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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Edifício da antiga Fábrica dos Tecidos de Seda

Património Industrial /

Designação
Designação Atual
Edifício da antiga Fábrica dos Tecidos de Seda
Outras Designações
Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva / Fábrica dos Tecidos de Seda / Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Embora a lavra de seda se fizessem no país desde o reinado de D. Sancho II, a primeira fábrica de sedas nacional estabeleceu-se no país em 1677, numa época em que a Coroa determinou uma política de apoio às manufacturas, implementada pelo Conde da Ericeira.
Em 1734, D. João V concedeu um alvará a Rober Godin que lhe permitia estabelecer uma nova fábrica de produção de seda. Sediado provisoriamente na Fonte Santa, o complexo fabril foi edificado em definitivo no subúrbio do Rato, estando concluído em 1741.
Depois do terramoto de 1755, verificou-se que a freguesia de Santa Isabel, onde se integrava a zona do Rato, pouco sofreu com o abalo sísmico e consequente incêndio, o que "veio catalisar o crescimento da cidade sobre o eixo onde fora implantado o núcleo joanino da Fábrica das Sedas" (ROSSA, 1998, p. 117).
Foi desta forma que surgiu o projecto do Bairro das Águas Livres, até então a "única criação urbanística de grande escala em campo aberto desde a realização quinhentista do Bairro Alto e a primeira de iniciativa estatal" (idem, ibidem, p. 118).
Aproveitando a implantação da mãe-de-água do grande aqueduto que abastecia Lisboa, sobranceira ao Rato, foi edificado o novo bairro, uma malha quadrada com quatro quarteirões de blocos de casas, disposta em torno de uma praça, denominada Praça das Amoreiras, segundo o plano desenhado em 1759 pelo arquitecto Carlos Mardel, cuja traça valoriza "o conjunto final e monumental do Aqueduto", também da sua autoria (idem, ibidem, p. 121).
A edificação deste bairro esteve directamente ligada à restruturação da Fábrica das Sedas joanina, tornada propriedade da Coroa pelo Marquês de Pombal. Os edifícios foram propositadamente construídos para albergar o Real Colégio das Manufacturas, que na realidade era constituído por pequenas unidades industriais. Ou seja, cada uma das casas do bairro acomodava um artesão, providenciando-lhe espaço para habitar e para instalar uma oficina, com aprendizes.
Da edificação original subsistem três quarteirões, que mantêm a estrutura pombalina dos edifícios, blocos de planta rectangular divididos em dois andares, com tectos baixos em madeira. Numa destas habitações, situada num dos extremos da Praça das Amoreiras, foi instalada a Fábrica de Tecidos de Seda. A fachada, ritmada pela disposição de janelas a espaços regulares em ambos os registos, ostentou até à década de 90 do século XX um grande letreiro indicativo do nome da unidade fabril.
Criada em 1990, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva adquiriu o edifício da fábrica, procedendo a obras de recuperação. Em 1994 foi inaugurado neste espaço o Museu, que alberga, a título permanente, um importante e emblemático espólio da colecção dos dois artistas, bem como diversas exposições temporárias de pintura do século XX, e ainda um Centro de Documentação e Investigação.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR, I.P./ 11 de Outubro de 2007
Diploma de Classificação
Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)
Edital N.º 94/82 de 22-07-1982 da CM de Lisboa
Despacho de concordância de 1-12-1981 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 27-11-1981 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 4-11-1981 do IPPC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 1099/95, DR, I Série-B, n.º 207, de 7-09-1995 (sem restrições) (ZEP da Mãe-d'Água e Aqueduto das Águas Livres (troço das Amoreiras), da Fábrica das Sedas e do edifício da Travessa da Fábrica das Sedas, 34-79) (ver Portaria)
Afectação 181505
Localização
Lisboa / Lisboa / Santo António
Praça das Amoreiras
Lisboa -
Polícia: 50-52
Travessa da Fábrica dos Pentes
Lisboa -
Polícia:
LATITUDE
38.722283
LONGITUDE
-9.155857
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1677
1677, numa época em que a Coroa determinou uma política de apoio às manufacturas, implementada pelo Conde da Ericeira...
1734
1734, D.
1741
1741.
1755
1755, verificou-se que a freguesia de Santa Isabel, onde se integrava a zona do Rato, pouco sofreu com o abalo sísmic...
1759
1759 pelo arquitecto Carlos Mardel, cuja traça valoriza "o conjunto final e monumental do Aqueduto", também da sua au...
1981
1981 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 27-11-1981 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação ...
1982
1982 da CM de Lisboa Despacho de concordância de 1-12-1981 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 27-11-1981 d...
1984
1984 (ver Decreto) Edital N.º 94/82 de 22-07-1982 da CM de Lisboa Despacho de concordância de 1-12-1981 do Secretário...
1990
1990, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva adquiriu o edifício da fábrica, procedendo a obras de recuperação. Em 19
1994
1994 foi inaugurado neste espaço o Museu, que alberga, a título permanente, um importante e emblemático espólio da co...
1998
1998, p.
2007
2007
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Além da Baixa. Indícios de Planeamento Urbano na Lisboa Setecentista ROSSA, Walter Edição 1998 Lisboa
Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa, vol. V (2º tomo) ALMEIDA, D. Fernando de Edição 1975 Lisboa

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