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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Povoado castrejo de Álvora

Arqueologia / Povoado

Designação
Designação Atual
Povoado castrejo de Álvora
Outras Designações
Povoado castrejo de Alvora / Povoado castrejo de Álvora (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Povoado
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Os dados bibliográficos coligidos até ao momento permitem afirmar que a primeira indicação sobre a presença de um povoado fortificado no topo de um maciço granítico com quase trezentos metros de altura, sobranceiro ao vale de Vez, reporta-se aos primeiros anos da década de noventa do século XIX, numa altura em que a temática castreja ganhava grande popularidade entre os investigadores locais, inspirados que estariam nas primeiras explorações de carácter sistemático conduzidas pelo conhecido estudioso vimarenense, Francisco Martins de G. M. Sarmento (1833-1899), que tanto se embrenhou nas questões da celticidade e pré-celticidade dos seus testemunhos.

Com efeito, foi graças à iniciativa do "correspondente efectivo" da (então ainda) Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, Félix Alves Pereira (?-1915), que o "Povoado castrejo de Alvora" foi identificado e preservado mediante a sua classificação como "monumento nacional", integrando, desde logo, a primeira grande lista de classificações decretada em 1910 com base nos pareceres emitidos pelo Conselho Superior de Monumentos Nacionaes, o que revelava bem a importância da qual se iam revestindo os estudos arqueológicos entre nós, mesmo que tardiamente, quando os comparamos ao cenário europeu que predominava nas principais capitais europeias de então.

Inicialmente erguido no Bronze Final, a maior parte dos vestígios visíveis reporta-se ao segundo nível de ocupação do sítio, correspondente à Idade do Ferro, da qual data o complexo sistema defensivo que o dotava.

Aproveitando, como sucede noutros povoados congéneres do Noroeste peninsular, as condições naturais de defesa proporcionadas pelo próprio terreno em que se encontra implantado, estabeleceu-se uma malha defensável constituída, basicamente, por uma muralha intercalada por duas escarpas (algumas superfícies das quais exibindo "fossetes") e um socalco. E, tal como ocorre noutros arqueossítios da mesma tipologia, é no topo da zona delimitada pelo recinto muralhado que se reconheceu a presença de estruturas domésticas de planta predominantemente circular. Não obstante as múltiplas explorações clandestinas a que foi sujeito durante largo tempo o seu perímetro, certamente em busca de "tesouros" escondidos, ainda foi possível recolher algum material datável destes dois primeiros momentos, dos quais constam alguns líticos, artefactos metálicos e, sobretudo, abundantes fragmentos de cerâmica.

Também neste povoado se exumaram materiais que comprovam a ocorrência de uma terceira ocupação, já durante o período de ocupação romana do actual território português, ainda que a sua localização não fosse propriamente privilegiada em termos de domínio visual sobre a paisagem envolvente. Esta terceira conjuntura encontra-se bem documentada por fragmentos de cerâmica fina e de numerosos exemplares numismáticos, embora não sejam abundantes os vestígios de material de construção romano, bastante presentes noutros povoados de altura da região, como tegulae e imbrices, dada, possivelmente, as dimensões, algo limitadas, do povoado, quando equiparado a outros da mesma região.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Alvora e Loureda
- -
Alvora -
Polícia:
LATITUDE
41.938639
LONGITUDE
-8.450391
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1833
1833-1899), que tanto se embrenhou nas questões da celticidade e pré-celticidade dos seus testemunhos. C
1899
1899), que tanto se embrenhou nas questões da celticidade e pré-celticidade dos seus testemunhos. C
1910
1910 com base nos pareceres emitidos pelo Conselho Superior de Monumentos Nacionaes, o que revelava bem a importância...
1915
1915), que o "Povoado castrejo de Alvora" foi identificado e preservado mediante a sua classificação como "monumento ...
1990
1990 (ver Decreto) Os dados bibliográficos coligidos até ao momento permitem afirmar que a primeira indicação sobre a...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Rascunho de velharias de Entre Lima e Minho", O Arqueólogo Português PEREIRA, Félix Alves Edição 1924 Lisboa
"Uma fíbula do Castro de Álvora (Arcos de Valdevez)", Actas do 6º Colóquio Portuense de Arqueologia PONTE, Salete da Edição 1987 Porto
A Cultura Castreja no Noroeste de Portugal SILVA, Armando Coelho Ferreira da Edição 1986 Paços de Ferreira
"O molde de foice de talão do Castro de Álvora", Cadernos de Arqueologia BETTENCOURT, Ana Maria dos Santos Edição 1988 Braga
"Adenda à notícia explicativa da Carta Geológica de Portugal, folha 1-D (Arcos de Valdevez)", Terra de Val de Vez BAPTISTA, António Martinho Edição 1986 Arcos de Valdevez
"Justificação de um cadastro de monumentos arqueológicos para o estudo da Arqueologia do Alto Minho", Anuário do Distrito de Viana do Castelo VIANA, Abel Edição 1932 Viana do Castelo
"O castro de Alvora (subsídios para o seu estudo)", Cadernos Vianenses GOMES, Carlos de Aguiar Edição 1979 Viana do Castelo
"O castro de Álvora III - (subsídio para o seu estudo)", Terra de Val de Vez GOMES, Carlos de Aguiar Edição 1981 Arcos de Valdevez
"O castro de Álvora II (subsídios para o seu estudo)", Terra de Val de Vez GOMES, Carlos de Aguiar Edição 1980 Arcos de Valdevez
"Aspectos da Cultura Castreja no Alto Minho", Sep. Rev. Caminiana ALVES, Lourenço Edição 1980 Caminha

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