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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Palmela

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Palmela
Outras Designações
Pelourinho de Palmela (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A importância de Palmela no contexto da península de Setúbal remonta, verdadeiramente, ao domínio islâmico, altura em que as estruturas existentes no topo do monte (algumas de cronologia romana) foram transformadas num poderoso castelo, que, ano após ano, a arqueologia vai dando a conhecer (FERNANDES, 2004). Depois das conquistas de D. Afonso Henriques, em 1147, a fortaleza foi doada à Ordem de Santiago, que aqui estabeleceu comenda, passando, já no século XV, a ser sede da instituição. Data dessa altura a construção da Igreja de Santiago, principal monumento religioso da vila, e o convento anexo, transformado, no século XX, em pousada. Com a instalação dos santiaguistas, Palmela alcançava o momento de maior apogeu, instituindo-se como ponto fundamental na ordem interna nacional quatrocentista.
A construção do actual pelourinho, em 1645, (muito provavelmente em substituição de um outro, contemporâneo do foral que D. Manuel passou a 1 de Junho de 1512), não se relaciona com aquele momento de importância de que a vila desfrutou na Baixa Idade Média, mas já com um período de relativa decadência. Localizado na principal praça da vila baixa, a que se desenvolve fora das muralhas do castelo e pela colina em direcção ao vale, confrontando com a Igreja da Misericórdia, ele constitui uma das mais interessantes peças de património urbano da época moderna da localidade.
Realizado em calcário da região, compõe-se por três partes, claramente diferenciadas na vertical. A base é hexagonal e em forma de caixa, definindo pequenas molduras em cada face, e assenta sobre plataforma octogonal de dois degraus. A coluna possui fuste cilíndrico liso, separado da base por dupla moldura circular, e capitel cúbico pouco pronunciado decorado inferiormente por folhas de acanto. Nas quatro faces do capitel, existem outros tantos ganchos de ferro, rematados com figurações zoomórficas, que constituem os elementos restantes do tempo em que o pelourinho serviu de forca da vila. O monumento é coroado por ligeira base, com a inscrição comemorativa da sua construção, a que se sobrepõe o brasão nacional, coroado e rematado por cruz axial, e ladeado por uma palma, "possível ligação ao topónimo Palmela" (MALAFAIA, 1997, p.298).
Aquando da extinção do concelho, em 1855, o pelourinho foi apeado e armazenado, voltando ao seu local de origem em 1908, por vontade e acção da população que, por essa altura, lutava pela restauração do concelho, algo que só viria a acontecer a 8 de Novembro de 1926, depois de instaurada a 2ª República.
Em adiantado estado de degradação, até há alguns anos, o monumento foi objecto de um restauro técnico em 2002. Com efeito, "as superfícies da pedra encontravam-se contaminadas com crostas negras", os elementos em ferro estavam corroídos, o que havia conduzido à "fractura e fissuração dos elementos pétreos" e a uma "acentuada inclinação e deformação do topo da coluna", desequilibrando-se, desta forma, o conjunto (VARANDAS, 2003, p.33). Entre os trabalhos de consolidação efectuados, destacam-se o desmonte do coroamento, a substituição dos elementos em ferro, a escovagem mecânica a seco e a limpeza húmida das superfícies pétreas e ainda o refechamento de juntas por argamassa (IDEM, p.33), medidas que contribuíram para o total restauro do conjunto e para uma muito melhor ligação afectiva da comunidade com este antigo símbolo de liberdade e de autonomia concelhias.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria n.º 62/2010, DR, 2.ª Série, n.º 12, de 19-01-2010 (com ZNA) (fixou nova ZEP e revogou o diploma anterior) (ver Portaria)
Edital N.º 01/DP/07 de 20-03-2007 da CM de Palmela
Despacho de homologação de 26-02-2007 da Ministra da Cultura
Despacho de concordância de 18-07-2006 da vice-presidente do IPPAR
Parecer favorável de 28-06-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Informação favorável de 25-11-2005 da DR de Lisboa
Nova proposta de alteração de 7-06-2005 da CM de Palmela
Poposta de alteração de 31-11-1999 da CM de Palmela, para corrigir os limites urbanos da mesma
Portaria n.º 944/85, DR, I Série, n.º 288, de 14-12-1985 (fixou a ZEP do Castelo de Palmela, da Igreja de Santiago e do Pelourinho de Palmela) (ver Portaria)
Edital de 22-02-1984 da CM de Palmela
Despacho de homologação de 17-05-1975 do do Secretário de Estado da Cultura e Educação Permanente
Parecer favorável de 2-05-1975 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE
Em 22-03-1975 a DGEMN enviou a planta retificada, de acordo com o parecer da JNE
Despacho de homologação de 24-01-1975 do Secretário de Estado da Cultura e Educação Permanente
Parecer de 24-01-1975 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a alteração da ZEP proposta
Proposta de 7-12-1974 da DGEMN
Afectação 12736627
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Setúbal / Palmela / Palmela
Praça Duque de Palmela
Palmela -
Polícia:
LATITUDE
38.567788
LONGITUDE
-8.899627
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1147
1147, a fortaleza foi doada à Ordem de Santiago, que aqui estabeleceu comenda, passando, já no século XV, a ser sede ...
1512
1512), não se relaciona com aquele momento de importância de que a vila desfrutou na Baixa Idade Média, mas já com um...
1645
1645, (muito provavelmente em substituição de um outro, contemporâneo do foral que D. Ma
1855
1855, o pelourinho foi apeado e armazenado, voltando ao seu local de origem em 1908, por vontade e acção da população...
1908
1908, por vontade e acção da população que, por essa altura, lutava pela restauração do concelho, algo que só viria a...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A importância de Palmela no contexto da península de Setúbal remonta, ...
1926
1926, depois de instaurada a 2ª República.Em adiantado estado de degradação, até há alguns anos, o monumento foi obje...
1997
1997, p.298).Aquando da extinção do concelho, em 1855, o pelourinho foi apeado e armazenado, voltando ao seu local de...
2002
2002.
2003
2003, p.33).
2004
2004).
4
IMAGENS
3
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Recuperação e limpeza do Pelourinho de Palmela", Pedra e Cal, nº16, p.33 VARANDAS, João Edição 2002 Lisboa
"Os pelourinhos do Distrito de Setúbal", A Província, Montijo, 12 de Maio de 1955 BONIFÁCIO, Luís Edição 1955 Montijo
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa

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