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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de São Bartolomeu, matriz de Pechão

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de São Bartolomeu, matriz de Pechão
Outras Designações
Igreja Matriz de Pechão / Igreja Paroquial de Pechão / Igreja de São Bartolomeu (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
As origens da actual igreja paroquial de Pechão remontam à Baixa Idade Média, embora não se possa assegurar em que momento se edificou o primitivo edifício religioso. Sabemos que, em 1482, já existia uma ermida dedicada a São Bartolomeu e que, segundo Francisco GUERREIRO, 1988, p.30, localizar-se-ia no mesmo local onde se ergue a actual matriz.
No século seguinte, o templo foi visitado por várias vezes e, nessas ocasiões, deu-se conta do progresso e crescimento de importância da localidade, que se terá assumido como freguesia pouco antes de 1593. Em 1565, o Visitador ordenou a desmontagem dos dois retábulos laterais do arco triunfal e o enterramento das imagens "em lugar conveniente por serem muito velhas e não serem para estarem nos altares" (LAMEIRA, 2000, p.28). Desconhecemos que obras de arquitectura se efectuaram durante essa centúria, mas é de supor que, para além de um crescente engrandecimento do seu recheio, poucas terão sido as campanhas arquitectónicas de ampliação. Um possível sintoma do que acabamos de dizer é o facto de, pela primeira metade do século XVIII, possivelmente na mesma altura em que se edificou a igreja matriz de Olhão (GUERREIRO, 1988, p.80), se ter reformulado integralmente a velha ermida, não restando qualquer vestígio material da sua existência.
A actual configuração da igreja data, assim, do século XVIII. É uma construção imponente, cuja fachada principal parece sugerir um interior mais majestoso do que, na realidade, acontece. Entre fortes pilares-cunhais de cantaria, de desenvolvido embasamento e remate, a frontaria é de pano único com dois registos, a que se sobrepõe um complexo coroamento da empena. O portal axial é moldurado e de arco abatido, dotado de cornija ligeiramente saliente, cuja moldura se junta à do janelão do segundo andar, igualmente de arco abatido e sobrepujado por pequeno frontão triangular de cortina. O alçado termina com um coroamento relativamente complexo, assente sobre arquitrave que corresponde à terminação dos cunhais. Compõe-se por amplo entablamento rectangular, marcado por duas pilastras encimadas por urnas e terminando axialmente em frontão decorado no tímpano, sob o qual se colocaram os símbolos do templo.
A torre sineira adossa-se do lado Sul e parece ser anterior à campanha barroca. De secção quadrada, com 12 metros de altura e ligeiramente retraída em relação à fachada principal, os seus alçados são marcados por frestas de tipologia barroca, mas o coroamento, com ameias e, principalmente, a inexistência de arcos sineiros, faz pensar num possível reaproveitamento de uma anterior estrutura.
O interior é de nave única e capela-mor reduzida, de arquitectura vincadamente classicizante. Do retábulo-mor executado por volta de 1700 nenhum vestígio resta. Ele foi realizado pelo entalhador farense Gabriel Domingos da Costa, já na fase descendente da sua vida, que, em 1705, reclamou ainda parte do pagamento em falta pela obra (LAMEIRA, 2000, p.182). No solo, são várias as sepulturas, entre as quais a do Capitão Manuel Dória, que foi padrinho de um casamento realizado no templo em 1593 (GUERREIRO, 1988, p.75). A sacristia localiza-se do lado Norte e possui entrada autónoma para a via pública. Do lado oposto, na continuação do transepto, existe uma dependência que poderá ter servido de câmara mortuária, uma vez que tem correspondência com o cemitério velho da freguesia.
A história do templo no século XIX é repleta de peripécias, pois, segundo alguns, foi incendiada durante as Lutas Liberais, em 1833, servindo igualmente de quartel (NOBRE, p.33; OLIVEIRA, p.204). Revertido ao culto católico, foi objecto de restauros pontuais no último século, mas não relevantes o suficiente para alterar significativamente o aspecto do conjunto.
PAF
Diploma de Classificação
Portaria n.º 172/2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13590/2012, DR, 2.ª série, n.º 202, de 18-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 26-06-2012 da DRC do Algarve
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Despacho de 24-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.a devolver o processo à DRC do Algarve
Parecer de 23-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o envio do processo à DRC do Algarve para informação actual sobre o estado e características do imóvel
