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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, incluindo a respectiva cerca

Arquitectura Civil / Jardim

Designação
Designação Atual
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, incluindo a respectiva cerca
Outras Designações
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Jardim
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Jardim
O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra atinge 13,5 ha inserindo-se no centro histórico da cidade. Desenvolve-se ao longo de um pequeno vale, na margem direita do Mondego. De origem e por deliberação do Marquês de Pombal, limitava-se a um terrapleno quadrado "reduzido somente ao numero de hervas medicinaes que saõ indispensaveis para os exercicios Botanicos". Programas posteriores contemplaram o ensino de Agricultura, justificando acrescentos e obras sucessivas nos quais se incorporaram novidades taxonómicas e estéticas.
Compreende cinco terraços retangulares que envolvem o primitivo "horto botanico", a que se desce por três escadarias duplas encimadas por portões, vencendo o desnível murado coroado por uma balaustrada de cantaria, alegretes e conversadeiras. A implantação reforçada pela simetria remete para cenografias do barroco, privilegiando panorâmicas sobre os canteiros e o lago central. É fechado e compartimentado por muros rasgados por janelões, gradeamentos e portões. A coleção distribui-se por alamedas, terraços, jardinetas, Escolas Sistemática e Médica, Estufas Grande e Vitória, integrando exemplares notáveis longevos como as Erythrina crista-galli L. e Cryptomeria japonica (Thunb. ex L.f.) D. Don. de primórdios da construção. A poente, a cerca ou mata desce de forma naturalizada pelo vale abrangendo área florestal, pomar, bambuzal, Escola das Monocotiledóneas e Estufa Fria. O jardim inclui esculturas evocativas e reminiscências de antigas cercas.
História
Na criação do jardim, aquando a reforma pombalina da universidade de 1772, participaram Domingos Vandelli, João Dalla-Bella e Guilherme Elsden. Em 1774, sob a direção do primeiro, iniciaram-se as obras em terras adquiridas a Marianos e Beneditinos. Julio Mattiazi "riscou" planos e conduziu as primeiras plantações. Nas décadas seguintes concluíram-se aterros, muros, fontes, lago, escadas e estufas. Félix Avelar Brotero, diretor de 1791 a 1811, foi responsável pela sistematização da coleção, aquisição de terrenos, projetos e obras. O "Mapa do terreno" de Manuel Macomboa, de 1795, dá por findos os canteiros lineares da "eschola botânica representada pelo systema de Linneo". António Neves e Mello continuou as intervenções. Executaram-se muros, gradeamentos e portões. Diplomas de 1836, 40 e 48 incorporaram a cerca do mosteiro de S. Bento e parte da dos Carmelitas Descalços, destinando-as à "plantação e cultura de árvores e arbustos".
Na gestão de Henrique do Couto d'Almeida, iniciada em 1854, construíram-se grandes reservatórios de água indispensáveis à rega e a "magnífica estufa de ferro e de crystal" de José Pezerat, concluída em 1865 e dirigida por Edmond Goëze a partir de 1866. A publicação do primeiro Index Seminum data de 1868. A coleção listava exemplares de vários continentes, alguns de "grande valor scientifico e industrial" e ainda oliveiras, castas de videiras e "arvores de espécies florestaes". Júlio Henrique diretor em 1873 e fundador da Sociedade Broteriana dedicou-se à gestão do jardim, sistema de águas e estufas. Potenciou a permuta de plantas e reorganizou a coleção, sem preterir ornamentais. Luiz Carriso iniciou funções em 1918. Criou as Escolas Completas e Classificadas e das Monocotiledóneas. Enriqueceu a coleção com plantas das colónias. Em 1925 é criado o Instituto Botânico Dr. Júlio Henriques que abrange o jardim.
Abílio Fernandes, diretor de 1942 a 1974 é responsável por muitas intervenções, destacando-se as realizadas em estufas, mata, arruamentos e anexos. A remodelação do quadrado central rege-se pela proposta de Cottineli Telmo e Armand Bellinghen de 1945: removeram-se os lancis que guiavam a coleção; delinearam-se canteiros concêntricos; introduziu-se a topiária de buxo e instalou-se a grande fonte no lago central.br>Rita Basto (estágio curricular AP), Mário Fortes e Teresa Portela Marques (orientadores de estágio)
DGPC, 2015
Diploma de Classificação
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Despacho de 18-02-2010 do director do IGESPAR, I.P. a devolver o processo à DRC do Centro
