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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Edifício da Biblioteca Nacional de Portugal e jardins envolventes

Arquitectura Civil / Biblioteca

Designação
Designação Atual
Edifício da Biblioteca Nacional de Portugal e jardins envolventes
Outras Designações
Biblioteca Nacional de Lisboa / Biblioteca Nacional de Portugal (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Biblioteca
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A Biblioteca Nacional de Lisboa tem as suas origens no final do século XVIII, concretamente a 29 de Fevereiro de 1796, data de criação da Real Biblioteca Pública de Corte. A partir de 1834, a instituição viveu o seu primeiro grande desafio, com o afluxo de numerosos volumes e de documentação avulsa, proveniente dos antigos conventos e mosteiros do país, extintos nesse ano. Por forma a abarcar essas inúmeras colecções, a Biblioteca mudou também de local, abandonando as primeiras instalações do Terreiro do Paço para ocupar o Antigo Convento de São Francisco da Cidade de Lisboa. Ao longo do século e meio seguinte, os seus directores (entre os quais se contam nomes tão importantes para a Cultura Portuguesa como Jaime Cortesão ou Gabriel Pereira) não cessaram de engrandecer a instituição com novas colecções, mas também com Inventários dos núcleos já existentes e com exposições bio-bibliográficas.
A moderna Biblioteca Nacional foi solenemente inaugurada em 1969, cumprindo-se, assim, o objectivo da Lei de criação da antiga Real Biblioteca Pública de Corte, que já então previa a construção de um edifício de raiz. Pelos meados do século XX, as instalações do convento de São Francisco estavam já tremendamente inadequadas e, ante a necessidade de grandes mudanças, optou-se por um novo edifício, em detrimento de eventuais obras no próprio convento. O processo foi contratado com o arquitecto Porfírio Pardal Monteiro em 1952, tendo este apresentado um ante-projecto datado de 1955. Um ano depois, o programa tornara-se definitivo e estavam, assim, reunidas as condições para se avançar com as obras. O falecimento do arquitecto, ocorrido em 1958, terá retardado um pouco os trabalhos, que só estariam concluídos mais de dez anos depois (sob a supervisão do seu sobrinho, António Pardal Monteiro). Com efeito, a transferência do espólio do antigo convento de São Francisco iniciou-se em 14 de Outubro de 1968 e a 8 de Fevereiro do ano seguinte, na presença do Presidente do Conselho, Prof. Marcelo Caetano, inaugurava-se o edifício, ainda com alguns sectores por funcionar, uma vez que a transferência de toda a estrutura não estava ainda concluída.
As instalações da Biblioteca Nacional revelaram-se modelares para a época. O depósito central, composto por dez pisos e uma capacidade superior a 2 milhões de livros, é do tipo de torre, integralmente construída em betão armado. A ele associam-se diversos espaços de leitura e outras áreas documentais (Periódicos, Reservados, Iconografia...), serviços de inventário, catalogação e oficinas, assim como vários átrios públicos, organizados em três andares essenciais. Mas o edifício foi pensado para muito mais que uma Biblioteca, sendo numerosos os gabinetes para investigadores e para pessoal especializado, contando-se ainda um auditório com capacidade para cerca de 240 lugares e espaços para exposições temporárias.
Como obra de Estado intimamente vinculada ao Modernismo oficial, a Biblioteca Nacional contou com vários artistas plásticos, que conferiram ao conjunto uma uniformidade estilística só possível no quadro das obras de patrocínio público do Portugal da 2ª República. Assim, sob a coordenação de Raul Lino, trabalharam Guilherme Camarinha (autor da notável tapeçaria historicista alusiva ao Génio nacional, que tutela a Sala de Leitura Geral), Lino António (a quem se ficou a dever os murais do Vestíbulo), Martins Correia (que realizou a Estátua de Fernão Lopes), Leopoldo de Almeida (autor dos baixos relevos da fachada principal), entre muitos outros, responsáveis pelos mais variados aspectos, como o mobiliário, a iluminação, etc.
