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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Paçó

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Paçó
Outras Designações
Pelourinho de Paçó (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A antiga villa de Paçó (ou Paçô) de Vinhais teve carta de foral dada por D. Dinis, em 1310, e foral novo de D. Manuel, de 1512. O concelho foi extinto em 1836, e integrado em Vinhais, do qual é actual freguesia. Conserva ainda o seu pelourinho, levantado num largo do lugar de Paçó.
Este monumento foi destruído em data incerta, mas seguramente após a extinção do concelho; estava ainda desmantelado em meados do século XX, já que em 1945 um seu fragmento é identificado no Museu de Bragança. Também não se conhece a data da reconstrução que hoje se pode ver, feita com recurso evidente a peças de factura moderna, para além dos elementos aparentemente originais que constituem a peça de remate.
O pelourinho ergue-se sobre plataforma de cinco degraus quadrangulares, de aresta, onde assenta directamente a coluna. Esta tem fuste monolítico, mas talhado em duas secções distintas, sendo o primeiro troço quadrado e o segundo de secção octogonal, conseguida através da chanfradura das arestas do fuste a partir de metade da sua altura. Tanto a plataforma como a coluna são modernas. O capitel é liso, com faces de perfil côncavo, antecedido por um fino astrágalo, e encimado por ábaco, sendo todas as peças oitavadas. Uma das faces apresenta um brasão ilegível. Sobre o ábaco assenta o remate, constituído por um bloco de talhe muito irregular, ao modo de pinha, com decoração de difícil leitura, coroado por uma peanha que suporta uma esfera lisa encimada pela cruz de Cristo.
Embora o facto de existirem poucas peças originais, aliado à simplicidade da montagem, não pareça permitir uma datação exacta, a esfera e cruz de Cristo remetem a construção do pelourinho para o período imediato ao foral manuelino, sendo a esfera o emblema pessoal de D. Manuel (que era igualmente, recorde-se, Grão-mestre da Ordem de Cristo). Por fim, a cruz representada possui ainda braços iguais, sendo muito provável que date deste reinado, uma vez que a partir de D. João III este símbolo passou a ser representado com a haste inferior mais longa.
Sílvia Leite
Diploma de Classificação
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181501
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Bragança / Vinhais / Paçó
Largo do Pelourinho
Paçó -
Polícia:
LATITUDE
41.869731
LONGITUDE
-6.952096
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1310
1310, e foral novo de D.
1512
1512.
1836
1836, e integrado em Vinhais, do qual é actual freguesia.
1933
1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA A antiga villa de Paçó (ou Paçô) de Vinhais teve carta de foral...
1945
1945 um seu fragmento é identificado no Museu de Bragança. T
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa

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