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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Torre de Aguiã

Arquitectura Militar / Torre

Designação
Designação Atual
Torre de Aguiã
Outras Designações
Torre, Casa e Quinta de Aguiã (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Torre
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A actual configuração da Quinta de Aguiã constitui um dos melhores exemplos de reutilização residencial ao longo dos séculos de uma primitiva estrutura baixo-medieval. Ao que tudo indica, a propriedade esteve sempre na posse de importantes famílias nobres da região, facto que contribuiu para a qualidade e requinte das múltiplas transformações operadas no espaço privado.
Na origem, a casa foi uma domus fortis, uma tipologia de casa tardo-medieval relativamente modesta, mas que teve amplo sucesso na nossa nobreza fundiária, pela imagem de solidez e de reduto defensivo-militar que as paredes de granito e o coroamento de ameias proporcionava. Subsistem ainda algumas dúvidas sobre a cronologia correcta a atribuir a esta edificação, longamente considerada do século XIV (AZEVEDO; 1969, p.107), mas que poderá já corresponder ao século seguinte ou, mesmo, às primeiras décadas do século XVI (ALMEIDA, 1987, p.134), altura em que se verificou uma reminiscência de antigos formulários medievais como forma de prestígio e de afirmação de algumas linhagens. Uma indicação neste sentido é dada pela própria denominação da propriedade - Aguiã -, ao que parece, resultado da posse pela família Aguiã, documentalmente relacionada com o local a partir de meados do século XV (DGEMN, on-line).
De planta quadrangular, só a parte superior é visível, elevando-se acima dos telhados do solar barroco. Não possui qualquer vão de iluminação (provável sinal da sua perda de função residencial aquando das grandes obras do século XVIII) e é rematada, a todo o redor do edifício, por uma linha de ameias piramidais, elemento de cariz militar por excelência, aqui integrado como marca de prestígio.
Na época barroca, a antiga residência foi grandemente alterada. Ainda que se desconheçam as datas exactas da obra, é provável que ela tenha sido patrocinada por Simão Rocha de Brito, então governador da praça de Valença. O solar que, nessa altura, se edificou constitui uma das mais cenográficas obras barrocas privadas da região. Tratou-se de uma encenação arquitectónica deliberadamente procurada, mas que aproveitou grandemente a implantação da propriedade. Com efeito, e contrariando a orientação da construção tardo-medieval, a fachada principal voltou-se a Sul, "que é a posição mais altaneira e a que domina o vale do Vez" (ALMEIDA, 1987, p.134). Paralelamente, organizou-se a frontaria segundo um esquema simétrico de grande impacto, com corpo central de dois pisos (o térreo com arcada tripla e o segundo com uma longa loggia alpendrada de sete arcos de volta perfeita), ladeado por duas amplas escadarias, dispostas perpendicularmente em relação ao alçado. Por trás, emergindo do centro do solar, eleva-se a torre, irrompendo como "majestosa e arrogante chaminé" (AZEVEDO, 1969, p.107), tutelar sobre o moderno edifício e testemunho da maior antiguidade da propriedade.
No seu conjunto, o solar é de planta em L e articula vários corpos de diferentes volumetrias, formando uma composição tripartida. Nas traseiras, essa irregularidade é manifesta, articulando vários vãos de acesso ao interior no piso térreo com uma pequena loggia tripartida no andar nobre. Na extremidade ocidental do corpo principal, existe um segundo volume, de dois pisos, com alçado organizado de forma simétrica e que integra, ao centro, um brasão da família encomendadora. A quinta integra ainda uma capela de nave única, com porta de arco recto moldurado sobrepujado por amplo janelão rectangular de perfil já rococó, e um portão armoriado.
Implantado em meio rural num monte dominante na paisagem, a Casa de Aguiã é um dos mais impressionantes solares privados barrocos do Alto Minho, simultaneamente pelo singular reaproveitamento de uma antiga torre tardo-medieval e pelo requinte da obra barroca, que adquire, neste contexto, um carácter teatral inequívoco.
PAF
Diploma de Classificação
Procedimento (de ampliação) caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de 8-02-1999 do vice-presidente do IPPAR a determinar a abertura do processo de ampliação da classificação (Torre, Casa e Quinta de Aguiã
Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Aguiã
Lugar da Cardida
Aguiã -
Polícia:
LATITUDE
41.882881
LONGITUDE
-8.445585
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1969
1969, p.107), mas que poderá já corresponder ao século seguinte ou, mesmo, às primeiras décadas do século XVI (ALMEID...
1978
1978 (ver Decreto) A actual configuração da Quinta de Aguiã constitui um dos melhores exemplos de reutilização reside...
1987
1987, p.134), altura em que se verificou uma reminiscência de antigos formulários medievais como forma de prestígio e...
1999
1999 do vice-presidente do IPPAR a determinar a abertura do processo de ampliação da classificação (Torre, Casa e Qui...
2009
2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho) Despacho de 8-02-1999 do vice-presidente do IPPAR a determ...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º ...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Torres solarengas do Alto Minho GUERRA, Luís Figueiredo da Edição 1925
Alto Minho ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1987 Lisboa
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
Casas Nobres de Portugal BINNEY, Marcus Edição 1987 Lisboa
Cozinhas. Espaço e Arquitectura PEREIRA, Ana Marques Edição 2006 Lisboa

Galeria de Imagens

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