Nos últimos anos, a Biblioteca Nacional tem acolhido numerosos legados, sem sacrifício da fisionomia modernista do edifício, entendido como um todo artístico (ao contrário de outras instituições vizinhas, como as Faculdades de Letras e de Direito, cujas características fundacionais têm sido constantemente adulteradas).
Paulo Fernandes | GIF | IPPAR
29.03.2005
Diploma de Classificação
Portaria n.º 740-FT/2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 28-01-2008 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 19-03-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 14-02-2007 da DRLisboa para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 27-01-2005 do Presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 10-01-2005 da DRLisboa
Despacho n.º 84/2004 -. PRES, de 25-08-2004 do Presidente do IPPAR a determinar o estudo da eventual classificação
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Despacho de homologação de 28-01-2008 da Ministra da Cultura
Parecer de 19-03-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR no sentido de vir a ser estabelecida uma ZEP que englobe a Biblioteca Nacional, a Reitoria, a Faculdade de Direito, a Torre do Tombo, a Faculdade de Psicologia, o ISCTE, a Alameda e o Hipódromo
Proposta de 14-02-2007 da DRLisboa
Afectação 12736127
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / Alvalade
- Campo Grande
Lisboa -
Polícia: 83
LATITUDE
38.751016
LONGITUDE
-9.152264
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1796
1796, data de criação da Real Biblioteca Pública de Corte. A
1834
1834, a instituição viveu o seu primeiro grande desafio, com o afluxo de numerosos volumes e de documentação avulsa, ...
1952
1952, tendo este apresentado um ante-projecto datado de 1955.
1955
1955.
1958
1958, terá retardado um pouco os trabalhos, que só estariam concluídos mais de dez anos depois (sob a supervisão do s...
1968
1968 e a 8 de Fevereiro do ano seguinte, na presença do Presidente do Conselho, Prof.
1969
1969, cumprindo-se, assim, o objectivo da Lei de criação da antiga Real Biblioteca Pública de Corte, que já então pre...
2004
2004 -.
2005
2005 do Presidente do IPPAR Proposta de abertura de 10-01-2005 da DRLisboa Despacho n.º 84/2004 -.
2007
2007 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 14-02-2007 da DRLisboa para a classificação como IIP Despacho de abe...
2008
2008 da Ministra da Cultura Parecer favorável de 19-03-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 14-02-2007 da...
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ver Portaria)Despacho de homologação de 28-01-2008 da Minis...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Relatório acerca da Biblioteca Nacional de Lisboa, e mais estabelecimentos anexos CASTILHO, José Feliciano de Edição 1845 Lisboa
Subsídios para a História da Biblioteca Nacional DOMINGOS, Manuela Edição 1995 Lisboa
Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957): a obra do arquitecto, dissertação de Mestrado em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa, FCSH PACHECO, Ana Assis Edição 1998 Lisboa
P. Pardal Monteiro Arquitecto CALDAS, João Vieira Edição 1997 Lisboa
Biblioteca Nacional - Exterior-Interior TOSTÕES, Ana Cristina Edição 2004 Lisboa
"Antecedentes e origens da Biblioteca Nacional de Lisboa", Anais das Bibliotecas e Arquivos, 2ª série, n.º 11, pp. 154-165 PROENÇA, Raul Edição 1922
Do Estádio Nacional ao Jardim Gulbenkian: Francisco Caldeira Cabral e a primeira geração de arquitectos paisagistas (1940-1970) ANDRESEN, Teresa Edição 2003 Lisboa
"Biblioteca Nacional", in Dicionário da História de Lisboa SOUSA, Maria Leonor Machado de Edição 1994 Lisboa
Do Terreiro do Paço ao Campo Grande: 200 anos da Biblioteca Nacional Edição 1997 Lisboa

Galeria de Imagens

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Edifício na Rua Ocidental ao Campo Grande (primitiva casa de Joaquim Pires Mendes)
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Conjunto constituído pelos edifícios da Reitoria, da Faculdade de Direito e da Faculdade de Letras, incluindo o património móvel integrado, e pela Alameda da Universidade
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Edifício do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
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