Parecer de 20-01-2010 do Conselho Consultivo a propor que seja apresentada nova proposta
Proposta de 9-11-2009 da DRC do Centro para a ZEP dos imóveis classificados e em vias de classificação do Centro Histórico de Coimbra
Afectação 9913329
Localização
Coimbra / Coimbra / Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu)
Avenida Júlio Henriques
Coimbra -
Polícia:
Rua Domingos Vandelli
Coimbra -
Polícia:
LATITUDE
40.205711
LONGITUDE
-8.42125
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1772
1772, participaram Domingos Vandelli, João Dalla-Bella e Guilherme Elsden.
1774
1774, sob a direção do primeiro, iniciaram-se as obras em terras adquiridas a Marianos e Beneditinos. J
1791
1791 a 1811, foi responsável pela sistematização da coleção, aquisição de terrenos, projetos e obras. O "Map
1795
1795, dá por findos os canteiros lineares da "eschola botânica representada pelo systema de Linneo". A
1811
1811, foi responsável pela sistematização da coleção, aquisição de terrenos, projetos e obras. O "Map
1836
1836, 40 e 48 incorporaram a cerca do mosteiro de S.
1854
1854, construíram-se grandes reservatórios de água indispensáveis à rega e a "magnífica estufa de ferro e de crystal"...
1865
1865 e dirigida por Edmond Goëze a partir de 1866.
1866
1866.
1868
1868.
1873
1873 e fundador da Sociedade Broteriana dedicou-se à gestão do jardim, sistema de águas e estufas. Po
1918
1918.
1925
1925 é criado o Instituto Botânico Dr. J
1942
1942 a 1974 é responsável por muitas intervenções, destacando-se as realizadas em estufas, mata, arruamentos e anexos...
1945
1945: removeram-se os lancis que guiavam a coleção; delinearam-se canteiros concêntricos; introduziu-se a topiária de...
1974
1974 é responsável por muitas intervenções, destacando-se as realizadas em estufas, mata, arruamentos e anexos. A r
1996
1996 (ver Decreto) JardimO Jardim Botânico da Universidade de Coimbra atinge 13,5 ha inserindo-se no centro histórico...
2015
2015
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IMAGENS
13
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal CARITA, Hélder; CARDOSO, Homem Edição 1987 Lisboa
Casas e Jardins de Portugal SAPIEHA, Nicolas, BINNEY, Marcus, BOWE, Patrick, VENTURI, Francesco Edição 1998 Lisboa
Jardins Botânicos: Sua origem e importância in Separata de Munda, Vol.2: 35-43 PAIVA, Jorge Edição 1981 Coimbra
Património Edificado com Interesse Cultural - Concelho de Coimbra Câmara Municipal de Coimbra - Departamento de Cultura Edição 2009 Coimbra
Jardim Botânico de Coimbra: Contraponto entre a Arte e a Ciência, em Transnatural. BRITES, Joana Edição 2006 Porto
"Jardim botânico de Coimbra: de Vandelli a Júlio Henriques (1772-1873)", Arquivo Coimbrão, nº 39. pág. 11-60 BRITES, Joana Edição 1998 Coimbra
"Arquivo da Universidade de Coimbra. Os primeiros estatutos da Universidade de Coimbra", 7º Centenário da Universidade de Coimbra 1290-1990 RODRIGUES, Manuel Augusto Edição 1991 Coimbra
Coimbra: parques e Jardins CORREIA, Fernando, FARINHA, Nuno Edição 2001 Coimbra
Riscos das Obras da Universidade de Coimbra: o Valioso Álbum da Reforma Pombalina FRANCO, Matilde Pessoa de Figueiredo Sousa Edição 1993 Coimbra
A água nos Jardins Portugueses CHAMBEL, Teresa, SOARES, Ana Luísa, LIMA, Inês, MANSO, Francisco Edição 2010 Lisboa
Prospeto da Universidade de Coimbra 2000-2001 Edição 2001 Coimbra
Universidade de Coimbra: sete séculos de História (1288-1988) (exposição documental) Edição Coimbra
"Alegorias do Mundo: a arte dos jardins", História da Arte Portuguesa, vol.3, Lisboa, Círculo de Leitores, 1995, pp.207-231 Obra

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Aqueduto de São Sebastião
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Coimbra

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Edifício-sede do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC)
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Conjunto dos edifícios da Associação Académica de Coimbra, Teatro Académico de Gil Vicente e Cantinas
Conjunto dos edifícios da Associação Académica de Coimbra, Teatro Académico de Gil Vicente e Cantinas

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Seminário Maior de Coimbra, incluindo os três edifícios, os jardins e os muros envolventes
Seminário Maior de Coimbra, incluindo os três edifícios, os jardins e os muros envolventes

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