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido em 19-07-2010 pelo MC ao IGESPAR, I.P. para reponderar a classificação, por ser propriedade da Igreja Católica, não podendo por isso ser classificada como de IM
Despacho de homologação de 28-04-1984 do Ministro da Cultura
Parecer de 24-04-1984 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como VC
Processo instruído em 13-02-1984 pela Delegacão Regional do Sul da SEC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Declaração de retificação n.º 1027/2015, DR, 2.ª série, n.º 228, de 20-11-2015 (retificou a planta anexa à portaria, por a delimitação não corresponder aos limites físicos) (ver Declaração)
Portaria n.º 640/2015, DR, 2.ª série, n.º 162, de 20-08-2015 (com restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 7-05-2015 do diretor-geral da DGPC
Despacho de concordância de 6-04-2015 do diretor-geral da DGPC
Informação favorável de 27-03-2015 da DRC do Algarve
Proposta de 18-02-2015 da Junta de Freguesia de Pechão para retificar a delimitação do cemitério na planta
Anúncio n.º 2/2015, DR, 2.ª série, n.º 3, de 6-01-2015 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 1-12-2014 do diretor-geral da DGPC
Proposta de 1-12-2014 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para alteração das restrições propostas
Despacho de concordância de 24-11-2014 do diretor-geral da DGPC
Parecer de 15-10-2014 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a aprovação da delimitação da ZEP e a alteração das restrições propostas
Nova proposta de 2-04-2014 da DRC do Algarve
Despacho de 12-12--2013 da diretora-geral da DGPC a devolver o processo à DRC do Algarve para reponderação da proposta
Informação de 10-12-2013 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC a propor a devolução para reponderação da proposta
Proposta de 19-11-2013 da DRC do Algarve e da CM de Olhão
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Olhão / Pechão
Largo da Igreja
Pechão -
Polícia:
LATITUDE
37.055737
LONGITUDE
-7.869561
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1482
1482, já existia uma ermida dedicada a São Bartolomeu e que, segundo Francisco GUERREIRO, 1988, p.30, localizar-se-ia...
1565
1565, o Visitador ordenou a desmontagem dos dois retábulos laterais do arco triunfal e o enterramento das imagens "em...
1593
1593.
1700
1700 nenhum vestígio resta.
1705
1705, reclamou ainda parte do pagamento em falta pela obra (LAMEIRA, 2000, p.182).
1833
1833, servindo igualmente de quartel (NOBRE, p.33; OLIVEIRA, p.204).
1984
1984 do Ministro da Cultura Parecer de 24-04-1984 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como VC Proc...
1988
1988, p.30, localizar-se-ia no mesmo local onde se ergue a actual matriz.No século seguinte, o templo foi visitado po...
2000
2000, p.28).
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho) Devolvido em 19-07-2010 pelo MC ao IGESPAR, I.P. pa
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Despacho de 24-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.a devolver...
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)Anúncio n.º 13590/2012, DR, 2.ª série, n.º 202, de 18-10-201...
2013
2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013 (ver Portaria) Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º ...
5
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Pequena monografia de Pechão GUERREIRO, Francisco Edição 1988 Faro
A talha no Algarve durante o Antigo Regime LAMEIRA, Francisco Edição 2000 Faro
Monografia do concelho de Olhão da Restauração OLIVEIRA, Francisco Xavier d'Ataíde Edição 1906 Porto
Acerca da antiguidade das freguesias de Quelfes e pechão e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Olhão e sua primitiva confraria (subsídios) MASCARENHAS, José Fernandes Edição 1987 Olhão
Cronologia geral da História de Olhão da Restauração NOBRE, Antero Edição 1986 Olhão
O termo de Olhão NOBRE, Antero Edição 1974 Olhão

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Ponte velha de Quelfes
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Olhão

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Igreja de Nossa Senhora da Conceição, matriz da Conceição
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Faro

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Edifício sito na Rua General Humberto Delgado, 10 (Edifício do Grémio dos Industriais de Conservas de Peixe do Sotavento Algarvio)
Edifício sito na Rua General Humberto Delgado, 10 (Edifício do Grémio dos Industriais de Conservas de Peixe do Sotavento Algarvio)

Olhão

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Igreja Nossa Senhora do Rosário, matriz de Olhão, e Capela de Nosso Senhor dos Aflitos
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Olhão

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