Nota Histórico-Artistica
Não se sabe ao certo a que época remontam as origens da Casa da Cocheca, mas a mais antiga referência sobre esta propriedade é a notícia do seu aforamento por parte de António Fernandes de Araújo ao Convento de Salzedas, em 1567 (AZEREDO, 1938, p. 24; SILVA, 1958, p. 265). Desde então, foi objecto de várias intervenções que alteraram a sua configuração original: o edifício que hoje conhecemos é, muito possivelmente, uma reedificação setecentista, que as obras de meados do século XX procuraram conservar, ainda que modificando e acrescentando alguns elementos. É o caso do corpo mais à direita, antecedido pela varanda alpendrada, que substituiu uma antiga cozinha (SILVA, 1958, p. 265).
A fachada principal, de um só piso (ao contrário das restantes, com dois), é seccionada por pilastras que separam a casa de habitação do alçado da capela, no seu prolongamento. De grande depuração, e quase sem vãos, o frontispício da casa é aberto somente por óculos quadrilobados que enquadram o portal central, de moldura recortada. Sobre este, o brasão de armas, cuja heráldica é ilegível, interrompe a cornija que forma um monumental e ondulado frontão elevando-se bem acima da linha do telhado. A fachada da capela, cuja invocação é de Nossa Senhora da Piedade, é mais sóbria, apresentando portal de verga recta com moldura trabalhada e óculo quadrilobado ao nível do coro. Termina em empena com cruz ao centro e pináculos no prolongamento das pilastras.
O corpo alpendrado é antecedido por escadaria de lanço único com volutas nas guardas, que dá acesso à varanda com cobertura suportada por colunas.
A propriedade conservou-se na posse da primitiva família até ao século XIX, época em que as dificuldades financeiras ditaram a sua venda. Actualmente é uma unidade de alojamento que se inscreve no denominado Turismo no Espaço Rural.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Edital n.º 795/2022, DR, 2.ª série, n.º 108, de 3-06-2022 (ver Edital)
Deliberação de 23-03-2022 da CM de Baião a aprovar a abertura do procedimento de classificação como CIM
Edital n.º 272/2019, DR, 2.ª série, n.º 33, de 15-02-2019 (ver Edital)
Deliberação de 26-07-2018 da CM de Baião a aprovar a classificação como IIM
Despacho de arquivamento de 11-02-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 9-02-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 13-05-2010 da DRC do Norte para o arquivamento do procedimento e envio do processo à CM para a ponderação da classificação como de IM
Pedido de 20-03-1979 do proprietário para a reapreciação do processo, dadas as obras que foi sofrendo
Despacho de homologação de 19-11-1975
Parecer de 7-11-1975 da JNE a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 9-01-1975 da DGAC
Número do Processo
Não disponível