Nota Histórico-Artistica
A construção da igreja matriz de Grândola é anterior ao século XVI, encontrando-se em ruínas no início desta centúria. A uma campanha de obras patrocinada ou imposta pela Ordem de Santiago nas primeiras décadas de Quinhentos, sucedeu uma outra, em meados do mesmo século, directamente impulsionada por D. Jorge de Lencastre, mestre da referida Ordem. Nesta época, o templo foi ampliado e a sua invocação deixou de ser Nossa Senhora da Abendada passando a Nossa Senhora da Assunção. As campanhas posteriores foram eminentemente decorativas, com a renovação da talha ao longo da segunda metade do século XVII e múltiplas intervenções ao nível do retábulo-mor já na centúria de Setecentos.
De planta longitudinal, a igreja apresenta capela-mor profunda que se articula com nave única, marcada pela abertura de quatro capelas laterais, em arco de volta perfeita de cantaria. Encontram-se adossados os volumes correspondentes à sacristia e a outras dependências. A fachada principal é seccionada por pilastras, que definem três panos correspondentes ao corpo do templo, aos anexos e à torre sineira, esta última no mesmo plano do alçado e também rematada por pináculos. O pano central, onde apenas se rasga o portal e o janelão do coro, é encimado por frontão triangular flanqueado por pináculos.
No interior, a cobertura exibe uma pintura relativamente recente, e o espaço da nave é percorrido por um silhar de azulejo de padrão, certamente seiscentista. As capelas laterais apresentam revestimento cerâmico e retábulos de talha dourada de estilo nacional, tal como os retábulos colaterais. A capela-mor, com tecto de motivos geométricos executados já no século XIX, exibe retábulo de características neoclássicas. Uma referência ainda para a representação do Pentecostes, da autoria do pintor maneirista Fernão Gomes, em final do século XVI, que se encontra na capela-mor.
(RC)
Diploma de Classificação
Portaria n.º 192/2013, DR, 2.ª série, n.º 69, de 9-04-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 16470/2011, DR, 2.ª série, n.º 216, de 10-10-2011 (ver Anúncio)
Parecer de 10-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Edital n.º 110 de 9-05-2007 da CM de Grândola
Despacho de concordância de 1-03-2007 do presidente do IPPAR
Parecer de 12-02-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 26-01-2007 da DR de Évora do IPPAR
Despacho de abertura de 14-02-1994 do presidente do IPPAR
Proposta de 9-02-1994 da DR de Évora do IPPAR para a abertura do processo de classificação
Proposta de classificação de 26-01-1993 da CM de Grândola, no seguimento de deliberação camarária de 22-01-1993
Número do Processo
Não disponível