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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Torre de São Patrício, Casa Verdades de Faria

Arquitectura Civil / Torre

Designação
Designação Atual
Torre de São Patrício, Casa Verdades de Faria
Outras Designações
Museu da Música Portuguesa / Torre de São Patrício / Casa Verdades de Faria (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Torre
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O edifício civil conhecido como Torre de São Patrício (actual Casa-Museu Verdades de Faria) é uma das mais eclécticas construções do actual concelho de Cascais e uma das obras que melhor contribuiu para a tendência romântica e plena de novo-riquismo em que a antiga vila viveu durante os anos finais do século XIX e primeiras décadas do seguinte. Ele resulta de uma encomenda do empresário e herdeiro do trono irlandês Jorge O'Neill ao arquitecto Raul Lino, efectuada em 1918. Aprovado o projecto, deu-se imediato arranque às obras, que estavam praticamente concluídas em 1920, o que demonstra a rapidez e os grandiosos meios postos à disposição da empreitada.
O edifício compõe-se por três corpos essenciais: a torre neo-medieval; a casa apalaçada e o claustro traseiro. A primeira é o elemento que mais se destaca, não apenas pelo diferente aparelho construtivo (em cantaria de talhe perfeito), como pelos seus quatro pisos. O portal principal, aberto axialmente no andar térreo, apresenta uma curiosa solução neo-manuelina, uma vez que é antecido por pequeno alpendre suportado por duas colunas torsas e é, ele próprio, sustentado por colunas decoradas com romãs e elementos vegetalistas. Os três pisos superiores são heterogeneamente iluminados por janelas de arco a pleno centro, sendo de destacar a solução do último andar, com tripla janela disposta harmonicamente no alçado, denotando uma deliberada simetria. O remate desta estrutura é feito por um derradeiro pano de muro, ameado, com gárgulas de canhão a eixo e guaritas circulares nos ângulos, suportadas por triplo modilhão escalonado.
A casa apalaçada adossa-se à torre e possui três pisos. A fachada principal conjuga diversas tendências neo-medievais, sendo de salientar a tripla arcada neo-mudéjar do andar nobre, com arcos em ferradura, a que se acede através de duplo lanço de escadas a partir do solo. Esta arcada insere-se no corpo médio da casa, que é sintomaticamente avançado em relação aos dois restantes que o ladeiam, demonstrando, também aqui, uma grande preocupação pela simetria e racionalidade do conjunto. O terceiro piso possui também varanda axial avançada, disposta de forma tripla mas com recurso a colunas lisas, contrastando, desta forma, com a exuberante arcaria do piso médio. Nos corpos laterais, o piso nobre é igualmente sobrevalorizado, ostentando uma dupla janela de arcos em ferradura, ao contrário da simplicidade do arco abatido do piso térreo e das duas janelas quadrangulares do superior.
Finalmente, o claustro é de dois pisos e marcado a toda a volta por alto muro ameado. Ao centro, existe uma fonte e as alas abrem-se para a quadra central atavés de arcarias de volta perfeita, estando as paredes cobertas por painéis de azulejos setecentistas. Do conjunto monumental faz ainda parte a capela, de planta quadrangular coberta com abóbada neo-gótica, com altar contendo a imagem em tamanho natural de São Patrício, santo protector da Irlanda. No interior, destacam-se algumas salas, revestidas por azulejos e com tectos pintados em grotescos e outras figurações características do vocabulário artístico ecléctico.
Em 1950, a propriedade foi adquirida por Enrique Belard, que aqui estabeleceu residência. Em 1974, por legado testamentário, o palacete passou para a posse da autarquia, com a condição desta instituir o Museu Verdades de Faria, designação em homenagem à mulher de Belard, Gertrudes Verdades de Faria. Apesar desta determinação do antigo proprietário, o espaço só foi transformado em Museu em 1988, quando a autarquia aqui depositou o espólio de Michel Giacometti. Transformado em Museu da Música Regional Portuguesa, a colecção foi recentemente enriquecida com o espólio de Fernando Lopes Graça e, na última década, constituiu-se como instituição de referência no plano da salvaguarda da memória musical nacional.
PAF
Diploma de Classificação
Portaria n.º 451/2012, DR, 2.ª série, n.º 181, de 18-09-2012 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 9223/2011, DR, 2.ª Série, n.º 127, de 5-07-2011 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Novo parecer de 13-10-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Parecer favorável de 15-07-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 5-02-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como IIP
Edital 510/06 de 12-07-2006 da CM de Cascais
Em 29-10-2004 foi dado conhecimento do despacho à CM de Cascais
Despacho de abertura de 25-10-2004 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de 12-07-2004 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução do procedimento de classificação
Em 24-07-2003 a CM de Cascais enviou documentação para a instrução do processo de classificação
Em 1-08-1995 foi solicitado à CM de Cascais o envio de documentação para a instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 12-03-1985 da CM de Cascais
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 451/2012, DR, 2.ª série, n.º 181, de 18-09-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 9223/2011, DR, 2.ª Série, n.º 127, de 5-07-2011 (ver Anúncio)
Novo parecer de 13-10-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Parecer favorável de 15-07-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 5-02-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Cascais / Cascais e Estoril
Avenida de Sabóia
Monte Estoril -
Polícia: 1146
LATITUDE
38.710134
LONGITUDE
-9.405198
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1918
1918.
1920
1920, o que demonstra a rapidez e os grandiosos meios postos à disposição da empreitada.O edifício compõe-se por três...
1950
1950, a propriedade foi adquirida por Enrique Belard, que aqui estabeleceu residência.
1974
1974, por legado testamentário, o palacete passou para a posse da autarquia, com a condição desta instituir o Museu V...
1985
1985 da CM de Cascais O edifício civil conhecido como Torre de São Patrício (actual Casa-Museu Verdades de Faria) é u...
1988
1988, quando a autarquia aqui depositou o espólio de Michel Giacometti.
1995
1995 foi solicitado à CM de Cascais o envio de documentação para a instrução do processo de classificação Proposta de...
2003
2003 a CM de Cascais enviou documentação para a instrução do processo de classificação Em 1-08-1995 foi solicitado à ...
2004
2004 foi dado conhecimento do despacho à CM de Cascais Despacho de abertura de 25-10-2004 da vice-presidente do IPPAR...
2006
2006 da CM de Cascais Em 29-10-2004 foi dado conhecimento do despacho à CM de Cascais Despacho de abertura de 25-10-2...
2009
2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Novo parecer de 13-10-2010 da SPAA do Conselho Nacional de ...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Anúncio n.º 9223/2011, DR, 2.ª Série, n.º 127, de 5-07-2011 ...
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 181, de 18-09-2012 (ver Portaria) Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n....
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
<i>A arquitectura de veraneio: os Estoris. 1880-1930</i>. BRIZ, Maria da Graça Gonzalez Edição 1989 Lisboa
<i>Estoril a visitar. Monte Estoril / Estoril</i> FERNANDES, Paulo Almeida Edição 2007 Cascais

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Edifício na Avenida das Acácias
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Casa Victor Schalk
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