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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja da Aldeia das Veigas, incluindo todo o seu recheio, nomeadamente pinturas murais e retábulos

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja da Aldeia das Veigas, incluindo todo o seu recheio, nomeadamente pinturas murais e retábulos
Outras Designações
Igreja de São Vicente da Aldeia de Veigas / Igreja Paroquial de Aldeia de Veigas / Igreja de São Vicente (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Em pleno centro da pequena aldeia das Veigas, a meia colina e com forte inclinação E.-O., a igreja de São Vicente é um dos templos que melhor caracteriza a actividade construtiva religiosa transmontana dos séculos XII a XIV. O seu plano modesto, composto por nave rectangular de escassas dimensões e capela-mor igualmente rectangular mas planimetricamente mais reduzida (neste caso elevada em relação à nave pelas condicionantes do terreno), e a austeridade decorativa de portais, arcos e janelas, são características que conferem a este templo o estatuto de monumento a incluir no tardo-românico periférico e rural, uma corrente artística que marcou extraordinariamente as regiões mais pobres e longínquas de Portugal e que retardou a introdução da arte gótica, em certos casos, até ao dealbar da época moderna.
Outros elementos da construção reforçam esta catalogação estilístico-cronológica. É o caso da pouca altura das partes constituintes do imóvel (que resultam numa deliberada anti-monumentalidade), do campanário sobre o portal principal (uma solução atípica mas que se repete constantemente neste tipo de igreja tardo-românica e, em particular, no território transmontano), e da singeleza dos arcos, de volta perfeita, em granito, e com capitéis e bases de decoração sumária.
Esta caracterização estilística está longe de permitir avançar uma data concreta para a edificação do templo. Se, em outras vertentes do Românico nacional, é possível encontrar balizas cronológicas relativamente definidas, no caso do tardo-românico rural e periférico (Românico "de resistência", como se lhe referiu Manuel Luís Real) essa possibilidade é remota, pela longa duração deste tipo de soluções. A Aldeia das Veigas aparece referida, pela primeira vez, nas Inquirições de D. Afonso III, em 1258. Meio século depois, é já paróquia. Será natural que a construção da igreja tenha acontecido neste período, embora exista a possibilidade de ela corresponder, mesmo, à viragem para o século XIV.
Ao longo da sua história, o templo não foi substancialmente transformado, o que prova a modéstia de recursos da comunidade. Dotada de foral manuelino (de 11 de Novembro de 1514), a população só dispôs de condições económicas suficientes para enriquecer a sua igreja em finais desse século XVI e, ainda assim, de forma pouco onerosa.
Data desse período o revestimento mural da parede da nave que ladeia o arco triunfal, segundo uma composição decorativa organizada a dois registos separados por um pequeno friso horizontal a imitar madeira. O emprego da pintura mural nestas igrejas foi muito frequente na época moderna, na impossibilidade de se recorrer a retábulos de madeira ou de pedra. São Lázaro, Santo André e São Miguel estão representados, mas a sequência iconogáfica é, hoje, impossível de estabelecer com rigor, dada a extrema degradação de partes consideráveis do conjunto.
Na época barroca, realizaram-se trabalhos de enriquecimento do interior, encomendando-se, então, retábulos de talha dourada. O principal, de dupla coluna salomónica ladeando a tribuna, ainda se mantém, mas os laterais foram sacrificados quando, pelos meados do século XX, se descobriu a pintura mural por trás deles. Bastante mais recentemente, no final da década de 70 do século XX, e no âmbito do projecto de restauro das pinturas (a cargo do Instituto José de Figueiredo), descobriu-se um outro painel mural, por trás do retábulo-mor, alusivo à Virgem com o Menino, mas que se manteve ocultado. Ainda no século XX, na década de 30, o estado de ruína iminente da fachada principal obrigou à sua reconstrução, mantendo-se a dominante modesta da arquitectura original. O portal principal, de apertado vão, manteve as mesmas dimensões e, sobre ele, colocou-se uma placa de cimento com a data "1933", simples elemento comemorativo de uma breve obra de restauro.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Bragança / Bragança / Quintanilha
-- -
Aldeia das Veigas -
Polícia:
LATITUDE
41.755014
LONGITUDE
-6.588256
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1258
1258.
1514
1514), a população só dispôs de condições económicas suficientes para enriquecer a sua igreja em finais desse século ...
1933
1933", simples elemento comemorativo de uma breve obra de restauro.PAF
1993
1993 (ver Decreto) Em pleno centro da pequena aldeia das Veigas, a meia colina e com forte inclinação E.-O., a igreja...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"A pintura mural portuguesa na região Norte. Exemplares dos séculos XV e XVI", A colecção de pintura do Museu de Alberto Sampaio. Séculos XVI-XVIII, pp. 41-60 RODRIGUES, Dalila Edição 1996 Lisboa

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