A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palácio Belmonte

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Palácio Belmonte
Outras Designações
Pátio de D. Fradique (de Cima) / Palácio Belmonte / Pátio de D. Fradique (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Data de 1449 a compra de algumas casas com o seu quintal, situadas num recanto formado pelos muros da Porta de Santa Maria da Alcáçova e pela muralha da cidade (Cerca Velha), por Brás Afonso Correia. Brás Correia, que viria a ser do concelho de D. Manuel e seu corregedor em Lisboa, ainda ampliou a propriedade com mais alguns terrenos, e constituiu-a em cabeça do Morgado do Castelo, herdado por seu neto Jorge de Figueiredo. Um bisneto deste, Rui de Figueiredo, senhor do morgado da Ota, veio a transformar as casas numa moradia apalaçada, na segunda metade do século XVII, que é presentemente o mais antigo palácio da cidade. Em 1684, o filho de Rui de Figueiredo, Pedro de Figueiredo de Alarcão, 2º senhor do morgado da Ota, comprou a D. Luís Manuel de Távora, Conde de Atalaia, todas as construções e terreno do vizinho pátio de Baixo, ou pátio de Dom Fradique. O pátio era assim denominado após D. Fradique Manoel, senhor de Tancos e Atalaia e fidalgo da corte de D. Manuel, de quem D. Luís de Távora descendia. Em 1727, a propriedade passa para a posse de Rodrigo António Figueiredo de Alarcão, filho do 2º Morgado da Ota, e deste para a de sua irmã. Assim chegou, em 1805, à posse de D. Vasco da Câmara, alcaide-mor de Belmonte, que viria a ser 1º conde de Belmonte, e a cuja família o palácio pertencerá até meados do século XX.
Ao longo do século XIX, funcionou como colégio, hospital provisório, e comissariado da Polícia. O conjunto, situado na zona de protecção da cerca do Castelo de São Jorge e integrando ainda parte da sua estrutura, foi recentemente remodelado, convertendo-se em unidade hoteleira. Integra ainda o Pátio de Dom Fradique de Cima, e o Arco de Dom Fradique, que liga os bairros de Alfama e do Castelo e atravessa o edifício, com serventia pública de passagem. O pátio de Dom Fradique de Baixo, contíguo ao palácio e acessível pelo referido arco, pertence hoje à CML, e encontra-se em total estado de degradação.
A habitação quinhentista era constituída por duas torres rectangulares e uma pentagonal, construídas sobre um troço de muralha romana e um rochedo com c. 40 metros de altura na Cerca Moura de Lisboa. Sofreu uma grande intervenção em 1640, quando foi construído o terraço a E., deitando sobre a cidade e o Tejo, e reformuladas cinco fachadas, ao gosto da época. No século XVIII, depois dos extensos estragos causados pelo terremoto de 1755, foram acrescentadas algumas dependências e renovados os interiores, nomeadamente com um vastíssimo acervo de azulejos assinados pelos artistas Valentim de Almeida e Manuel Santos. O acesso ao palácio faz-se por portal nobre setecentista. Na fachada principal conservam-se ainda as armas dos Figueiredos, que se repetem no andar térreo do terraço. No interior destacam-se os tectos ornamentados, as salas temáticas, e os já referidos painéis azulejares, com muitos painéis historiados. A reconversão aproveitou as antigas estruturas do Palácio, bem como as madeiras e ferros da época e muitos elementos decorativos.
Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P., 29-10-2007
Diploma de Classificação
Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Edital N.º 87/97 de 14-10-1997 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 1-08-1997 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 25-07-1997 do vice-presidente do IPPAR
Parecer de 25-03-1997 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP do Palácio Belmonte, incluindo os azulejos e todos os elementos decorativos que dele fazem parte integrante, bem como os pátios e edifícios confinantes
Parecer favorável de 13-11-1995 da CM de Lisboa
Em 29-09-1995 foi dado conhecimento do despacho à proponente e à CM de Lisboa
Despacho de abertura de 27-04-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de de 17-04-1995 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 10-03-1995 da proprietária
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Em 4-05-2022 foi solicitado à CM de Lisboa parecer sobre a proposta de ZEP, não tendo sido obtida resposta
Despacho de concordância de 28-04-2021 do subdiretor-geral da DGPC
Proposta de 21-04-2021 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente
Afectação 181504
Localização
Lisboa / Lisboa / Santa Maria Maior
Rua dos Cegos
Lisboa -
Polícia: 44
Travessa do Funil
Lisboa -
Polícia: 8, 10 e 12-13
Largo do Contador-Mor
Lisboa -
Polícia: 8-16
Pátio de Dom Fradique
Lisboa -
Polícia: 5-8, 10, 11 e 13-17
LATITUDE
38.712426
LONGITUDE
-9.131564
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1449
1449 a compra de algumas casas com o seu quintal, situadas num recanto formado pelos muros da Porta de Santa Maria da...
1640
1640, quando foi construído o terraço a E., deitando sobre a cidade e o Tejo, e reformuladas cinco fachadas, ao gosto...
1684
1684, o filho de Rui de Figueiredo, Pedro de Figueiredo de Alarcão, 2º senhor do morgado da Ota, comprou a D. L
1727
1727, a propriedade passa para a posse de Rodrigo António Figueiredo de Alarcão, filho do 2º Morgado da Ota, e deste ...
1755
1755, foram acrescentadas algumas dependências e renovados os interiores, nomeadamente com um vastíssimo acervo de az...
1805
1805, à posse de D.
1995
1995 da CM de Lisboa Em 29-09-1995 foi dado conhecimento do despacho à proponente e à CM de Lisboa Despacho de abertu...
1997
1997 da CM de Lisboa Despacho de homologação de 1-08-1997 do Ministro da Cultura Despacho de concordância de 25-07-19...
2002
2002, DR, I Série-B.
2007
2007
4
IMAGENS
1
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Belmonte (Palácio dos Condes de)", in Dicionário da História de Lisboa Edição 1994 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Igreja do Menino de Deus
Igreja do Menino de Deus

Lisboa

Ver Ficha
Palácio Azurara, também denominado «Museu-Escola de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo»
Palácio Azurara, também denominado «Museu-Escola de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo»

Lisboa

Ver Ficha
Igreja Paroquial de Santiago
Igreja Paroquial de Santiago

Lisboa

Ver Ficha
Sepulturas da igreja de Santa Luzia
Sepulturas da igreja de Santa Luzia

Lisboa

Ver Ficha