzi.
Se a Herrera, autor do Escorial, são atribuídos os planos do complexo mandados fazer por Filipe I, coincidindo a data dos esboços com os anos de permanência do arquitecto em Lisboa (1580-1583), de Terzi destaca-se o seu contributo nas "traças operativas", ou seja, o seu papel na condução do estaleiro de obras e a influência decisiva do seu trabalho na estrutura final (idem, ibidem, p. 210).
Outra figura de destaque na obra de São Vicente de Fora é, sem dúvida, o arquitecto português Baltazar Álvares, que dirigiu as obras entre 1597 e 1624, e a quem se aponta a composição da fachada (idem, ibidem; SOROMENHO, 1995, p. 379-380). Adaptando a tradição do Maneirismo romano às tradições arquitectónicas portuguesas, o seu modelo constituiu-se como uma das géneses do estilo chão, marcando em definitivo a arquitectura maneirista, em Portugal e em todo o mundo português, durante o século XVII.
De planta longitudinal, o templo vicentino possui nave única, com transepto, capela-mor bastante profunda e retrocoro. Nas paredes laterais da nave "destaca-se a sequência rítmica de pilastras emparelhadas" (idem, ibidem), entre as quais foram rasgadas, em 1608 pequenas capelas, comunicantes entre si. O espaço, cuja iluminação é feita através de janelas termais que se distribuem pelo topo da cabeceira e do transepto, é coberto por abóbada de berço de caixotões, estando estes decorados com diferentes relevos. O cruzeiro da igreja era originalmente rematado por uma cúpula, que ficou totalmente destruída durante o terramoto de 1755.
A fachada apresenta uma composição muito original, de linhas sóbrias e depuradas mas repleta de monumentalidade, como convinha a uma igreja designada panteão-real, na qual se destaca a disposição das duas torres. Estas não são simplesmente justapostas como dois blocos adossados ao frontispício, mas antes plenamente integradas na estrutura, numa tipologia que recria, à luz da tratadística renascentista, a arquitectura medieval portuguesa, alcançando "um equilíbrio perfeito entre a tensão horizontal de um alçado de cinco tramos e a verticalidade sugerida pelos volumes torreados" (idem, ibidem).
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR/28 de Novembro de 2007
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente
Afectação 9913229
Localização
Lisboa / Lisboa / São Vicente
Largo de São Vicente
Lisboa -
Polícia:
LATITUDE
38.714849
LONGITUDE
-9.127655
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1147
1147, decorrendo do voto feito pelo monarca caso conseguisse conquistar Lisboa, o mosteiro dedicado ao mártir, e entr...
1527
1527, D.
1580
1580-1583), de Terzi destaca-se o seu contributo nas "traças operativas", ou seja, o seu papel na condução do estalei...
1583
1583), de Terzi destaca-se o seu contributo nas "traças operativas", ou seja, o seu papel na condução do estaleiro de...
1597
1597 e 1624, e a quem se aponta a composição da fachada (idem, ibidem; SOROMENHO, 1995, p. 3
1608
1608 pequenas capelas, comunicantes entre si.
1624
1624, e a quem se aponta a composição da fachada (idem, ibidem; SOROMENHO, 1995, p. 3
1755
1755.A fachada apresenta uma composição muito original, de linhas sóbrias e depuradas mas repleta de monumentalidade,...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Considerada um dos mais impressionantes edifícios lisboetas, a Igreja ...
1994
1994, p.
1995
1995, p.
2007
2007
12
IMAGENS
8
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Do Escorial a São Vicente de Fora", Monumentos, nº 2 SOROMENHO, Miguel Edição 1995 Lisboa
"Classicismo, italianismo e «estilo chão». O ciclo filipino", História da Arte Portuguesa, vol.1, Lisboa, Círculo de Leitores, 1995, pp.377-403 SOROMENHO, Miguel Edição 1995 Lisboa
A Arquitectura do Ciclo Filipino SOROMENHO, Miguel Edição 2009 Vila Nova de Gaia
"O Mosteiro e Igreja de São Vicente de Fora", O Livro de Lisboa SOROMENHO, Miguel, SALDANHA, Nuno Edição 1994 Lisboa
"A organização do espaço arquitectónico entre beneditinos e agostinhos no século XII", Arqueologia, nº6, pp.118-132 REAL, Manuel Luís Edição 1982 Porto
"O Projecto de Retábulo-Mor de Francisco Venegas para a Igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora", Monumentos, nº 2 SERRÃO, Vítor Edição 1995 Lisboa
O Cemitério dos Cruzados de São Vicente de Fora FERREIRA, Fernando Eduardo Rodrigues Edição 1995
Filipe Tércio. Ingegnere e Architetto em Portugal. 1577-1597. (dissertação de mestrado) RIBEIRO, José António Salazar Edição 2016 Porto

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Paço de São Vicente
Paço de São Vicente

Lisboa

Ver Ficha
Edifício da sede da Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário
Edifício da sede da Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário

Lisboa

Ver Ficha
Igreja de Santo Estêvão
Igreja de Santo Estêvão

Lisboa

Ver Ficha
Igreja de Santa Engrácia
Igreja de Santa Engrácia

Lisboa

Ver Ficha