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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Edifício da Travessa da Fábrica das Sedas

Arquitectura Civil / Edifício

Designação
Designação Atual
Edifício da Travessa da Fábrica das Sedas
Outras Designações
Fábrica dos Pentes / Edifício na Travessa da Fábrica das Sedas, n.º 37 a 49 (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Edifício
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A Fábrica de Sedas do Rato foi fundada por alvará régio em 1734, na zona que na época era designada Cotovia, no alto de uma das colinas de Lisboa. O edifício, concluído em 1741, é considerado a primeira obra de Carlos Mardel em Portugal (ROSSA, Walter, 1998), e embora não tenha sofrido grandes danos com o terramoto de 1755, foi integrado nos planos de renovação urbanística da cidade de Lisboa.
Assim, em consequência de uma política governativa de incremento industrial, e não tanto em correlação com os estragos provocados pelo terramoto, a zona que a partir de então viria a ser designada como Rato foi reorganizada. Carlos Mardel e Eugénio dos Santos desenharam uma nova área urbanística, o Bairro das Águas Livres que, tendo como pólo centralizador a fábrica de fiação, então já designada Real Fábrica das Sedas, formava uma espécie de bairro operário.
Partindo do edifício fabril, no topo, os arquitectos planearam a abertura de uma praça, a partir da qual foram rasgadas diversas ruas, nas quais se edificaram prédios de estrutura pombalina, semelhantes aos que se edificavam na Baixa, e que serviriam de residência dos fabricantes que trabalhavam na fiação de sedas. Uma vez que estes trabalhadores eram considerados, pelo regimento pombalino de 1757, pequenos empresários que dependiam directamente da fábrica, os privilégios de que usufruíam garantiam-lhes casa, oficina e equipamentos próprios no novo bairro, junto à unidade fabril.
Deste conjunto faziam ainda parte um jardim, onde foram plantadas várias amoreiras para abastecer a fiação de seda, uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora de Monserrate, e o Chafariz do Rato, edificado num dos ângulos da praça fronteira à fábrica.
O edifício que se situa na Travessa da Fábrica dos Pentes é um dos poucos que subsiste deste conjunto, juntamente com o que se situa na Praça das Amoreiras, onde está sediada a Fundação Arpad Szenes/Vieira da Silva. De planta rectangular, divide-se em dois pisos, apresentando uma estrutura de linhas simples, sem qualquer programa decorativo, marcada pela disposição rítmica regular de portas e janelas.
Catarina Oliveira
IGESPAR,I.P./ Outubro de 2008
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Edital N.º 93/82 de 22-07-1982 da CM de Lisboa
Despacho de concordância de 11-02-1982 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 27-11-1981 do órgão consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 21-10-1981 do IPPC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 1099/95, DR, I Série-B, n.º 207, de 7-09-1995 (sem restrições) (ZEP da Mãe-d'Água e Aqueduto das Águas Livres (troço das Amoreiras), da Fábrica das Sedas e do edifício da Travessa da Fábrica das Sedas, 34-79) (ver Portaria)
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / Santo António
Travessa da Fábrica das Sedas
Lisboa -
Polícia: 37-49
Travessa da Fábrica dos Pentes
Lisboa -
Polícia:
Travessa da Légua da Póvoa
Lisboa -
Polícia:
LATITUDE
38.722815
LONGITUDE
-9.155922
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1734
1734, na zona que na época era designada Cotovia, no alto de uma das colinas de Lisboa.
1741
1741, é considerado a primeira obra de Carlos Mardel em Portugal (ROSSA, Walter, 1998), e embora não tenha sofrido gr...
1755
1755, foi integrado nos planos de renovação urbanística da cidade de Lisboa. As
1757
1757, pequenos empresários que dependiam directamente da fábrica, os privilégios de que usufruíam garantiam-lhes casa...
1981
1981 do órgão consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP Proposta de classificação de 21-10-1981 do IPPC A ...
1982
1982 da CM de Lisboa Despacho de concordância de 11-02-1982 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 27-11-1981 ...
1993
1993 (ver Decreto) Edital N.º 93/82 de 22-07-1982 da CM de Lisboa Despacho de concordância de 11-02-1982 do Secretári...
1998
1998), e embora não tenha sofrido grandes danos com o terramoto de 1755, foi integrado nos planos de renovação urbaní...
2008
2008
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Além da Baixa. Indícios de Planeamento Urbano na Lisboa Setecentista ROSSA, Walter Edição 1998 Lisboa
Monte Olivete, minha aldeia FRANÇA, José-Augusto Edição 2001 Lisboa

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