Sítio
Situado no topo de uma pequena elevação, junto à povoação de Outeiro de Polima, o sítio arqueológico que adotou o mesmo nome estende-se até à zona do Cabeço do Mouro, encontrando-se parcialmente coberto por um prédio rustico. Este arqueossítio poderá corresponder à continuação da conhecida Villa Romana da Freiria, que se encontra nas proximidades. No entanto, os vestígios de Outeiro de Polima poderão também ser identificados com uma outra villa pois, apesar das escavações aí realizadas não terem identificado nenhuma estrutura significativa, à exceção de um pavimento revestido a opus signinum e uma sepultura, o tipo de espólio recolhido, com elevada quantidade de material de construção tais como imbrices, tegulae, fragmentos de estuque e tijolos de quadrante usados para erguer colunas, parecem confirmar a existência de uma zona de habitat.
No local foram ainda identificados outros materiais do mesmo período cronológico, como fragmentos de ânforas, cerâmica comum e sigillatas.
Refira-se que o material proveniente deste local encontra-se atualmente à guarda da Câmara Municipal de Cascais.
Para além destes vestígios, foram também exumados outro tipo de materiais arqueológicos como instrumentos em sílex, pesos de tear e cerâmicas carenadas, indiciando a ocupação do local pelo menos desde o Paleolítico, estendendo-se depois até à Idade Média, existindo, no entanto, a hipótese desta acumulação de materiais se relacionar com escorrimentos de terras ocasionados pelos múltiplos trabalhos agrícolas efetuados na zona.
História
Este sítio arqueológico foi mencionado pela primeira vez em 1913 por Virgílio Correia, tendo sido identificada no local uma sepultura de época romana, bem como alguns materiais do mesmo período histórico.
Em 1973 o arqueólogo Guilherme Cardoso realiza uma prospeção no terreno numa tentativa de identificar mais algumas sepulturas, tendo recolhido uma elevada quantidade de material romano. Em 1999 o mesmo investigador efetua, juntamente com José d'Encarnação, uma escavação arqueológica no local, não tendo no entanto sido identificadas quaisquer estruturas ou sepulturas, à exceção de um pavimento associado a espólio de época romana.
Entre 2003 e 2005 são realizadas ações de acompanhamento arqueológico no âmbito da colocação de uma proteção do sítio. Apesar de não ter sido identificada qualquer estrutura arqueológica, foi possível delimitar, com base nas sondagens abertas, uma importante área de dispersão de materiais.
Ana Teresa Henriques e Maria Ramalho/DGPC/2018
Diploma de Classificação
Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Edital de 5-12-1997 da CM de Cascais
Despacho de homologação de 13-02-1989 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer favorável de 30-01-1989 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC
Proposta de 16-06-1988 da CM de Cascais para a classificação como IIP
Número do Processo
Acesso pela EN. 584
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
ZEP
n/a
Afectação
9914631
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Cascais / São Domingos de Rana
-- -
Outeiro de Polima -
Polícia:
LATITUDE
38.716202
LONGITUDE
-9.328031
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1913
1913 por Virgílio Correia, tendo sido identificada no local uma sepultura de época romana, bem como alguns materiais ...
1973
1973 o arqueólogo Guilherme Cardoso realiza uma prospeção no terreno numa tentativa de identificar mais algumas sepul...
1988
1988 da CM de Cascais para a classificação como IIP SítioSituado no topo de uma pequena elevação, junto à povoação de...
1989
1989 da Secretária de Estado da Cultura Parecer favorável de 30-01-1989 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC ...
1997
1997 da CM de Cascais Despacho de homologação de 13-02-1989 da Secretária de Estado da Cultura Parecer favorável de 3...
1999
1999 o mesmo investigador efetua, juntamente com José d'Encarnação, uma escavação arqueológica no local, não tendo no...
2002
2002, DR, I Série-B.
2003
2003 e 2005 são realizadas ações de acompanhamento arqueológico no âmbito da colocação de uma proteção do sítio. Apes...
2005
2005 são realizadas ações de acompanhamento arqueológico no âmbito da colocação de uma proteção do sítio. Apesar de
2018
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
Acesso Móvel
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
"Esboço arqueológico do concelho de Cascais", Boletim do Museu Biblioteca dos Condes de Castro Guimarães
FIGUEIREDO, Fausto J. A. de, PAÇO, Manuel Afonso do
Edição
1943
Cascais
Cascais no tempo dos Romanos
CARDOSO, Guilherme, ENCARNAÇÃO, José d'
Edição
1986
Cascais
"Cascais no tempo dos romanos", Revista de Arqueologia
CARDOSO, Guilherme, ENCARNAÇÃO, José d'
Edição
1990
Lisboa
"Subsídios para a carta arqueológica do concelho de Cascais", Arquivo de Cascais
CARDOSO, Guilherme, ENCARNAÇÃO, José d'
Edição
1984
Cascais
"Páleo e mesolítico português", Anais da Academia Portuguesa da História
PAÇO, Manuel Afonso do, JALHAY, Eugene
Edição
1941
Lisboa
"Revisão dos problemas do Paleolítico, Mesolítico e Asturiense", Congresso do Mundo Português, Lisboa, 1940 - Memórias e Comunicações apresentadas ao Congresso da Pré e Proto-História de Portugal (I Congresso)
PAÇO, Manuel Afonso do
Edição
1940
Lisboa
"Sepultura romana nos arredores de Oeiras", O Arqueólogo Português