Cenário do amor proibido entre D. Pedro I e D. Inês de Castro, a Quinta das Lágrimas possui um conjunto de nascentes (de onde brotou a conhecida Fonte das Lágrimas), um Palácio do século XIX e um jardim onde se podem encontrar inúmeras e raras espécies vegetais de todo o mundo (Figueiras da Austrália -também referida como árvore da borracha-, canforeiras, sequóias, plátanos, carvalhos, palmeiras, entre centenas de outras).
A origem da Quinta, cujas matas foram coutadas de caça da família Real, dilui-se ao longo dos séculos, embora se saiba que foi propriedade da Universidade e de uma Ordem Religiosa. Tornou-se pertença da família Osório Cabral de Castro a partir de 1730, época em que se construiu o Palácio. No entanto, em 1879 um incêndio destruiu grande parte do edifício que foi reconstruído por Miguel Osório Cabral de Castro no final do século XIX, reflectindo as influências revivalistas colhidas nas diferentes viagens que fez pela Europa.
A sua estrutura define-se através de um corpo central e dois laterais, estes últimos com uma galaria de colunelos quadrados no alçado principal. À direita situa-se a capela.
A Fonte das Lágrimas que, segundo reza a tradição, teve origem nas lágrimas derramadas por D. Inês quando foi cruelmente assassinada, situa-se perto da mina identificada por António de Vasconcelos, e cuja porta de entrada é em arco quebrado, provavelmente do século XIV (GONÇALVES, CORREIA, 1947). As lágrimas de D. Inês constituiram também fonte de inspiração para inúmeros escritores que posteriormente escreveram sobre este trágico romace. Entre eles destaca-se Luís de Camões, cuja estrofe 135 do canto III d'Os Lusíadas, se encontra gravada numa lápide colocada junto da fonte:
As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as Lágrimas são água e o nome amores
Actualmente a Quinta das Lágrimas constitui um hotel de luxo, pertencente à cadeia Relais & Châteaux.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
ZEP
n/a
Afectação
9914630
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Coimbra / Santa Clara e Castelo Viegas
Estrada da Várzea
Coimbra -
Polícia:
LATITUDE
40.198147
LONGITUDE
-8.434457
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1730
1730, época em que se construiu o Palácio. N
1879
1879 um incêndio destruiu grande parte do edifício que foi reconstruído por Miguel Osório Cabral de Castro no final d...
1947
1947).
1977
1977 (ver Decreto) Cenário do amor proibido entre D.
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém
SEQUEIRA, Gustavo de Matos
Edição
2000
Lisboa
Património Edificado com Interesse Cultural - Concelho de Coimbra
Câmara Municipal de Coimbra - Departamento de Cultura