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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Antigo Convento de Corpus Christi

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Antigo Convento de Corpus Christi
Outras Designações
Convento de Corpus Christi / Instituto de Reeducação Bom Pastor (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Construída no século XIV (1345), a igreja do convento de Corpus Christi de Gaia, de religiosas dominicanas, conheceu uma degradação gradual provocada pelas constantes cheias do rio Douro, o que originou a edificação de um novo templo, desenhado pelo Padre Pantaleão da Rocha de Magalhães, na segunda metade do século XVII (RODRIGUES, 1998). Este arquitecto foi responsável por várias obras no Porto e arredores, a primeira das quais o Corpus Christi.
A nova igreja das dominicanas de Gaia, de planta centralizada octogonal (com capela-mor rectangular e profunda, e dois coros sobrepostos, do lado oposto), repete o modelo do templo lisboeta do convento do Bom Sucesso de Belém, concluído em 1670 e pertencente à mesma ordem. Esta opção planimétrica integra Corpus Christi no conjunto de igrejas de planta centralizada que tomaram um modelo "quase" abandonado desde a primeira metade do século XV e que conheceu grande fortuna a partir de 1640, principalmente nas obras directamente relacionadas com o círculo da Rainha D. Luísa de Gusmão (GOMES, 2002; SERRÃO, 2003, p. 133). Por outro lado, denuncia a concepção centralizada, subjacente à edificação das igrejas das religiosas dominicanas entre o início do século XVI e o final do século XVII, e que Paulo Varela Gomes tem vindo a relacionar com a liturgia motivada pelo culto e devoção particular dos dominicanos ao Santíssimo Sacramento, ou ainda com a tipologia dos sacrários, a partir do Concílio de Trento colocados, preferencialmente, em lugar de destaque no altar-mor (GOMES, 2002). À luz do exposto, a invocação do convento de Gaia "impunha" uma planimetria centralizada, plena de simbolismo e eficácia litúrgica.
O templo resultante do traço de Pantaleão da Rocha de Magalhães, cujas obras tiveram início em 1675 e se prolongaram até ao final do século, tem sido considerado uma interpretação menor do modelo lisboeta, uma vez que muitas das soluções revelaram alguns problemas, principalmente ao nível da ligação dos coros, de planta rectangular, a uma igreja poligonal. Esta questão acabaria por ser resolvida entre 1677 e 1680, mas pelo pedreiro Gregório Fernandes, responsável pelo alargamento das paredes do coro, que em planta sugerem uma tenaz a segurar o polígono da igreja (GOMES, 2002, p. 140). Num dos braços dessa tenaz encontra-se uma construção de três arcos, que veio solucionar o problema da regularização do pátio, e "esconder" a escadaria de acesso à divisão que liga a igreja aos coros.
No interior, destaque para o cadeiral do coro em talha, que remonta à segunda metade de Seiscentos, onde sobressai a expressividade de determinadas máscaras e animais. A pintura e a imaginária que decoram a igreja (tecto do coro alto, espaldar do cadeiral e retábulos), apresentam uma iconografia que se enquadra nas temáticas da Ordem. Representam santos dominicanos acompanhados de outros que não pertencem à Ordem, mas que se enquadram na espiritualidade da época, destacando-se três devoções principais - o Santo Rosário, o nome de Jesus e a Eucaristia (RODRIGUES, 1998).
Rosário Carvalho
Diploma de Classificação
Portaria n.º 632/2012, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-2012 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 16977/2011, DR, 2.ª série, n.º 221, de 17-11-2011 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 30-03-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 17-01-2011 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 9-08-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 7-08-1995 da DR do Porto do IPPAR
Processo iniciado em 1982
Número do Processo
Largo de Aljubarrota, nº 13
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 632/2012, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Parecer de 25-07-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a manutenção dos limites anteriormente aprovados
Informação desfavorável de 16-01-2012 da DRC do Norte
Proposta de allteração de 28-12-2011 da CM de Vila Nova de Gaia
Anúncio n.º 16977/2011, DR, 2.ª série, n.º 221, de 17-11-2011 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 30-03-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 17-01-2011 da DRC do Norte para uma ZEP conjunta com a Igreja de Santa Marinha
Afectação 12737527
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Vila Nova de Gaia / Santa Marinha e São Pedro da Afurada
Largo de Aljubarrota
Vila Nova de Gaia -
Polícia: 13
LATITUDE
41.136419
LONGITUDE
-8.61781
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1345
1345), a igreja do convento de Corpus Christi de Gaia, de religiosas dominicanas, conheceu uma degradação gradual pro...
1640
1640, principalmente nas obras directamente relacionadas com o círculo da Rainha D.
1670
1670 e pertencente à mesma ordem.
1675
1675 e se prolongaram até ao final do século, tem sido considerado uma interpretação menor do modelo lisboeta, uma ve...
1677
1677 e 1680, mas pelo pedreiro Gregório Fernandes, responsável pelo alargamento das paredes do coro, que em planta su...
1680
1680, mas pelo pedreiro Gregório Fernandes, responsável pelo alargamento das paredes do coro, que em planta sugerem u...
1982
1982 Construída no século XIV (1345), a igreja do convento de Corpus Christi de Gaia, de religiosas dominicanas, conh...
1995
1995 do presidente do IPPAR Proposta de abertura de 7-08-1995 da DR do Porto do IPPAR Processo iniciado em 1982 Const...
1998
1998).
2002
2002; SERRÃO, 2003, p.
2003
2003, p.
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de abertura de 9-08-1995 do presidente do IPPAR Pr...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Anúncio n.º 16977/2011, DR, 2.ª série, n.º 221, de 17-11-201...
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-2012 (ver Portaria)Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
O Barroco SERRÃO, Vítor Edição 2003 Lisboa
Arquitectura, Religião e Política em Portugal no século XVII - A Planta Centralizada GOMES, Paulo Varela Edição 2001 Porto
O Mosteiro de Corpus Christi de Vila Nova de Gaia RODRIGUES, Luísa Fernanda Ferreira Edição 1998 Porto
O mosteiro de Corpus Christi de Gaia CAMPO BELO, Conde de Edição 1938
"Magalhães, Padre Pantaleão da Rocha de", Dicionário da Arte Barroca em Portugal ALVES, Joaquim Jaime Ferreira Edição 1989 Lisboa
"Algumas Obras Seiscentistas no Convento de Corpus Christi", Revista Gaya ALVES, Joaquim Jaime Ferreira Edição 1984 Vila Nova de Gaia
"Edifícios religiosos de planta centrada entre Vagos e V. N. de Gaia (faixa litoral)", in Espaço e Memória, Revista de Património, Porto, 1996. pp. 61-79 PINTO, Maria Augusta Almeida Edição 1996 Porto
O Grande Porto PACHECO, Helder Edição 1986 Lisboa

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Igreja Paroquial de Santa Marinha
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Paço do Campo Belo, incluindo a capela e todo o seu conjunto circundante, nomeadamente os jardins
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