A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Capela e falcoaria das ruínas do antigo Paço Real de Salvaterra de Magos

Arquitectura Religiosa / Capela

Designação
Designação Atual
Capela e falcoaria das ruínas do antigo Paço Real de Salvaterra de Magos
Outras Designações
Paço Real de Salvaterra de Magos e Capela (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Falcoaria do Paço Real de Salvaterra de Magos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Capela
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Fundada por D. Dinis em 1295, a vila de Salvaterra de Magos sempre esteve ligada à Coroa, que estabeleceu naquela região zonas de coutada real. A partir do século XIV a corte fixou-se em Salvaterra durante as épocas de caça, pelo que a Casa Real mandou edificar na vila um paço.
Embora se desconheça a data da fundação do Paço Real de Salvaterra de Magos, a referência mais antiga que a ele se reporta data de 1383. Em 1429 a vila foi doada por D. João I a seu filho D. Fernando, mas como o Infante faleceu em 1443 sem deixar descendência, o senhorio foi vendido a Rodrigo Afonso. Em 1507 voltava a ser vendida, desta vez por D. Manuel a D. Nuno Manuel, e em 1542, estando o senhorio da vila já na posse do seu filho, D. Fradique Manuel, este cedeu a terra a D. Luís, duque de Beja, trocando-a por outras possessões do Infante.
Foi com o senhorio do Infante D. Luís que o Paço de Salvaterra de Magos conheceu um extraordinário desenvolvimento. Humanista e patrono das artes, D. Luís mandou edificar cerca de 1547 (SERRÃO, 2002, p.187) um novo paço, atribuído ao risco do arquitecto Miguel de Arruda (CORREIA; GUEDES,1989, p. 15). Do conjunto subsistem a capela e a falcoaria, uma vez que o palacete foi progressivamente destruído por terramotos e incêndios, acabando por ser vendido em 1862.
A capela, dedicada a Bom Jesus, foi edificada como uma estrutura de planta rectangular constituída por dois quadrados iguais que no meio comportam um pequeno espaço quadrangular mais pequeno, formando assim um templo "(...) de nave única quadrada com cobertura poligonal, dotada de uma capela-mor muito funda, em forma de igreja de três naves, onde havia um coro situado aquém do altar." (GOMES, 2001, p. 51). O seu modelo apresenta inequívocas semelhanças com a Capela de Bom Jesus de Valverde, projectada por Miguel de Arruda cerca de dez anos antes.
Em meados do século XX a estrutura interna da capela foi alterada, sendo derrubadas as duas paredes que demarcavam o rectângulo edificado no espaço intermédio entre os dois corpos quadrados que correspondem à nave e à capela-mor, cada um numa extremidade do conjunto. Esta alteração pretenderia criar um espaço de circulação contínua na capela, mas subverteu a intenção do projecto inicial de evitar a "circulação livre de pessoas e olhares" dentro da capela através da ruptura com o modelo de unificação espacial renascentista (Idem, ibidem, p. 56).
Em 1657 o programa decorativo da capela foi renovado, com a execução de um retábulo de talha dourada em estilo nacional e de uma erudita campanha de pinturas a fresco, cobrindo as abóbadas com uma sequência de anjos, enrolamentos, grinaldas e motivos concheados rodeando medalhões onde foram pintados os símbolos da Paixão de Cristo (CORREIA, GUEDES, 1989, p. 16).
A falcoaria do Paço terá sido edificada também na campanha quinhentista, estando com certeza integrada no projecto de Arruda, uma vez que o Infante D. Luís "(...) no paço, casa donde estava, tinha Falcões e os dava em cuidado aos seus moços da câmara (...)"(Idem, ibidem, p. 57).
No início do século XVIII a falcoaria é retomada em Portugal, passando a ter em Salvaterra instalações próprias, que foram reconstruídas depois do terramoto de 1755. Ao longo do século XIX, o abandono e degradação das instalações da Real Falcoaria eram evidentes, acabando por ser vendidas em hasta pública.
