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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palácio Lemos

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Palácio Lemos
Outras Designações
Palácio dos Lemos / Palácio Ramalho Lemos / Palácio Sotto Maior / Palácio Lemos / Palácio Ramalho Lemos / Palácio Sotto Maior (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Propriedade da família Ramalho, depois dos Lemos e, por fim, dos Sotto Maior, este palácio de Condeixa-a-Nova foi sendo designado pelos apelidos dos seus detentores. O morgadio de Nossa Senhora da Piedade foi instituído em 1732, por José Rodrigues Ramalho e sua mulher D. Úrsula de Oliveira Cataná. A capela primitiva e a casa existente nesta época foram objecto de profundas remodelações, tendo sido edificado um novo templo em 1737, que corresponde ao que hoje conhecemos, perpendicular à casa e abrindo para a rua através de portal lateral. As primeiras campanhas de remodelação do palácio remontam, muito possivelmente, a este período, devendo-se a intervenção mais significativa, responsável pela ampliação do imóvel, á iniciativa do bispo-conde D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho, herdeiro da casa através do casamento do seu irmão com a filha dos instituidores do morgadio (CORREIA; GONÇALVES, 1993).
Assim, ao primeiro núcleo existente, foi acrescentado um outro idêntico, e um corpo central, que se destaca pelo seu tratamento mais cuidado denotando uma maior preocupação com os seus elementos decorativos e simbólicos. Na verdade, este palácio segue o modelo mais característico da arquitectura civil do século XVIII, a denominada casa comprida, com fachada seccionada por pilastras, de dois pisos bem demarcados e com natural preponderância do andar nobre (AZEVEDO, 1969, p. 71). Acrescenta-se, no palácio de Condeixa, a existência de dois torreões de planta quadrada, a ladear a fachada principal, terminando em telhado piramidal. O andar nobre é aberto por um conjunto ritmado de janelas de sacada, com remate em cornija triangular, de grande depuração, mas que contrasta vivamente com a quase inexistência de vãos ao nível do piso térreo. O ritmo destas janelas converge, ao centro, no eixo formado pelo portal principal, com colunas a suportar a sacada da janela superior, e que orientam o olhar na direcção dos dois brasões que ocupam a empena deste corpo. Junto à janela, as armas dos Ramalhos (esquertelado dos Ramalhos, Fonsecas, Camelos e Oliveiras), e mais acima as dos Lemos (esquartelado de Lemos, Azeredos, Coutinhos e Pereiras).
Muito embora o imóvel e, particularmente, o frontispício, denotem uma depuração própria da arquitectura do centro do país, a verdade é que esta obra prolongou-se por uma época bastante avançada do século XVIII, e que privilegiava uma maior contenção decorativa, como a que aqui se observa (AZEVEDO, 1969, p. 174). Em todo o caso, a fachada não deixa de se impor pela sua monumentalidade e pelo seu carácter emblemático, com os dois brasões das famílias, de acordo com a imagem de poder e de relevo social que, certamente, os seus proprietários pretendiam alcançar com esta construção.
Um referência final para a capela, cuja entrada lateral se encontra no prolongamento da fachada do palácio. De verga recta, é encimada por frontão de enrolamentos, interrompido. É, no entanto, no interior que reside o seu maior interesse, uma vez que as paredes da nave são revestidas por azulejos de cerca de 1740, de fabrico coimbrão (SIMÕES, 1979, p. 147). De cabeceira recortada, e uma profusa ornamentação nas cercaduras, os painéis exibem cenas da vida da Virgem. Sob a tribuna, um outro painel representa o brasão dos Ramalhos, constituindo um importante testemunho heráldico em azulejo.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Condeixa-a-Nova / Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova
Rua de D. Francisco de Lemos
Condeixa-a-Nova -
Polícia:
LATITUDE
40.116095
LONGITUDE
-8.497422
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1732
1732, por José Rodrigues Ramalho e sua mulher D.
1737
1737, que corresponde ao que hoje conhecemos, perpendicular à casa e abrindo para a rua através de portal lateral. A
1740
1740, de fabrico coimbrão (SIMÕES, 1979, p. 1
1969
1969, p.
1974
1974 (ver Decreto) Propriedade da família Ramalho, depois dos Lemos e, por fim, dos Sotto Maior, este palácio de Cond...
1979
1979, p.
1993
1993).
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventario Artistico de Portugal - Distrito de Coimbra GONCALVES, António Nogueira, CORREIA, Vergílio Edição 1993 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa

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