A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja Matriz do Montijo, também denominada «Igreja do Espírito Santo»

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja Matriz do Montijo, também denominada «Igreja do Espírito Santo»
Outras Designações
Igreja Paroquial do Montijo / Igreja do Divino Espírito Santo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
No século XIV a vila de Aldeia Galega tinha como matriz a ermida de São Sebastião. No entanto, e tendo em conta o crescimento populacional que então se fazia sentir, os habitantes da vila edificaram, a expensas próprias, uma nova igreja matriz dedicada ao Espírito Santo, que era também orago da freguesia (ALEIXO, 1997, p. 33). Este desenvolvimento populacional voltou a ser motivo de intervenções na igreja no início do século XVII. Em 1604 o Concelho de Aldeia Galega decidiu fazer obras de ampliação construindo a outra torre, a do relógio, e abrindo as duas portas laterais, conforme atesta a lápide que se encontra na fachada (RAMA, 1906, p. 13). A esta campanha pertence também a construção das naves laterais, das colunas e do guarda vento. Aliás, o registo em azulejos que se encontra na abóbada do guarda-vento tem inscrita a data de 1645.
Entre o final do século XVII e o início do século XVIII, a igreja do Espírito Santo viria a conhecer nova intervenção, desta vez eminentemente decorativa. Como tal, perderam-se algumas das soluções anteriores - azulejos enxaquetados -, apesar de outras se terem mantido, caso da abóbada de alvenaria da capela-mor, com chaves de pedraria de características manuelinas.
Assim, o templo actual apresenta planta longitudinal, com nave rectangular, e quatro capelas laterais, a que se justapõe a capela-mor quadrangular. Esta planimetria insere-se numa tipologia chã, muito semelhante a grande parte das igrejas paroquiais do início do século XVII. Denota, contudo, alguma erudição na sua "(...) vasta estrutura de três naves com quatro tramos de arcaria clássica de capitéis toscanos, a qual se integra ainda na tradição militarista sebástica das construções de um António Rodrigues, por exemplo" (SERRÃO, 2002, p. 216).
No seu interior destacam-se os diferentes conjuntos de azulejos azuis e brancos, ilustrativos de um programa cujas intenções iconográficas se encontram bem definidas no espaço do templo. Os painéis figurativos do revestimento do guarda-vento são alusivos a cenas da vida da Virgem. Os da nave, contêm representações da vida da Virgem, onde intervém o Espírito Santo, orago da igreja. A capela-mor apresenta figurações do Castigo dos Blasfemos e a Apanha do Maná, bem como uma cartela onde se pode ler o ano de 1708, que permite datar estes azulejos, atribuídos a António Pereira (os rodapés inscrevem-se na obra do Mestre P.M.P.). Nos espaços menos significativos, como a sacristia ou o coro, surgem motivos vegetalistas e esquemas enxaquetados, respectivamente. Destaque ainda para a capela de Nossa Senhora da Purificação com dois pequenos painéis Fuga para o Egipto e a Sagrada Família à Pesca, atribuídos a Manuel dos Santos.
Muito embora as estruturas das capelas da nave tenham sido progressivamente edificadas desde o século XV, os altares de talha barroca terão sido integrados no decorrer desta última campanha decorativa. O altar de São Pedro, um dos mais antigos (São Pedro é o padroeiro dos Pescadores, actividade de grande número de habitantes desta cidade) apresenta retábulo de Estilo Nacional, semelhante ao de Capela de Nossa Senhora da Piedade que lhe serviu de modelo (LUCAS, 1999, p. 7). Foi executado por António Martins Calheiros, mestre entalhador de Lisboa, segundo a escritura de obrigação realizada em Aldea Gallega, no escritório do tabelião António Mendes Pinheiro, no dia 24 de Fevereiro de 1701 (LUCAS, p. 10).
O retábulo principal, também em Estilo Nacional, apresenta trono de cinco andares, onde se exibe a imagem de Cristo. A tela dedicada ao Pentecostes, pintada no início de Seiscentos e atribuída à oficina de Diogo Teixeira ocupa, por vezes, a tribuna do retábulo, que se destinava à exposição do Santíssimo Sacramento.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Edital de 15-11-1988 da CM de Montijo
Despacho de homologação de 3-11-1987 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 22-10-1987 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 7-11-1986 da CM de Montijo
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12736827
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Setúbal / Montijo / Montijo e Afonsoeiro
Praça da República
Montijo -
Polícia:
LATITUDE
38.70615
LONGITUDE
-8.974261
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1604
1604 o Concelho de Aldeia Galega decidiu fazer obras de ampliação construindo a outra torre, a do relógio, e abrindo ...
1645
1645.
1701
1701 (LUCAS, p.
1708
1708, que permite datar estes azulejos, atribuídos a António Pereira (os rodapés inscrevem-se na obra do Mestre P.M.P...
1906
1906, p.
1986
1986 da CM de Montijo No século XIV a vila de Aldeia Galega tinha como matriz a ermida de São Sebastião. No
1987
1987 da Secretária de Estado da Cultura Parecer de 22-10-1987 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação...
1988
1988 da CM de Montijo Despacho de homologação de 3-11-1987 da Secretária de Estado da Cultura Parecer de 22-10-1987 d...
1993
1993 (ver Decreto) Edital de 15-11-1988 da CM de Montijo Despacho de homologação de 3-11-1987 da Secretária de Estado...
1997
1997, p.
1999
1999, p.
2002
2002, p.
21
IMAGENS
12
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Tomás Luís e o antigo retábulo da igreja da Misericórdia de Aldeia Galega do Ribatejo", Artis SERRÃO, Vítor Edição 2002 Lisboa
Igrejas e Capelas da Costa Azul DUARTE, Ana Luisa Edição 1993 Setúbal
"O pintor de azulejos Manuel dos Santos - definição e análise da obra", Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, n.º 86, tomo I, pp. 75-160 MECO, José Edição 1980 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
Corografia Portuguesa e descripçam topographica do famoso Reyno de Portugal COSTA, Pe. António Carvalho da Edição 1712 Lisboa
"Os sinos do Montijo", A Província LANDEIRO, José Manuel Edição 1955
Coisas da Nossa Terra - breves notícias da Villa de Aldeia Gallega do Riba-Tejo RAMA, José de Sousa Edição 1906
Descripção da Igreja do Espírito Santo parochial da Villa de Aldeia Galega do Riba-Tejo VALDEZ, José Joaquim de Ascensão Edição 1909
Edifícios e monumentos notáveis do concelho do Montijo GRAÇA, Luís Edição 1989 Montijo
Subsídios para a História do Concelho do Montijo - cronologia geral LUCAS, Isabel Edição 1992 Montijo
O Retábulo de S. Pedro na Igreja Matriz do Montijo - breve notícia LUCAS, Francisco José Oleiro Edição 1999 Montijo
"Igreja Matriz", Nova Gazeta LUCAS, Artur Edição 1999

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Edifício do Museu Municipal do Montijo (antiga Casa Mora)
Edifício do Museu Municipal do Montijo (antiga Casa Mora)

Montijo

Ver Ficha
Edifício da Assembleia Municipal e Galeria Municipal
Edifício da Assembleia Municipal e Galeria Municipal

Montijo

Ver Ficha
Igreja da Misericórdia do Montijo
Igreja da Misericórdia do Montijo

Montijo

Ver Ficha
Cine-Teatro Joaquim de Almeida
Cine-Teatro Joaquim de Almeida

Montijo

Ver Ficha