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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Vila Flor

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Vila Flor
Outras Designações
Pelourinho de Vila Flor (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Dotado de uma beleza natural singular, o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Vila Flor (ou 'Póvoa de Além Sabor', como foi, em tempos, designado) possui vários testemunhos arqueológicos que evidenciam a presença humana desde, pelo menos, o Calcolítico, conquanto mais expressivos os datáveis da Idade do Ferro, à qual remontam povoados fortificados de altura. A fixação populacional foi, contudo, mais acentuada no período romano, a julgar pela multiplicidade de arqueossítios identificados e estudados até ao momento. Uma procura certamente resultante da diversidade cinegética que caracterizou desde sempre o seu termo, assim como a sua localização estratégica, a exemplo, ademais, da própria povoação de Vila Flor, implantada num morro com excelente domínio visual sobre a paisagem circundante e excelentes terrenos agrícolas.

Não obstante, e apesar de perdurar uma certa tradição que faz remontar a sua fundação ao século XI, a povoação de Vila Flor terá desempenhado papel de maior relevo apenas em duzentos, quando D. Dinis (1261-1325) a rebaptizou e concedeu foral (como incentivo à fixação de gentes), decorria o ano de 1286, mandando erguer, pouco depois, um muralhado em seu redor, numa comprovação da sua valência estratégica, numa altura em que se consolidavam as fronteiras do reino português.

Foi, em especial, a partir deste momento que a vila se desenvolveu, em grande parte graças às famílias judaicas que nela procuraram abrigo das perseguições que lhes moviam no restante espaço europeu, contribuindo significativamente para o acréscimo comercial, ao mesmo tempo que instituíam novas actividades no burgo, como a ourivesaria e os curtumes. Uma particularidade que sofreu, no entanto, um duro revés no tempo de D. Manuel I (1469-1521), que lhe conferiu novo foral, em 1512, devido à sua actuação anti-judaica que resultou, no caso de Vila Flor, no abandono de vários lares, na estagnação comercial e industrial, assim como na consequente degradação das residências que habitavam.

Símbolo, por excelência, de poder e autonomia judicial, o pelourinho edificado entre as centúrias de XVII e XVIII [posto que tivesse existido um anterior, elevado na Idade Média (ALMEIDA, J. A. F. de, 1976, 576)], ergue-se num dos largos principais de Vila Flor, tendo sido construído numa das matérias-primas mais abundantes da região, o granito, ainda que resultante de uma reconstrução parcial realizada em finais dos anos trinta do século XX, depois de ter sido destruído subsequentemente à sua destruição ocorrida em meados de oitocentos.

É no soco de três degraus quadrados que assenta o prisma quadrangular que suporta a base da coluna, de igual formato, da qual arranca o fuste octogonal (com cerca 5 metros de altura) com capitel profusamente lavrado com motivos vegetalistas, brasão com flor de lis e coroa, sobrepujado por pináculo decorado com elementos florais.

[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181501
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Bragança / Vila Flor / Vila Flor e Nabo
Largo Padre António José Morais
Vila Flor -
Polícia:
LATITUDE
41.306959
LONGITUDE
-7.152589
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1261
1261-1325) a rebaptizou e concedeu foral (como incentivo à fixação de gentes), decorria o ano de 1286, mandando ergue...
1286
1286, mandando erguer, pouco depois, um muralhado em seu redor, numa comprovação da sua valência estratégica, numa al...
1325
1325) a rebaptizou e concedeu foral (como incentivo à fixação de gentes), decorria o ano de 1286, mandando erguer, po...
1469
1469-1521), que lhe conferiu novo foral, em 1512, devido à sua actuação anti-judaica que resultou, no caso de Vila Fl...
1512
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1521
1521), que lhe conferiu novo foral, em 1512, devido à sua actuação anti-judaica que resultou, no caso de Vila Flor, n...
1933
1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA Dotado de uma beleza natural singular, o território corresponde...
1976
1976, 576)], ergue-se num dos largos principais de Vila Flor, tendo sido construído numa das matérias-primas mais abu...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Vila Flor", Tesouros Artísticos de Portugal ALMEIDA, José António Ferreira de Edição 1976 Lisboa
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa
Pelourinhos do distrito de Bragança FERREIRA, Luís, CANOTILHO, Luís Edição 2005 Bragança
Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado. Distrito de Bragança Edição 1993 Lisboa

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