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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Aljubarrota

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Aljubarrota
Outras Designações
Pelourinho de Aljubarrota (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Aljubarrota foi uma das treze vilas dos coutos da abadia cistercience de Alcobaça, fundados por D. Afonso Henriques em 1147. Fazia parte das terras doadas pelo monarca em 1153 e 1183, sendo então referida como Aljamarôta, talvez corruptela da palavra árabe Aljobbe (poço ou cisterna). Recebeu a sua primeira Carta de Foral das mãos do então donatário, o abade D. Martinho I, em 1316. A sua localização estratégica, defendendo as ricas terras da Abadia de Alcobaça, junto dos itinerários principais para alcançar Lisboa, fizeram da localidade o palco da célebre batalha entre as tropas portuguesas e castelhanas, as primeiras sob o comendo de D. João I e de D. Nuno Álvares Pereira, resultando numa das mais importantes e mitificadas vitórias portuguesas. Alcobaça viria ainda a receber foral novo, outorgado por D. Manuel, em 1514, na sequência do qual terá sido construído o actual pelourinho.
Este levanta-se na praça do mesmo nome, em local central da vila, junto à antiga Casa da Câmara (hoje sede da Junta de Freguesia) e da torre sineira ou do relógio, da época de D. Sebastião.
Sobre um soco de três degraus circulares, de pedra aparelhada, levanta-se o conjunto da base, coluna, capitel e remate, em granito. A base é tronco-cónica, de planta octogonal, em três registos moldurados, com motivos vegetalistas de tradição gótica. A coluna tem fuste cilíndrico e liso, sobre o qual assenta um capitel oitavado, decorado com oito florões, que para alguns autores se assemelham a "cruzes de Avis estilizadas" (E. B. de Ataíde MALAFAIA, 1997, p. 85). Sobre o ábaco, ainda oitavado, assenta o remate tronco-piramidal, ornado de um escudo encimado por um chapéu, tradicionalmente considerado da "Padeira de Aljubarrota" (Idem, ibidem), muito semelhante a um chapéu cardinalício, por sua vez sobrepujado por esfera armilar. Por esta via, associa-se por vezes o chapéu à figura do Cardeal D. Henrique, que foi abade comandatário em Alcobaça. Porém, D. Henrique apenas recebeu o chapéu cardinalício em 1546, que parece ser uma data demasiado avançada para a factura do pelourinho. A sua tipologia e elementos decorativos, incluindo o escudo e a esfera armilar, apontam para os anos imediatos à outorga de foral, ainda durante o reinado de D. Manuel. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 45/2014, DR, 2.ª série, n.º 14, de 21-01-2014 (sem restrições) (ZEP da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, da Janela manuelina integrada num prédio na Rua Direita e do Pelourinho de Aljubarrota) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 12-08-2013 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 229/2013, DR, 2.ª série, n.º 119, de 24-06-2013 (alteração do projeto de decisão) (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 14-05-2013 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 23-04-2013 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Informação favorável de 20-02-2013 da DGPC
Proposta de alteração de 20-11-2012 da CM de Alcobaça
Anúncio n.º 13574/2012, DR, 2.ª série, n.º 200, de 16-10-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 10-09-2012 do diretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 18-06-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 30-04-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a fixação de três ZEP, individuais e coincidentes, para a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, a Janela Manuelina e o Pelourinho de Aljubarrota
Afectação 12736627
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Leiria / Alcobaça / Aljubarrota
Praça do Pelourinho
Aljubarrota -
Polícia:
LATITUDE
39.566399
LONGITUDE
-8.929457
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1147
1147.
1153
1153 e 1183, sendo então referida como Aljamarôta, talvez corruptela da palavra árabe Aljobbe (poço ou cisterna). Rec
1183
1183, sendo então referida como Aljamarôta, talvez corruptela da palavra árabe Aljobbe (poço ou cisterna). Rec
1316
1316.
1514
1514, na sequência do qual terá sido construído o actual pelourinho. Es
1546
1546, que parece ser uma data demasiado avançada para a factura do pelourinho.
1933
1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA Aljubarrota foi uma das treze vilas dos coutos da abadia cister...
1997
1997, p.
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa

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Exploração Geográfica
Janela manuelina integrada num prédio na Rua Direita
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Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres
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Capela de São João Batista, incluindo o atual adro e o talude de assentamento
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Casa do Monge Lagareiro, também denominada «Lagar dos Frades»
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