A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Moura, incluindo as ruínas do convento das freiras dominicanas e igreja anexa

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo de Moura, incluindo as ruínas do convento das freiras dominicanas e igreja anexa
Outras Designações
Castelo de Moura, Convento de Nossa Senhora da Assunção e Igreja de Santa Maria / Castelo de Moura / Castelo e Cerca Urbana de Moura (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O Castelo de Moura foi erguido no cimo de uma colina cuja ocupação remontará à Idade do Ferro, elevando-se hoje em pleno centro da cidade. Das primeiras fortificações da povoação, alegadamente romanas, não existem indícios. Está no entanto traçada a presença árabe no local, onde se situava uma capital de província de nome Al-Manijah, dominada por uma grande fortificação, palco de diversos combates entre cristãos e muçulmanos em pleno movimento da Reconquista peninsular. Da construção original restam ainda alguns vestígios, que incluem a Torre de Taipa ou da Salúquia, uma das atalaias do baluarte muçulmano.
O domínio cristão de toda a região efectivou-se a partir de 1232, e a partir de 1295, mais provavelmente no início do século XIV, o castelo, então definitivamente conquistado, foi remodelado por ordem de D. Dinis, em obras que terão provavelmente corrido a par de intervenções semelhantes em Serpa, e da construção de uma linha defensiva articulada com a própria fortificação de Moura, da qual faziam parte diversas torres de vigia. A única torre que resta, deste conjunto, é a da Atalaia Magra, erguida sobre uma colina visível a partir de Moura. Do castelo quatrocentista, de planta ovalada tipicamente medieval, existe ainda a alta Torre de Menagem, com uma sala octogonal coberta por abóbada de cruzaria de ogivas no piso nobre.
Novas reformas foram realizadas na segunda metade do século por ordem de D. Fernando, quando o crescimento da vila exigiu a ampliação dos limites da cerca e se construiu uma segunda linha muralhada. Seguiu-se a intervenção de Francisco de Arruda, já no reinado de D. Manuel, no início do século XVI (1510), quando a vila recebeu o foral novo. O castelo renovado foi então retratado por Duarte d' Armas no seu Livro das Fortalezas, onde se destingue a poderosa silhueta da Torre de Menagem, dominando o terreiro rodeado pela muralha torreada na qual se rasga um portal quinhentista, ligeiramente apontado, enquadrado por alfiz simples e por heráldica.
Já no século XVII, no decurso da Guerra da Restauração, e por iniciativa de D. João IV, os limites da fortificação foram reforçados ao modo de baluarte, num fenómeno que percorreu tantas outras praças na época, marcando uma diferença fundamental entre os castelos medievais e as fortificações da época moderna, mais eficiente do ponto de vista militar. Construiu-se então um muro exterior em estrela, com paredes rampantes (em alambor) e fosso, hoje quse totalmente coberto. Ainda na sequência deste confronto, o castelo, incluindo as muralhas de finais do século XVII e parte da Torre de Taipa, foi destruído durante a ocupação espanhola de 1707, quando o Duque de Ossuna invadiu a vila. O terremoto de 1755 e a desmilitarização do baluarte, a partir de 1805, aceleraram a ruína do monumento, de cuja cerca seiscentista restam apenas alguns elementos, tal como parte da torre barbacã, e pequenos troços, com destaque para aquele sobre o qual segue a Rua da Muralha Nova, no limite da Mouraria. Existe ainda a Porta da Alcáçova e a entrada principal, quinhentista.
No recinto do castelo permanecem as ruínas do Convento de Freiras Dominicanas de Nossa Senhora da Assunção e igreja anexa, erguidos a partir de 1562 no local da primitiva Igreja Matriz, entretanto substituída pela igreja manuelina de São João Baptista. O convento, abandonado deste 1875, situa-se junto à entrada da Alcáçova, para onde deita a fachada da igreja. Esta é de planta rectangular e nave única, e nela destaca-se o túmulo, em estilo manuelino, de Pedro e Álvaro Rodrigues, supostos conquistadores de Moura aos muçulmanos em 1166, e protagonistas da famosa lenda de fundação da vila. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 33 587, DG, I Série, n.º 63, de 27-03-1944 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9913729
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Beja / Moura / Moura (Santo Agostinho e São João Baptista) e Santo Amador
-- perímetro do Castelo
Moura -
Polícia:
LATITUDE
38.143379
LONGITUDE
-7.451574
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1166
1166, e protagonistas da famosa lenda de fundação da vila. S
1232
1232, e a partir de 1295, mais provavelmente no início do século XIV, o castelo, então definitivamente conquistado, f...
1295
1295, mais provavelmente no início do século XIV, o castelo, então definitivamente conquistado, foi remodelado por or...
1510
1510), quando a vila recebeu o foral novo.
1562
1562 no local da primitiva Igreja Matriz, entretanto substituída pela igreja manuelina de São João Baptista. O
1707
1707, quando o Duque de Ossuna invadiu a vila.
1755
1755 e a desmilitarização do baluarte, a partir de 1805, aceleraram a ruína do monumento, de cuja cerca seiscentista ...
1805
1805, aceleraram a ruína do monumento, de cuja cerca seiscentista restam apenas alguns elementos, tal como parte da t...
1875
1875, situa-se junto à entrada da Alcáçova, para onde deita a fachada da igreja. Es
1944
1944 (ver Decreto) O Castelo de Moura foi erguido no cimo de uma colina cuja ocupação remontará à Idade do Ferro, ele...
0
IMAGENS
10
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
As muralhas medievais de Moura MACIAS, Santiago Edição
Moura na Baixa Idade Média: elementos para um estudo historico e arqueologico MACIAS, Santiago Edição
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias... PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto Edição 1990 Lisboa
Monografia arqueológica do concelho de Moura LIMA, José Fragoso de Edição
Contributo para a conservação do património urbano de Moura - análise morfo-tipológica e da imagem urbana no espaço intra-muros do castelo e no Bairro da Mouraria MIRA, Paula Cristina Rodrigues Conceição Conduto Costa Edição 1999 Évora
História da notável vila de Moura CABRAL, Luiz de Almeida Edição 1991 Moura
Anais de Moura MATTA, José Avelino da Silva Edição 1991 Moura
Nicolau de Langres e a sua obra em Portugal MATTOS, Gastão de Mello Edição 1941 Lisboa

Galeria de Imagens

Sem Imagens

Não foram encontradas imagens para este registo.

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Muralhas Modernas de Moura
Muralhas Modernas de Moura

Moura

Ver Ficha
Mouraria de Moura
Mouraria de Moura

Moura

Ver Ficha
Igreja e claustro do Convento do Carmo
Igreja e claustro do Convento do Carmo

Moura

Ver Ficha
Igreja matriz de São João Baptista de Moura
Igreja matriz de São João Baptista de Moura

Moura

Ver Ficha