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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Cine-Teatro Joaquim de Almeida

Arquitectura Civil / Cine-Teatro

Designação
Designação Atual
Cine-Teatro Joaquim de Almeida
Outras Designações
Cine-Teatro Joaquim de Almeida (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Cine-Teatro
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Tal como o Mercado Municipal, também o Cine-Teatro de Montijo veio ajudar a definir toda uma zona, na área mais antiga da vila, ocupando o espaço onde anteriormente se encontrava a Praça de Touros, junto ao antigo convento de Nossa Senhora da Graça, dos frades agostinhos. A sua imponência volumétrica impõe-se e destaca-se fortemente num contexto urbano que se pauta por habitações de cariz popular, de reduzidas dimensões.
Inaugurado em 1957 (na década que se seguiu ao importante Congresso Nacional de Arquitectura - 1948), este equipamento denuncia os cânones da arquitectura oficial do Estado Novo, onde se percebem bastantes traços de abertura e inovação, característicos dos denominados Verdes Anos da arquitectura portuguesa (TOSTÕES, 1997). Na realidade, este género de edifícios gozou de maior liberdade, apresentando por isso, uma linguagem mais funcional e moderna.
O seu projecto, concebido pelo arquitecto Sérgio Gomes, deve-se à iniciativa de quatro empresários de Montijo (Isidoro Sampaio de Oliveira, José Salgado de Oliveira, Luís da Silva Salgado de Oliveira e Gabriel da Fonseca Mimoso (pai)), o que revela a importância cultural das indústrias locais que, nesta época, conheceram franco desenvolvimento. O Cine-Teatro, Joaquim de Almeida em homenagem ao actor que nasceu nesta vila, dispunha de boa tecnologia, e o espaço interno dividia-se entre a plateia e três balcões, todos de boa visibilidade e acústica.
No exterior, é uma massa de grande volume que se destaca, aligeirada pela articulação dos diferentes panos da fachada e das grelhas de composição diferenciada. De alguma forma, podemos encontrar aqui alguns ecos do Cinema São Jorge em Lisboa, desenhado dez anos antes por Fernando Silva, e que se tornou numa obra de referência, determinante para a definição deste género de equipamentos, e para a divulgação de uma nova imagem (TOSTÕES, 1997, p. 108).
As esculturas junto à entrada, representam cinco figuras femininas, cada uma com seu atributo (máscara, lira, pergaminho, estrela), que simbolizam a arte ou, mais precisamente, a arte do teatro. Foram executadas por José Farinha e Martins Correia, constituindo um óptimo exemplo da ligação, então muito comum, entre arquitectura e artes plásticas.
O Cine-Teatro foi encerrado em 1991, assim permanecendo durante um longo período. Somente em 1998 o imóvel foi adquirido pela Câmara, que o restaurou nos anos seguintes (TORRES, AZEVEDO, LEAL, 2003, p. 128).
Rosário Carvalho
Diploma de Classificação
Edital n.º 85/2009 de 25-06-2009 da CM do Montijo, publicado no Jornal de Alcochete de 1-07-2009
Despacho da presidente da CM de Montijo a determinar a classificação como de IM
Edital N.º 134/2008 de 5-09-2008 da CM de Montijo
Despacho da presidente da CM de Montijo a determinar a abertura do procedimento de classificação como de IM
Despacho de revogação de 12-12-2006 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de 11-12-2006 da DR de Lisboa do IPPAR para revogação do despacho de abertura, por o imóvel não ter valor nacional
Edital N.º 24/96 de 3-04-1996 da CM de Montijo
Despacho de abertura de 8-03-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 1-03-1996 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 10-11-1995 da CM de Montijo
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IM - Interesse Municipal

ZEP n/a
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Setúbal / Montijo / Montijo e Afonsoeiro
Rua Joaquim de Almeida
Montijo -
Polícia:
Rua Luís Calado Nunes
Montijo -
Polícia:
Rua Cândido dos Reis
Montijo -
Polícia:
LATITUDE
38.705952
LONGITUDE
-8.970471
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1948
1948), este equipamento denuncia os cânones da arquitectura oficial do Estado Novo, onde se percebem bastantes traços...
1957
1957 (na década que se seguiu ao importante Congresso Nacional de Arquitectura - 1948), este equipamento denuncia os ...
1991
1991, assim permanecendo durante um longo período.
1995
1995 da CM de Montijo Tal como o Mercado Municipal, também o Cine-Teatro de Montijo veio ajudar a definir toda uma zo...
1996
1996 da CM de Montijo Despacho de abertura de 8-03-1996 do vice-presidente do IPPAR Proposta de 1-03-1996 da DR de Li...
1997
1997).
1998
1998 o imóvel foi adquirido pela Câmara, que o restaurou nos anos seguintes (TORRES, AZEVEDO, LEAL, 2003, p. 1
2003
2003, p.
2006
2006 da vice-presidente do IPPAR Proposta de 11-12-2006 da DR de Lisboa do IPPAR para revogação do despacho de abertu...
2008
2008 de 5-09-2008 da CM de Montijo Despacho da presidente da CM de Montijo a determinar a abertura do procedimento de...
2009
2009 de 25-06-2009 da CM do Montijo, publicado no Jornal de Alcochete de 1-07-2009 Despacho da presidente da CM de Mo...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"O Cinema Joaquim de Almeida está condenado á morte?", Nova Gazeta ALEIXO, Rui Edição 1996 MOntijo
"O Cinema-Teatro Joaquim de Almeida e outros assuntos de interesse cultural", Nova Gazeta ALEIXO, Rui Edição 1998 Montijo
Edifícios e monumentos notáveis do concelho do Montijo GRAÇA, Luís Edição 1989 Montijo
Subsídios para a História do Concelho do Montijo - cronologia geral LUCAS, Isabel Edição 1992 Montijo
Montijo Aldeia Galega - Cem anos de História Municipal AZEVEDO, Rosa Bela, LEAL, Armando Edição 2003 Lisboa
"O Cine-Teatro Joaquim de Almeida", Nova Gazeta Edição 1996 Montijo

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