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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Vinhais

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Vinhais
Outras Designações
Pelourinho de Vinhais (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Inserido na bacia do Rio Douro e banhado pelos Rios Tuela, Rabaçal, Mente e Baceiro, o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Vinhais distingue-se pelo acentuado recorte das suas paisagens, de uma beleza incomparável, acentuada pelos rigores extremos das estações de Inverno e de Verão.

A fertilidade dos seus solos e os diversos morros que o pontuam contribuíram, certamente, para a fixação, no seu termo, de diferentes comunidades humanas ao longo dos milénios, a julgar pela multiplicidade de vestígios arqueológicos encontrados e estudados até ao momento e que, no conjunto, evidenciam bem a sua situação estratégica e a variedade de recursos cinegéticos essenciais à sobrevivência. Com efeito, e a par de exemplares megalíticos e de Arte Rupestre, sobressai o número de povoados fortificados de altura (caso do 'Monte da Cidadela', sobranceiro à própria povoação de Vinhais), em zona dotada de boas condições naturais de defesa e de um excelente domínio sobre a paisagem envolvente, a par de arqueossítios datados do período romano [entre os quais troços da viaa militar que ligaria Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga), passando por Aquae Flaviae (Chaves)], altura em que se terá iniciado a exploração de recurso central da economia local, o vinho, do qual resultará, aliás, a designação de 'Vinhais', atendendo aos inúmeros e extensos vinhedos que predominam a sua paisagem desde tempos imorredouros.

A importância estratégica desta vasta área foi rapidamente reconhecida ao tempo do processo de formação e consolidação das fronteiras do jovem reinado português, nomeadamente por mão de D. Sancho II (1209-1248), a quem se deverá a elevação do povoado a 'Vila', seguramente para garantir a sua defesa através da concentração de um maior número de habitantes. Uma iniciativa reiterada com a obtenção de foral, dessa feita por ordem de D. Afonso III (1210-1279), em 1253, assim como por D. Manuel I (1469-1521), que lhe doou novo documento, decorria o ano de 1512, depois de um período assaz conturbado, quando a população recusou (ainda que temporariamente) reconhecer a legitimidade de D. João I (1357-1433) ao trono nacional.

É justamente ao período manuelino que remonta a edificação do pelourinho que, até à sua destruição em finais do século XIX, se erguia nas proximidades da 'Casa da Câmara' e da cadeia (estruturas que simbolizavam, por excelência, a autonomia administrativa e judicial da qual desfrutava o burgo), resultando, assim, o exemplar que hoje observamos de um restauro com reutilização do remate, de indiscutível interesse plástico e iconográfico.

Construído numa das matérias-primas mais abundantes na região - o granito -, é sobre soco hexagonal de cinco degraus que repousa a base prismática da qual arranca o fuste liso da coluna, de igual configuração, despojado, porém, de capitel. No topo sobressai, no entanto, o volumoso bloco profusamente lavrado com motivos manuelinos - escudo nacional, duas mãos, dois pés e duas maças -, envolvido por "corrente" (também ela inscrita na gramática decorativa manuelina) e coroado por quatro braços culminados em cabeça de serpente com argola na boca e ladeada de florões, suportando base tronco-cónica ostentando esfera armilar pétrea que, na origem, terminaria na característica cruz de Cristo. É, pelo menos, o que sugere a aguarela, datada de 1937, do conhecido ilustrador Alberto de Sousa (1880-1961), um dos artistas plásticos portugueses que mais se empenhou na fixação de inúmeros monumentos existentes no país.

[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181501
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Bragança / Vinhais / Vinhais
Praça do Arrabalde
Vinhais -
Polícia:
LATITUDE
41.834923
LONGITUDE
-6.999802
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1209
1209-1248), a quem se deverá a elevação do povoado a 'Vila', seguramente para garantir a sua defesa através da concen...
1210
1210-1279), em 1253, assim como por D.
1248
1248), a quem se deverá a elevação do povoado a 'Vila', seguramente para garantir a sua defesa através da concentraçã...
1253
1253, assim como por D.
1279
1279), em 1253, assim como por D.
1357
1357-1433) ao trono nacional.
1433
1433) ao trono nacional.
1469
1469-1521), que lhe doou novo documento, decorria o ano de 1512, depois de um período assaz conturbado, quando a popu...
1512
1512, depois de um período assaz conturbado, quando a população recusou (ainda que temporariamente) reconhecer a legi...
1521
1521), que lhe doou novo documento, decorria o ano de 1512, depois de um período assaz conturbado, quando a população...
1880
1880-1961), um dos artistas plásticos portugueses que mais se empenhou na fixação de inúmeros monumentos existentes n...
1933
1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA Inserido na bacia do Rio Douro e banhado pelos Rios Tuela, Raba...
1937
1937, do conhecido ilustrador Alberto de Sousa (1880-1961), um dos artistas plásticos portugueses que mais se empenho...
1961
1961), um dos artistas plásticos portugueses que mais se empenhou na fixação de inúmeros monumentos existentes no paí...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança: arqueologia, etnografia e arte ALVES, Francisco Manuel Edição 1934 Porto
"Vinhais", Tesouros Artísticos de Portugal ALMEIDA, José António Ferreira de Edição 1976 Lisboa
Povoamento Romano de Trás-os-Montes Oriental, 6 vols., Dissertação de Doutoramento apresentada à Universidade do Minho LEMOS, Francisco Sande Edição 1993 Braga
O Leste do Território Bracarense NETO, Joaquim Maria Edição 1975 Torres Vedras
"Notas históricas da vila e concelho de Vinhais", Ronda Bragançana, pp.11-24 COSTA, David Edição 1939 Bragança
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa
A vila de Vinhais Elmano Edição 1934 Porto
Vinhais : terra e gentes SILVA, Eugénio (Coord.) Edição 1993 Vinhais
Pelourinhos do distrito de Bragança FERREIRA, Luís, CANOTILHO, Luís Edição 2005 Bragança

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Igreja de São Facundo
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Edifício dos antigos condes de Vinhais, pertencente à família Costa e Pessoa, denominado «Casas Novas»
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