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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Forte de Âncora

Arquitectura Militar / Forte

Designação
Designação Atual
Forte de Âncora
Outras Designações
Tipologia
Forte
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
O Forte de Âncora foi edificado sobre um maciço rochoso implantado na margem direita da foz do rio Âncora, num local designado Lagarteira. Localmente, esta fortificação é também conhecida pela toponímia do lugar.
O forte desenvolve-se em planta estrelada irregular, sendo composto por quatro baluartes dispostos a cada uma das extremidades da estrela, e uma bateria de três faces com plataforma, voltada ao rio. Os panos murários, em talude, possuem em toda a sua extensão um parapeito curvo. Em cada um dos cunhais ergue-se uma guarita facetada, coroada por bola. A bateria exibe canhoeiras e o balcão, fechado e com bueiros, assenta sobre três modilhões.
No pano murário localizado entre os baluartes este e noroeste foi rasgada a porta de armas, constituída por portal de arco pleno com aduelas, encimado por escudo com as armas de Portugal coroadas e ladeadas por volutas.
No interior, a praça de armas é enquadrada por três edifícios de quartel adossados que formam um U. À esquerda da porta ergue-se uma rampa de acesso à bateria, que é complementada por rampa congénere, disposta assimetricamente na extremidade oposta da praça, sobre o edifício de fundo. Os aquartelamentos, de planta retangular, possuem cobertura abobadada.
História
O Forte da Âncora, ou da Lagarteira, é uma estrutura erigida na última década do século XVII para reforçar o sistema defensivo já então estabelecido na zona fronteiriça do Minho.
Embora se pudesse supor que a sua construção foi realizada entre 1641 e 1668, durante a Guerra da Restauração, a documentação local comprova que nesta última data a fortaleza da Lagarteira não estava ainda construída. Uma sessão da Câmara de Viana da Foz do Lima de 1683 descreve um pedido do Dr. Monteiro Monterroio, que então apontava a necessidade de se edificarem redutos e plataformas na foz do rio Âncora e no lugar de Montedor, para que aí se pudessem colocar vigias e depositar peças de artilharia. Este pedido confirma assim que em Âncora, nessa data, não existia nenhuma estrutura fortificada.
O forte terá sido erguido entre os anos de 1699 e 1702 (GUERRA: 1926, p. 688), por ordem do rei D. Pedro II, integrando-se num conjunto de fortificações construídas ao mesmo tempo entre as zonas de Vila Praia de Âncora e Esposende. Esta empreitada militar regional, num período muito posterior à Guerra da Restauração, permite considerar que na última década de Seiscentos foi elaborado um plano construtivo de novas estruturas militares para reforçar a linha de defesa da fronteira noroeste do Reino, dependente do poder de fogo das fortalezas já existentes no litoral minhoto, então considerado insuficiente. À época, foram edificados na zona entre os rios Minho e Lima, além da fortaleza da Lagarteira, o Forte do Cão e os fortins da Areosa e de Montedor.
Desconhece-se até que data a praça do Forte de Âncora esteve ativa, sabendo-se apenas que em Novembro de 1939 o imóvel foi cedido ao Ministério da Marinha. Já na segunda metade do século XX foi objeto de obras de conservação e requalificação nos anos de 1955, 1980 e 1997.
Foi classificado como de interesse público em 1967, albergando atualmente a Delegação Marítima de Vila Praia de Âncora, integrada na Capitania do Porto de Caminha.
Catarina Oliveira
DGPC, 2020
Diploma de Classificação
Retificação publicada no DG, I Série, n.º 59, de 10-03-1967 (localização corrigida para o concelho de Caminha) (ver Retificação)
Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (indicado o concelho de Viana do Castelo) (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12737527
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Caminha / Âncora
-- -
Vila Praia de Ãncora -
Polícia:
LATITUDE
41.815503
LONGITUDE
-8.867827
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1641
1641 e 1668, durante a Guerra da Restauração, a documentação local comprova que nesta última data a fortaleza da Laga...
1668
1668, durante a Guerra da Restauração, a documentação local comprova que nesta última data a fortaleza da Lagarteira ...
1683
1683 descreve um pedido do Dr.
1699
1699 e 1702 (GUERRA: 1926, p.
1702
1702 (GUERRA: 1926, p.
1926
1926, p.
1939
1939 o imóvel foi cedido ao Ministério da Marinha. J
1955
1955, 1980 e 1997.Foi classificado como de interesse público em 1967, albergando atualmente a Delegação Marítima de V...
1967
1967 (localização corrigida para o concelho de Caminha) (ver Retificação) Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de...
1980
1980 e 1997.Foi classificado como de interesse público em 1967, albergando atualmente a Delegação Marítima de Vila Pr...
1997
1997.Foi classificado como de interesse público em 1967, albergando atualmente a Delegação Marítima de Vila Praia de ...
2020
2020
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Castelos do Distrito de Viana GUERRA, Luís Figueiredo da Edição 1926 Coimbra
Alto Minho ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1987 Lisboa
Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal GIL, Júlio, CABRITA, Augusto Edição 1986 Lisboa
"Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar", História da Arte em Portugal, vol. 8 MOREIRA, Rafael Edição 1986 Lisboa
Guia de Inventário - Fortificações medievais e modernas NOÉ, Paula Edição 2015
Teoria y proyeto sobre las fortificaciones militares al nuerte del Duero FERNANDEZ NUNEZ, Estanislao Edição 1987 Vila Nova de Gaia

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