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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Marco granítico n.º 38

Arquitectura Civil / Marco

Designação
Designação Atual
Marco granítico n.º 38
Outras Designações
Marco na Quinta do Conde / Marcos de Demarcação da Zona de Produção de Vinhos Generosos do Douro em Sabrosa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Marco
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Implantado na Quinta do Conde, junto ao rio Ceira, em Gouvinhas, Sabrosa, o marco granítico n.º 38 incorpora um vasto conjunto de padrões da mesma tipologia que demarcam geograficamente o território da Região Vinhateira do Alto Douro, ou Alto Douro Vinhateiro.
O marco, esculpido em forma de paralelepípedo com remate liso, mede 130 cm de altura por 34 cm de largura. Na face principal exibe a inscrição, desgastada, "FEITORIA", distribuída por duas linhas. Apresenta lacunas na aresta esquerda e na face posterior.
História
Embora se conheçam referências documentais ao Vinho do Porto desde o terceiro quartel do século XVII, será a partir do Tratado de Methuen, celebrado em 1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a granjear o prestígio que ainda hoje detém. O referido acordo entre as duas coroas estimulou de forma notória a produção nacional, procedendo-se então à reestruturação dos vinhedos e elegendo-se os terrenos da zona do Cima Corgo para a sua produção.
No entanto, a elevada produção da região, que transformou totalmente a sua paisagem e passou a dedicar-se em exclusivo à vinha, levou a uma crise de superprodução de vinho, apenas ultrapassada com a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no ano de 1756, por iniciativa do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O estabelecimento da Companhia teve como objetivo demarcar a região vinícola do Alto Douro, garantindo assim a qualidade do vinho e criando a primeira zona mundial de origem controlada no sentido em que é hoje entendido esse conceito.
Foi justamente no âmbito desta medida que em 1757 se procedeu à demarcação da área dos terrenos de produção vinícola, ou dos vinhos de "feitoria", através da colocação de 201 marcos de granito, aos quais se juntaram, em 1761, mais 134 marcos. Este vasto conjunto de imponentes padrões de pedra marca uma extensa região que se estende ao longo do troço médio do vale do Douro e parte dos seus afluentes, definida entre Barqueiros e Freixo de Espada à Cinta, subdividindo-se, grosso modo, nas três sub-regiões do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.
Executados em granito, estes padrões paralelepipédicos foram gravados com a designação "Feitoria", havendo nalguns casos a adição do ano em que foram colocados. A demarcação e a respetiva colocação dos marcos foram realizadas pela Comissão Demarcante, constituída por Carvalho e Melo; o texto resultante deste trabalho permite identificar as vinhas demarcadas, os seus proprietários e o local de implantação original do marco.
Em 1946 grande parte dos marcos pombalinos foram classificados como de interesse público, sendo então catalogados com um número. Estão integrados na classificação do Alto Douro Vinhateiro, inscrito em 2001 na lista de Património Mundial da UNESCO e classificado como Monumento Nacional desde 2010.
O marco classificado com o n.º 38 corresponde ao primeiro marco colocado durante a adição à demarcação original do sítio da Costa. O terreno onde foi implantado pertencia originalmente à vinha de Manuel Alves Coelho de Faria, junto ao ribeiro de Seixo, que corre a norte da Quinta do Conde. Mais tarde, esta vinha seria integrada na própria quinta, e o marco foi colocado numa vinha mais perto do rio Ceira, local onde se encontrava já à data da classificação.
Catarina Oliveira
DGPC, 2018
(com a colaboração do Museu do Douro)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 35 909, DG, Série I, n.º 236, de 17-10-1946 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Vila Real / Sabrosa / Gouvinhas
Quinta do Conde
- -
Polícia:
LATITUDE
41.174353
LONGITUDE
-7.650148
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1703
1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a granjear o prestígio que ainda hoje detém. O
1756
1756, por iniciativa do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O
1757
1757 se procedeu à demarcação da área dos terrenos de produção vinícola, ou dos vinhos de "feitoria", através da colo...
1761
1761, mais 134 marcos.
1946
1946 (ver Decreto) ImóvelImplantado na Quinta do Conde, junto ao rio Ceira, em Gouvinhas, Sabrosa, o marco granítico ...
2001
2001 na lista de Património Mundial da UNESCO e classificado como Monumento Nacional desde 2010.O marco classificado ...
2010
2010.O marco classificado com o n.º 38 corresponde ao primeiro marco colocado durante a adição à demarcação original ...
2018
2018(com a colaboração do Museu do Douro)
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Marcos da Demarcação AA.VV. Edição 2007 Peso da Régua
As demarcações pombalinas no Douro vinhateiro FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da Edição 1951 Porto
As demarcações marianas no Douro vinhateiro FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da Edição 1996 Porto

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