O edifício que subsiste é constituído por oito corpos de secções quadrangulares e rectangulares, que se agrupam em torno de um pátio quadrangular, um pombal de planta circular e um outro pátio, interno, de menores dimensões. No conjunto destaca-se o pombal, um torreão circular com oito metros de altura e aberturas circulares para entrada e saída de aves. A fachada principal apresenta pano único dividido em dois andares, com portas e janelas de moldura rectangular. No interior pode ver-se a disposição dos ninhos dos falcões, 305 nichos quadrangulares dispostos ao longo de sete registos.
Catarina Oliveira
Diploma de Classificação
Decreto n.º 39 175, DG, I Série, n.º 77, de 17-04-1953 (ver Decreto)
Despacho de homologação de 17-04-1952
Pareceres favoráveis de 6-04-1952 e 11-04-1952 da 1.ª Subsecção da 6 .ª Secção da JNE
Propostas de classificação de 26-03-1951 e 28-03-1951 da DGEMN
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914631
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Santarém / Salvaterra de Magos / Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra
Praça da República
Salvaterra de Magos -
Polícia:
LATITUDE
39.027887
LONGITUDE
-8.790958
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1295
1295, a vila de Salvaterra de Magos sempre esteve ligada à Coroa, que estabeleceu naquela região zonas de coutada rea...
1383
1383.
1429
1429 a vila foi doada por D.
1443
1443 sem deixar descendência, o senhorio foi vendido a Rodrigo Afonso.
1507
1507 voltava a ser vendida, desta vez por D.
1542
1542, estando o senhorio da vila já na posse do seu filho, D.
1547
1547 (SERRÃO, 2002, p.187) um novo paço, atribuído ao risco do arquitecto Miguel de Arruda (CORREIA; GUEDES,1989, p. 15
1657
1657 o programa decorativo da capela foi renovado, com a execução de um retábulo de talha dourada em estilo nacional ...
1755
1755.
1862
1862.
1951
1951 e 28-03-1951 da DGEMN Fundada por D.
1952
1952 Pareceres favoráveis de 6-04-1952 e 11-04-1952 da 1.ª Subsecção da 6 .ª Secção da JNE Propostas de classificação...
1953
1953 (ver Decreto) Despacho de homologação de 17-04-1952 Pareceres favoráveis de 6-04-1952 e 11-04-1952 da 1.ª Subsec...
1989
1989, p.
2001
2001, p.
2002
2002, p.187) um novo paço, atribuído ao risco do arquitecto Miguel de Arruda (CORREIA; GUEDES,1989, p. 1
0
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Curiosidades históricas de Salvaterra de Magos", Vida Ribatejana, Março-Abril de 1952 CÂNCIO, Francisco Edição 1952 Vila Franca de Xira
O Paço Real de Salvaterra de Magos - a Corte, a Ópera, a Falcoaria CORREIA, Joaquim Manuel, GUEDES, Natália Brito Correia Edição 1989 Lisboa
A Arquitectura "ao Romano" CRAVEIRO, Maria de Lurdes Edição 2009 Vila Nova de Gaia
Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1949 Lisboa
Anais de Salvaterra de Magos : dados históricos desde o século XIV ESTEVÂO, José Edição 1959 Lisboa
"A ópera de corte em Portugal no século XVIII", Colóquio Artes, n.º 76, Março de 1988, pp. 50-57 BRITO, Manuel Carlos de Edição 1988 Lisboa

Galeria de Imagens

Sem Imagens

Não foram encontradas imagens para este registo.

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Padrão de D. Sebastião
Padrão de D. Sebastião

Tomar

Ver Ficha
Pelourinho de Benavente
Pelourinho de Benavente

Benavente

Ver Ficha
Cruzeiro do Largo do Calvário e todo o adro envolvente
Cruzeiro do Largo do Calvário e todo o adro envolvente

Benavente

Ver Ficha
Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora das Virtudes da Ordem de São Francisco
Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora das Virtudes da Ordem de São Francisco

Azambuja

Ver Ficha