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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo da Vidigueira

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo da Vidigueira
Outras Designações
Ruínas do antigo Paço dos Gamas
Atalaia das Vidigueiras / Castelo da Vidigueira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O primeiro donatário da Vidigueira e do seu castelo foi Mestre Tomé, tesoureiro da Sé de Braga no reinado de D. Afonso III, fazendo esta doação régia parte da estratégia repovoadora da região no século XIII. Mestre Tomé, também encomendador da antiga matriz da povoação, terá erguido e reforçado o castelo como bastião defensivo da linha do Guadiana, importante fronteira luso-castelhana. Poucas décadas mais tarde, no início do século XIV, D Dinis recuperou a pose da vila da Vidigueira para a Coroa, e em 1385 D. João I doou-a ao contestável D. Nuno Alvares Pereira. Através do casamento de sua filha, D. Beatriz Pereira Alvim, com D. Afonso, Conde de Barcelos e 1º Duque de Bragança, o castelo e termo da Vidigueira passariam para a posse da Casa de Bragança, uma das mais opulentas do reino. A robusta torre quadrangular que hoje ainda se pode apreciar, datará provavelmente do senhorio de D. Fernando, 2º Duque de Bragança, na primeira metade do século XV. Com o confisco geral dos bens da Casa de Bragança, em 1483, as propriedades regressaram à Coroa até à anulação do processo em 1500, por D. Manuel, seguida da outorga de foral à Vidigueira, em 1512.
Porém, pouco tempo se passaria até que este mesmo monarca concedesse a D. Vasco da Gama, Almirante da Índia, o titulo de Conde da Vidiqueira, em recompensa pelos seus feiros ultramarinos. Uma vez mais o castelo saía da posse da casa bragantina; em 7 de Novembro de 1519 Vasco da Gama assinou um contrato de "promutaçam vemda e escaybo e Renuciaçam" com o Duque de Bragança, mudando-se de Évora para o Paço da Vidigueira, o palácio anexo à fortificação. Deste paço, que foi certamente uma construção importante, nada resta actualmente, à excepção talvez de uma janela geminada, de estilo manuelino, trazida de Vila de Frades por se julgar ter pertencido à habitação nobre dos Condes da Vidigueira.
Quanto à torre de menagem acima citada, também conhecida por Atalaia das Vidigueiras, trata-se de uma construção maciça, em aparelho regular, embora já alterado por sucessivas intervenções, onde os vestígios do paramento da muralha foram transformados em escadaria de acesso. Consolidada recentemente, não apresenta coberturas, nem vestígios de uma eventual coroação de merlões. Numa das fachadas figura uma pedra de armas, aí colocada seguramente em época mais recente, exibindo as armas dos Condes da Vidigueira, tal como foram dadas ao próprio Vasco da Gama (com escudete ao centro, formado por cinco escudetes postos em cruz). SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12736127
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Beja / Vidigueira / Vidigueira
Rua do Castelo
Vidigueira -
Polícia:
LATITUDE
38.213024
LONGITUDE
-7.802256
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1385
1385 D.
1483
1483, as propriedades regressaram à Coroa até à anulação do processo em 1500, por D. Manu
1500
1500, por D.
1512
1512.
1519
1519 Vasco da Gama assinou um contrato de "promutaçam vemda e escaybo e Renuciaçam" com o Duque de Bragança, mudando-...
1970
1970 (ver Decreto) O primeiro donatário da Vidigueira e do seu castelo foi Mestre Tomé, tesoureiro da Sé de Braga no ...
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IMAGENS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
Gamas e Condes da Vidigueira ALVES, Ivone Correia Edição 2001
Vasco da Gama e a Vidigueira : estudo histórico ARAGÃO, Teixeira de Edição 1886 Lisboa
Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, IPPAR, vol. I LOPES, Flávio Edição 1993 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Vol. XII ESPANCA, Túlio Edição 1992 Lisboa

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