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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Honra de Barbosa

Arquitectura Civil / Torre

Designação
Designação Atual
Honra de Barbosa
Outras Designações
Torre de Barbosa
Solar e Torre da Honra de Barbosa / Honra de Barbosa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Torre
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A actual configuração da torre da Barbosa poderá esconder um dos mais antigos testemunhos de arquitectura militar medieval no nosso país. A tradição tem apontado o ano de 866 como o da construção de uma primitiva estrutura militar neste local, na sequência da doação do lugar de Bordalo (topónimo que tem sido interpretado como o mesmo a que corresponde a actual torre), feita por Afonso III das Astúrias ao conde D. Hermenegildo ("Rãs", GEPB, p.414). No entanto, até ao momento não se identificaram quaisquer vestígios dessa primitiva estrutura e só um programa de intervenção arqueológica o poderá esclarecer.
No século XII, possuímos informações mais seguras acerca do monumento. Reinando D. Afonso Henriques, a Terra de Penafiel esteve na posse de D. Mem Moniz (irmão de D. Egas Moniz), nobre a que se atribui a construção de um paço fortificado no local. Por testamento, a propriedade passou a sua filha, D. Teresa Mendes e, por casamento desta, para a mão de D. Sancho Nunes de Barbosa, o primeiro nobre a usar este apelido no nosso país e a cuja existência se deve a alteração do topónimo.
Infelizmente, dessa fase românica da propriedade nenhum testemunho material chegou até hoje, mas a sua antiguidade é atestada logo no reinado de D. Dinis. Nas Inquirições então efectuadas, a quinta é mencionada como "honra de Barbosa Velha" (SILVA, 1995, p.65), certamente por contraste com outras propriedades nas imediações de instituição mais recente.
O aspecto actual da torre medieval data de meados do século XIV e, posteriormente, de duas reformas levadas a cabo nos reinados de D. João I e de D. Manuel. Em 1334, a honra foi repartida por vários herdeiros, cabendo a parte que incluía a torre senhorial a D. Leonor Mendes e a seu marido, D. Martim Anes de Sousa (GEPB, p.414). Com a subida ao poder da nova dinastia de Avis, a propriedade foi doada aos Malafaias e Azevedo, que a transformaram em solar familiar. Datará destas duas alterações de posse a construção que actualmente subsiste, tendo sido mais difundida a hipótese que a situa no século XV (AZEVEDO, 2ªed., 1988, p.115), embora as suas características a pareçam colocar um pouco mais atrás no tempo.
A torre é uma estrutura de planta quadrangular, de dois andares marcados por vãos abertos nos alçados, e encimada por uma linha de ameias a toda a sua volta. O "aparato denso dos muros", que aparecem aqui "desprovidos de aberturas" (SILVA, 1995, p.65), confere-lhe um aspecto mais arcaico que aquele que seria de supor numa construção do século XV, embora esta seja uma convicção com base em analogias estilísticas, não se alicerçando em datações absolutas.
No reinado de D. Manuel, a torre foi objecto de uma modernização, cujo alcance é ainda mal conhecido. As janelas do piso superior foram modificadas, para albergar um arco polilobado abatido de perfil manuelino. Dessa campanha, deverão datar também as ameias chanfradas que rodeiam o edifício e as gárgulas de canhão dispostas nos seus ângulos, aspectos que "denunciam a sensibilidade da época manuelina" (SILVA, 1995, p.65).
Por essa mesma altura, ter-se-ão dado importantes transformações nas partes habitacionais, alterações que a época moderna se encarregariam de aprofundar. Actualmente, um corpo de dois andares, mas bastante mais baixo que a torre, adossa-se-lhe a uma das faces laterais e possui planta em L. A entrada principal é no piso nobre do corpo menor, com patim alpendrado e acesso através de uma escadaria paralela ao corpo maior. No piso térreo, abrem-se várias portas e janelas, de carácter utilitário e de vocação agrícola e de serviço. O piso superior é fenestrado regularmente por janelas em guilhotina, elementos que conferem clara monumentalidade e carácter nobre a esta parte do conjunto.
Outras transformações foram, entretanto realizadas, tendo a quinta chegado aos nossos dias como uma soma de múltiplas fases construtivas, cujo estudo rigoroso se impõe como única via de melhor se conhecer a sua história.
PAF
Diploma de Classificação
Portaria n.º 312/2014, DR, 2.ª série, n.º 92, de 14-05-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 3-02-2005 da Ministra da Cultura
Parecer de 10-11-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como CIP
Proposta de 13-03-2002 da DR do Porto do IPPAR para a classificação como CIN /MN
Despacho de abertura de 19-07-2001 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 17-07-2001 da DR do Porto do IPPAR
Proposta de classificação de 31-07-1987 da CM de Penafiel
Número do Processo
São Miguel de Rãs
Proteção
Classificado
Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Penafiel / Rans e Galegos
-- -
Barbosa -
Polícia:
LATITUDE
41.16656
LONGITUDE
-8.30111
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1334
1334, a honra foi repartida por vários herdeiros, cabendo a parte que incluía a torre senhorial a D. L
1987
1987 da CM de Penafiel A actual configuração da torre da Barbosa poderá esconder um dos mais antigos testemunhos de a...
1988
1988, p.115), embora as suas características a pareçam colocar um pouco mais atrás no tempo.A torre é uma estrutura d...
1995
1995, p.65), certamente por contraste com outras propriedades nas imediações de instituição mais recente.O aspecto ac...
2001
2001 do vice-presidente do IPPAR Proposta de abertura de 17-07-2001 da DR do Porto do IPPAR Proposta de classificação...
2002
2002 da DR do Porto do IPPAR para a classificação como CIN /MN Despacho de abertura de 19-07-2001 do vice-presidente ...
2004
2004 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como CIP Proposta de 13-03-2002 da DR do Porto do IPPAR...
2005
2005 da Ministra da Cultura Parecer de 10-11-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como CIP P...
2014
2014, DR, 2.ª série, n.º 92, de 14-05-2014 (sem restrições) (ver Portaria)Despacho de homologação de 3-02-2005 da Min...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
Paços Medievais Portugueses SILVA, José Custódio Vieira da Edição 1995 Lisboa
Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias... PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto Edição 1990 Lisboa
Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem) SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1900 Porto
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
"Rãs", Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, pp.413-415 Edição Lisboa

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